Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...
Uma equipa de arqueólogos descobriu em Pömmelte (leste da Alemanha) um novo local de culto pré-histórico, semelhante ao que se encontra em Stonhenge (Inglaterra), mas composto por estruturas de madeira de há 4.250 anos |
Esta espécie de santuário, com 115 metros de diâmetro, está em piores condições de conservação do que o inglês, pelo facto de ter sido construído com madeira, explicou um dos arqueólogos, André Saptzier, da Universidade Marthin-Lutter de Halle-Wittenberg.
O director das escavações, François Bertemes, considera que se trata de uma «descoberta-chave» para estudar o terceiro milénio antes de Cristo.
O santuário, de estrutura circular, tem um primeiro círculo concêntrico composto de postes de madeira de 30 centímetros de diâmetro cada e um círculo exterior, no qual foram descobertas numerosas tumbas funerárias.
Os investigadores partem do princípio de que o local - descoberto, pela primeira vez, em 1991, durante trabalhos de reconhecimento aéreo - foi utilizado para a prática de sacrifícios e culto religioso durante cerca de 250 anos.
As escavações em Pömmelte realizam-se no quadro de um projecto de investiga ç ão da Idade do Bronze no estado federado de Saxónia-Anhalt, que procura dar a conhecer em profundidade os vestígios dessa época ainda existentes na região.
Graças a este programa foi descoberto o disco estelar de Nebra, a representação mais antiga do firmamento.
O disco solar, de 3.600 anos de antiguidade, faz parte da exposição permanente do Museu Regional de Pré-história Saxónia-Anhalt e foi encontrado em 1999 perto da localidade de Nebra.
Com 32 centímetros de diâmetro e dois quilos de peso, é a representação mais antiga, e a primeira portátil, do firmamento e sobre a sua superfície metálica verde-azulada aparecem o sol, a lua e 32 estrelas, em lâminas de ouro.
Fonte: (29 Jul 2008). Lusa/SOL: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/I
Obras do túnel colidem com preservação dos achados

A Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho descobriu uma grande necrópole romana em plena Avenida da Liberdade, em Braga. Várias dezenas de sepulturas, algumas delas com esqueletos quase inteiros, foram já colocadas a salvo. As escavações em curso, que decorrem no quarteirão dos antigos Correios, deixam claro que o prolongamento do túnel da Avenida vai entrar no "coração" da necrópole, assim como o hotel para idosos, anunciado recentemente para a Rua do Raio.
Fonte: Fernandes, Joaquim Martins (28 Jul 2008). Diário do Minho: http://www.diariodominho.pt/noticia.php?c
As unidades de arqueologia que estão nas antigas Oficinas Gerais de Material do Exército onde vai ficar o novo Museu dos Coches, ainda não têm futuras instalações.
O Centro de Investigação Paleo-Ecologia Humana e Arqueo-Ciências (CIPA) e a Divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática (DANSA) são duas destas unidades.
O CIPA é dirigido pela especialista em Ana Cristina Araújo. O centro está naquelas instalações desde a década passada. "Começou do zero e é hoje uma referência na investigação, pelas suas colecções únicas na Península Ibérica e até europeias", salientou a especialista em arqueozoologia Marta Moreno que trabalha ali como cientista convidada. Para a cientista, o desaparecimento deste centro representaria um retrocesso na arqueologia portuguesa.
As colecções são constituídas por esqueletos inteiros de várias espécies de animais. Mas também tem herbários, pólens e carvões (materiais calcinados) que servem de comparação aos achados arqueológicos.
Na unidade DANSA é possível impregnar madeiras antigas em soluções aquosas de cera solúvel. A "jóia da coroa" desta divisão, instalada numa antiga oficina de viaturas do exército, são duas pirogas encontradas nas margens do rio Lima, com cerca de 2.300 anos.
"Nós funcionamos como os bombeiros, temos de, às vezes, rapidamente intervir para salvaguardar peças", assinalou Francisco Alves que dirige a DANSA. O arqueólogo afirmou à Lusa que cabe à tutela encontrar um espaço novo, explicando que este "tem de ter as condições mínimas, nomeadamente tanques com certas dimensões".
O espaço tem também uma biblioteca especializada, com 50.000 volumes correspondentes a cerca de 35.000 títulos e que segundo a responsável Fernanda Torquato, uma consulta anual de cerca de 2000 utentes.
O "espólio tem sido aumentado graças às permutas promovida pela revista Arqueologia" e, devido à sua especificidade, não pode ser integrada na Rede de Bibliotecas Públicas "nem absorvida por outra biblioteca", acrescenta a responsável.
A Cordoaria Nacional, na Junqueira, e o Quartel do Conde de Lippe, na calçada da Ajuda, são dois dos espaços que têm sido apontados para albergar estes centros de investigação. Não houve até ao momento confirmação oficial.
Fonte: (31 Jul 2007). Público/Lusa:http://ultimahora.publico.clix.pt/noti
Testes de termoluminescência realizados na Universidade Nacional Australiana dataram em 56 000 anos os restos de fogueiras encontrados no controverso sítio arqueológico do Boqueirão da Pedra Furada, localizado no Parque Nacional da Serra da Capivara, no sul do Piauí, Brasil. É, sem dúvidas, o mais importante sítio arqueológico das Américas.
A datação, obtida através de novas técnicas desenvolvidas por Michael Bird, recuou em 40 000 anos o tempo normalmente aceito pelos especialistas para as primeiras ocupações humanas nas Américas. O procedimento, denominado ABOX (acid-base-wet-oxidation) descontamina quimicamente os objetos testados e oferece resultados mais confiáveis que o tradicional teste de carbono-14. Foi possível demonstrar que as pedras das fogueiras não foram queimadas por causas naturais.
A conclusão foi publicada na revista Quaternary Science Reviews, da editora Elsevier.
O parque, declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1991, possui mais de 345 sítios, muitos dos quais com paredões de arenito adornados com pinturas rupestres. Na área foram encontradas ferramentas de pedra e antiquíssimas ossadas. Peças magníficas do sítio estão expostas no Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato, dirigido pela renomada Dra. Niède Guidon.
Fonte: (26 Jul 2008): http://www.fumdham.org.br/
Equipas constituídas por alunos da Universidade do
Algarve e estudiosos de arqueologia estão a escavar em Vale do Boi, em
plena serra algarvia, onde esperam vir a encontrar importantes
vestígios pré-históricos
Os arqueólogos tentam desvendar hoje os segredos escondidos em Vale de
Boi, Algarve, o maior sítio arqueológico do Paleolítico Superior em
Portugal. Perdido na serra, entre Lagos e Vila do Bispo, paredes meias
com uma pacata aldeia, o sítio arqueológico passa despercebido.
Descoberto há dez anos por uma equipa integrada por Nuno Bicho, da
Universidade do Algarve, o local tem sido objecto de campanhas
arqueológicas que visam reconstituir o sítio tal como era há 20 mil
anos. Nessa altura, o arqueólogo não imaginava que dedicaria a década
seguinte a estudar Vale de Boi.
Com ocupações regulares entre 25 mil e 6 mil anos atrás, o sítio era
composto por um abrigo rochoso, perto do qual se supõe que existisse
uma lagoa de ligação ao mar, onde os animais bebiam água. Do abrigo,
num ponto mais alto, viam--se as manadas, facilitando a caça, o que, a
par do acesso facilitado à água, pode explicar porque o local foi
sendo sucessivamente ocupado por comunidades humanas.
As populações que ali habitavam alimentavam-se de marisco - lapa,
berbigão, amêijoa e mexilhão -, dieta pouco frequente neste período e
que está relacionada com a proximidade do mar, a apenas a dois
quilómetros. Também caçavam animais, como o veado, cavalo, auroque
(boi-gigante já extinto) e cabra- -montesa, tendo sido encontrados
vestígios de lince, urso e lobo, que poderiam não ser para
alimentação.
Foram encontrados em Vale de Boi milhares de vestígios, sobretudo
material de pedra talhada, parte do qual seriam pontas de flecha, mas
há uma descoberta que se destaca: trata-se de uma placa de xisto com
três gravuras de animais - que se supõe serem auroques -, com mais de
20 mil anos, descoberta intacta, o que é invulgar, refere Nuno Bicho.
Foram igualmente encontradas peças de adorno feitas com pequenas
conchas e o único vestígio "verdadeiramente" humano: um dente com sete
mil anos. Mas a equipa sonha encontrar mais.
Fonte: Duarte, Marta (28 Jul 2008). Diário de Notícias.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.