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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 29.06.08

Futuros "Indiana Jones" lusos esperam muito trabalho

Os futuros ´Indiana Jones´ portugueses que estão a ser formados na Escola Profissional de Arqueologia, no Marco de Canaveses, sabem que, em vez de aventuras e perigos variados, apenas os espera muito trabalho para desenterrar os vestígios do passado.

"Os que vêm para arqueologia a pensar que vão ser como o Indiana Jones têm muita imaginação", afirmou Ricardo Pereira, aluno do primeiro ano do curso de Assistente de Arqueólogo, que lhe permitirá entrar mais tarde na universidade para concluir a formação superior em Arqueologia.

Rodeado pelos colegas de turma, o jovem de Braga encontrava-se entre as ruínas da zona residencial da antiga cidade romana de Tongobriga, nos arredores do Marco de Canaveses, a realizar um trabalho para a disciplina de Registo em Arqueologia.

Ricardo Pereira, que não escondeu a sua paixão pela arqueologia, admitiu que "ainda há muito espaço para a aventura" nesta área de actividade, mas foi muito claro ao dizer que a figura do arqueólogo interpretada no cinema por Harrison Ford "não tem nada a ver com a realidade".

No mesmo sentido, Rosa Soares, directora executiva da escola, frisou que "a arqueologia actual não tem nada a ver com a figura de Indiana Jones", acrescentando que "a maioria dos alunos não vem com essa ilusão".

"O arqueólogo hoje é alguém muito bem preparado cientificamente porque a arqueologia é uma ciência de muito rigor", salientou a responsável da escola.

"As coisas são feitas com muita seriedade e com o apoio de outras ciências que ajudam a interpretar e a analisar os materiais recolhidos nas escavações", concordou Margarida Moreira, arqueóloga e directora pedagógica da escola.

A Escola Profissional de Arqueologia, instituição pública criada em 1990 pelos ministérios da Educação e da Cultura, é a única escola profissional nesta área em Portugal.

Actualmente conta com cerca de 90 alunos, oriundos de vários pontos do país, a maioria dos quais assume que pretende seguir carreira na área da arqueologia.

"Alguns colegas vieram para este curso só para poderem tirar o 12º ano, mas eu vim por gosto, quero ser arqueóloga", afirmou Bárbara Lima, que veio de Coimbra para frequentar esta escola.

De mais longe veio Rosalina Varela, que é natural de Cabo Verde e conseguiu um lugar na escola ao abrigo de um protocolo assinado com o município do Tarrafal.

"Estou a gostar muito e vou seguir arqueologia, mas o que gostava mesmo era de ter ido para um curso de gestão", admitiu a jovem caboverdiana, enquanto tentava desenhar uma parte da uma antiga rua romana posta a descoberto pelas escavações.

Como em qualquer escola do ensino secundário, aqui os alunos também têm aulas de disciplinas como Português, Matemática ou Educação Física, mas o que mais os anima são as horas da componente de formação técnica, que os obriga a trabalhar no terreno.

"A escola foi colocada aqui porque se entendeu que tinha lógica estar perto de um local onde os alunos pudessem praticar. Assim, o primeiro contacto com ruínas é feito aqui, na Área Arqueológica do Freixo", salientou Rosa Soares.

Esta área arqueológica, que se estende por cerca de 50 hectares de zona classificada, abrange a antiga cidade romana de Tongobriga, uma das últimas cidades romanas que foram construídas no território que actualmente é Portugal.

"A estação arqueológica acolhe a escola e serve-se da escola", frisou Lino Tavares Dias, que dirige esta zona classificada.

Segundo o arqueólogo, a instalação da escola neste local foi decidida por se sentiu que "havia operários e técnicos superiores, mas não existiam técnicos intermédios".

"A escola surgiu para cobrir essa insuficiência", acrescentou Lino Tavares Dias.

Fonte: Ribeiro, Francisco (21 Jun 2008). Diário dos Açores: http://www.da.online.pt/news.php?id=148093

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por noticiasdearqueologia às 19:08

Domingo, 29.06.08

Descobertos sete fósseis de dinossauros

 

Imagem de parte do esqueleto - Foto EPA

Foi descoberto no Sudeste do Utah, segundo anunciaram terça-feira as autoridades.

 


Segundo a administração dos terrenos públicos, investigadores do Museu Burpee de História Natural de Rockford, no Ilinóis, descobriram pelo menos quatro fósseis de Saurópodes de pescoço longo, dois de carnívoros e provavelmente um de Stegossauros, em apenas três semanas de escavações.


O local encontra-se perto da localidade de Hanksville, a 370 quilómetros a Sul de Salt Lake City. Os fósseis deverão datar de 145 a 150 milhões de anos.


Fonte: (18 Jun 2008). Portugal Diário: http://diario.iol.pt/ambiente/dinossauros-arqueologia-fosseis-achados-eua-iol/963564-4070.html

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por noticiasdearqueologia às 19:02

Domingo, 29.06.08

Museu Ibérico de Arqueologia e Arte é projecto de interesse nacional


A preservação e divulgação de um valioso espólio arqueológico, baseado em peças anteriores à fundação de Portugal, está na origem da criação do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes, cujo projecto foi apresentado publicamente na presença do Ministro da Cultura, que este ano presidiu às cerimónias oficiais do dia da Cidade.

O ministro José Pinto Ribeiro considerou que o futuro Museu “é um projecto de interesse nacional”, assegurando que o governo prestará um “contributo interessado e empenhado” na sua integração na Rede Nacional de Museus.

O titular da pasta da cultura sublinhou ainda que “É importante, mais do que o apoio do ministério da Cultura à sua criação, que este Museu Ibérico seja auto-suficiente e saiba articular-se num trabalho em rede e num circuito de descobertas histórico/patrimoniais integrando Abrantes e a sub-região no arco patrimonial norte de Lisboa, nomeadamente com centros monumentais, turísticos e religiosos de referência desde Sintra, Mafra, Óbidos, Caldas da Rainha, descendo por toda esta zona do Tejo, Almourol e Abrantes”.

Uma equipa formada por um arqueólogo, um museólogo e um arquitecto já delinearam as principais ideias que irão nortear o futuro Museu. As cerimónias do Dia da Cidade, foram o mote para a apresentação ao ministro, aos convidados e à comunidade do ante-projecto de arquitectura das instalações, pelo Arquitecto Carrilho da Graça e o projecto museográfico pelo Professor Fernando António Batista Pereira. Foi também exposta a maqueta do projecto, no local das cerimónias, nos Claustros do Convento de S. Domingos, local que vai ser reconvertido e ampliado para acolher este Museu, que o Presidente da Câmara assumiu ser “a aposta prioritária da Câmara na área da cultura nos próximos anos”. Considerando ser este “um projecto no qual Abrantes encontra a sua especialização cultural que irá requalificar e redimensionar inteiramente a imagem da cidade e a projectará no futuro”, Nelson de Carvalho sublinhou a vontade de ver o futuro Museu a reposicionar Abrantes no espaço dos Museus europeus.

O futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte vai acolher o espólio arqueológico da Fundação Ernesto Lourenço Estrada. Uma colecção notável de objecto arqueológicos recolhidos em vários pontos da Península Ibérica ao longo de meio século por João Estrada. Também irá albergar a colecção de arte contemporânea doada pela pintora Maria Lucília Moita e a colecção legada pelo escultor João Charters de Almeida.


Fonte: (22 Jun 2008). Entroncamento. on line: http://www.entroncamentoonline.pt/index.php?show=news&id=2013

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por noticiasdearqueologia às 18:50


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