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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 08.06.08

TERRAS DE BOURO: Arqueólogos vão estudar mais dois marcos miliários romanos encontrados na geira



 



A Câmara de Terras de Bouro vai retirar, durante o Verão, mais dois marcos miliários romanos agora encontrados no concelho e que se vêm juntar a um terceiro descoberto recentemente, disse hoje, à Lusa, fonte autárquica.


 


 

O presidente da autarquia, António Afonso, adiantou que a retirada dos dois marcos miliários, um deles enterrado e o outro a servir de suporte a um muro rural, será feita sob supervisão do arqueólogo, Francisco Sande Lemos e em colaboração com o IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arqueológico.



O marco recentemente retirado, e que se encontra guardado na sede do concelho, vai ser hoje estudado pelo arqueólogo António Rodrigues Colmenero, especialista em epigrafia romana, que fará a leitura da inscrição nele contida.


De acordo com Francisco Sande Lemos o marco, que foi encontrado em Terras de Bouro junto à Geira - a antiga via romana que ligava Braga a Astorga, Espanha - é do século IV D.C., "uma época em que Braga (então chamada Bracara Augusta) estava no seu apogeu político, económico e social".


A urbe romana - frisou o arqueólogo em declarações à Lusa - era, então, o centro político e administrativo, a cabeça de uma província que abrangia grande parte do Noroeste de Portugal e Espanha.


"Na última fase do Império Romano, Braga era uma cidade de grande esplendor, sendo a capital da província da "Gallaecia", cuja área ultrapassava a da actual Galiza indo até à Cantábria", adiantou.


O especialista, que foi durante as últimas duas décadas um dos peritos da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, revelou que está comprovado, por estudos e escavações, que, nessa fase "tardia" do Império foram lançadas diversas obras públicas, quer edifícios quer estradas.


Sande Lemos classifica de "exemplar" o estudo e escavação dos vestígios da urbe romana, sublinhando que foi em Braga que apareceu um dos dois teatros romanos existentes em Portugal.


"Dizia-se que estava tudo destruído, mas, a verdade é que Braga tem vestígios muito importantes para o estudo da romanização na Península", assinala.


Sande Lemos, que tem dedicado muita da sua investigação à Geira, está a estudar os vários marcos miliários romanos que apareceram, na milha XVII, junto à antiga via romana (Geira), próximo do lugar de S. Sebastião, no Gerês.


O último achado consiste num miliário epigrafado, do princípio do século IV, embora ainda não se tenha determinado qual o imperador que então comandava Roma.


"Há já 200 marcos miliários, com ou sem inscrição, encontrados na Geira, e ainda haverá novas descobertas", sublinhou Sande Lemos, acrescentando que se trata de uma das maiores concentrações do mundo deste tipo de vestígio arqueológico.


A Geira, a via que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), na Galiza, atravessava o concelho em 30 quilómetros, depois de passagens por Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares e Vieira do Minho.


Foi já classificada como património nacional, estando em preparação uma candidatura luso-galaica a património mundial, que inclui a inventariação do seu traçado, a limpeza, a recolha arqueológica e a sinalização.


A iniciativa tem como outros parceiros os municípios de Amares e Lugo (Galiza), e os parques, Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês Baixo Límia.



Fonte: (4 Jun 2008). Lusa: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=349248&visual=26&tema=1

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por noticiasdearqueologia às 15:52

Domingo, 08.06.08

Biblioteca e Arquivo não encerram, afirma subdirector do IGESPAR

O arqueólogo José d'Encarnação lançou um abaixo-assinado manifestando a sua preocupação quanto ao futuro de serviços do extinto Instituto Português de Arqueologia (IPA), nomeadamente a biblioteca e o arquivo, que reuniu numa semana cerca de mil assinaturas.
A biblioteca e arquivo do ex-IPA encontram-se instalados provisoriamente desde a década de 1990 em antigas instalações militares na Avenida da Índia, junto a Belém, Lisboa, cujos terrenos deverão albergar o novo Museu dos Coches.
José d'Encarnação disse à Lusa que, segundo o novo plano para a frente ribeirinha lisboeta, até 01 de Setembro "aqueles edifícios têm de ser deitados abaixo, não se vislumbrando para onde irá a maior biblioteca especializada de arqueologia do país e o arquivo onde se guardam os materiais descobertos e relatórios das escavações".
João Pedro Cunha Ribeiro, subdirector do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) que integra os serviços do extinto IPA à luz do PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado), afirmou à Lusa que está "atento ao problema".
"Acompanhamos com preocupação um problema que afectará serviços essenciais do IGESPAR, que não tem autoridade para encontrar novas instalações", afirmou.
O responsável afirmou que "não há nenhuma informação oficial de que se tenha de sair a 01 de Setembro".
Para Cunha Ribeiro, "mais preocupante e a exigir uma prioridade maior é a instalação do Arquivo de Arqueologia".
O Arquivo, além da documentação em papel, armazena matérias das escavações e tanques "onde se guardam em água, com produtos específicos, certos materiais".
"Há ainda um laboratório e tudo isto tem de ser instalado em condições", acrescentou.
"Há escavações a decorrer todos os dias que não se podem fazer parar por decreto e este arquivo é a salvaguarda da arqueologia nacional", sublinhou.
O responsável adiantou à Lusa que estão a ser estudadas hipóteses, "que garantam um espaço com dignidade e centralidade".
A Biblioteca resultou da cedência em regime de comodato pela Alemanha, aquando da extinção da delegação em Lisboa, à avenida da Liberdade, do Instituto Arqueológico Alemão, em 1999.
Cunha Ribeiro afirmou que "a tutela está a par da situação" e que nada está em risco, pois "a biblioteca será reinstalada num espaço que surgirá".
"Sabemos que a biblioteca é muito utilizada, por várias razões e não só por arqueólogos como público interessado e estudantes universitário e tem de ter necessariamente centralidade", disse.
O subdirector do IGESPAR afirmou "compreender a preocupação dos arqueólogos", mas garantiu "que não está em risco o desaparecimento da biblioteca".
Outra questão que preocupa os arqueólogos é a possível extinção da Revista de Arqueologia. Porém, Cunha Ribeiro afirmou que "terá de ser repensada, mas não terminará".
O responsável afirmou que "há que fazer restrições por questões orçamentais e voltar talvez ao seu modelo inicial, mais modesto".
A revista, segundo José d'Encarnação "permitia aos arqueólogos darem a conhecer os seus trabalhos e era permuta com outras bibliotecas e universidades estrangeiras, que enriqueciam a Biblioteca de Arqueologia".
Fonte: (7 Jun 2008). Lusa: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/b1776ec3a6e202e4835d4d.html#page=1

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por noticiasdearqueologia às 15:46


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