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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quinta-feira, 25.09.08

Esqueleto de mulher grávida sacrificada encontrado no Peru



 



Arqueólogos no Peru afirmam ter encontrado partes do esqueleto de uma mulher grávida que foi sacrificada, numa tumba pré-Inca na província de Lambayeque, no norte do país.


 


 


Apesar dos sacrifícios humanos não serem raros nas civilizações pré-hispânicas do Peru, o sacrifício de uma mulher grávida não era comum porque existia uma grande admiração pela fertilidade.




No mesmo local, foram também encontrados os corpos de outras nove mulheres.


A tumba em Lambayeque é uma de três descobertas arqueológicas recentes de civilizações pré-hispânicas no Peru. A segunda descoberta fica nas ruínas de Cahuachi, ao sul de Lima.


Cahuachi era um local de cerimónias para a cultura Nazca, entre os anos 300 e 800 d.C.. No local, foram encontrados tecidos, cerâmicas e dois corpos que também foram sacrificados para agradar aos deuses, segundo os arqueólogos.


A terceira descoberta foi nas ruínas de Sacsayhuaman, perto de Cuzco, onde foram encontradas oito tumbas e mais de 20 esqueletos de pessoas que podem também ter sido sacrificadas em rituais.


Fonte: (19 Set 2008). RTP/Lusa: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=363874&visual=26&tema=5


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por noticiasdearqueologia às 21:54

Quinta-feira, 25.09.08

Achados arqueológicos no Museu de Évora terão sido mal preservados ou destruídos

As obras de restauro no museu foram iniciadas em 2006 e deverão estar

concluídas no final deste ano, mas os trabalhos no edifício e a

arqueologia não têm andado de braço dado

As obras de requalificação do Museu de Évora vão revelando descobertas

arqueológicas que têm provocado algumas divergências quanto à sua

conservação e restauro. Um criptopórtico, que é um grande arco

monumental de entrada numa acrópole da época romana, datado dos

séculos III a V d.C, um balneário islâmico, parte do piso do fórum

romano e da basílica romana terão sido, segundo fonte ligada ao

processo, alguns dos vestígios encontrados, mas alguns deles poderão

ter sido mal preservados ou mesmo destruídos.

O subdirector do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e

Arqueológico (Igespar), João Pedro Cunha Ribeiro, confirmou terem sido

achados diversos vestígios no local "que haviam sido já detectados

ainda antes de as obras começarem, por uma equipa técnica no subsolo

do edifício". Contudo, o mesmo responsável garantiu que, ao longo das

obras, tem havido uma grande preocupação em compatibilizar, na medida

do possível, a construção do edifício com a preservação desses

vestígios. "Há soluções técnicas para a própria requalificação do

edifício que têm obrigado a fazer opções", sublinhou, adiantando que

houve achados arqueológicos que tiveram de ser removidos de acordo com

a legislação existente para que as obras pudessem continuar.

Esta afirmação foi reiterada pelo director do museu, Joaquim Caetano,

que explicou que dos vestígios encontrados cerca de três quartos

passaram a reserva arqueológica, ou seja, "foram selados e mantidos no

local", "outros vão ficar à mostra para que possam ser observados pelo

público e apenas uma pequena percentagem sofreu uma conservação pelo

registo, isto é, foram retirados depois de previamente desenhados e

fotografados".




Forum romano

Instado sobre o que foi demolido, Joaquim Caetano afirmou que apenas

houve demolição de estruturas em duas situações. "Uma parede que

servia de suporte de uma canalização e que tinha forçosamente de ser

aberta para dar acesso a toda a zona de segurança do piso zero,

nomeadamente às saídas de emergência", sublinhou, avançando que esta

opção deu-se devido à "absoluta necessidade de abrir ali uma porta

porque senão não se conseguiria utilizar o piso zero". A outra

situação teve a ver com a passagem de alguns tubos de drenagem

"imprescindíveis para a salvaguarda quer do edifício, quer das

próprias estruturas, porque o subsolo do museu tem um conjunto de sete

poços que têm que ser drenados", explicou.

No entanto, as opções tomadas perante os achados arqueológicos parecem

não ter sido unânimes entre os peritos, sobretudo no que diz respeito

à conservação do pavimento do fórum romano, local onde foi feita a

drenagem das águas. De acordo com o arqueólogo alemão Theodor

Hauschild, responsável pelas escavações efectuadas há uns anos em

torno do Templo Romano, "o piso do fórum deveria ter sido devidamente

preservado, manifestando-se contra a sua destruição", declarou Manuela

Oliveira, responsável pelo Núcleo do Centro Histórico, Património e

Cultura da Câmara Municipal de Évora. A opinião deste "conceituado

arqueólogo" foi solicitada pela autarquia, "como uma preocupação

patrimonial resultante do facto de a cidade de Évora ser conhecida

pela sua riqueza arqueológica", recordou.

Já o subdirector do Igespar frisou que todas as obras "têm sido e

continuarão a ser feitas sob o desígnio de diminuir ao mínimo as

intrusões nos vestígios arqueológicos", anunciando ainda que o museu

irá ter uma sala onde vão estar expostos os achados recolhidos ao

longo de toda a intervenção.

Fonte: Maria Antónia Zacarias (24 Set 2008). Público.

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por noticiasdearqueologia às 21:43

Quinta-feira, 25.09.08

Ossadas humanas com 4500 anos descobertas no Esporão


Arqueólogos do complexo dos Perdigões terão identificado três esqueletos que seriam das primeiras sociedades de camponeses do Sul da Europa


 


 


O Complexo Arqueológico dos Perdigões, projecto da Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, fez novas descobertas inéditas. Durante as escavações de 2008, realizadas pela ERA-Arqueologia, em fossas escavadas há aproximadamente 4500 anos, a equipa de arqueólogos identificou um conjunto de três esqueletos humanos do que se pensa serem das primeiras sociedades de camponeses do Sul da Europa.

Segundo os peritos, este achado é particularmente importante e surpreendente porque não teve lugar na necrópole, local onde até agora eram conhecidas todas as sepulturas do sítio, mas sim a cerca de 300 metros do cemitério. "Esta descoberta suscita um grande interesse na comunidade científica e abre novas linhas para o programa global de investigação do sítio dos Perdigões", afirmou António Valera, responsável pelo Núcleo de Investigação Arqueológica da ERA.

Os vestígios encontrados indicam uma importante revelação no que respeita ao estudo do ritual de gestão da morte. "Era já sabido que, após a morte de cada indivíduo existiria um local onde o corpo era colocado para decomposição, sendo os ossos transportados posteriormente para a necrópole", explicou.

Esta descoberta surgiu no decorrer de uma investigação sobre a actividade da povoação na área da metalurgia do cobre em dois fossos e de um conjunto de fossas circulares. Segundo António Valera, aquelas fossos contêm abundantes vestígios de ossos de fauna e grande quantidade de fragmentos cerâmicos, de pesos de tear, instrumentos em pedra e restos de cobre resultantes de fundição. "Já a escavação das fossas circulares revelou algumas surpresas, sendo a mais significativa a identificação de enterramentos humanos", frisou.

"O povoado de 16 hectares, fundado há mais de cinco mil anos, apresenta particularidades que o tornam num dos importantes complexos pré-históricos deste género conhecidos na Europa, sendo constituído por vestígios de um santuário megalítico, incluindo menires, e um conjunto de recintos concêntricos definidos por grandes fossos escavados na terra e na rocha e um cemitério de sepulturas", explica António Valera.

Abertura ao público

A confirmação da grande importância histórica dos Perdigões deu-se em 1996, numa zona de plantação de vinha da Herdade do Esporão, que, "enquanto empresa que preserva o património, imediatamente se apercebeu da relevância deste achado, abandonando a plantação para investir em estudos e escavações", sustentou o presidente da administração da Finagra, José Roquette, que pretende agora "trazer à superfície o povoado e impulsionar visitas ao público para conhecimento do modo de vida dos nossos antepassados".

Está em curso o processo de classificação do complexo como monumento nacional. A ERA-Arqueologia, impulsionada por José Roquette, encetou há cinco anos um processo de candidatura, tendo-a apresentado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Para Miguel Lago, um dos responsáveis desta investigação, "tudo aponta para que o complexo seja considerado monumento nacional e, se assim não for, no mínimo terá que ser considerado como imóvel de interesse público", justificou.

 Fonte: Maria Antónia Zacarias (20 Set 2008). Público.


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por noticiasdearqueologia às 21:19


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