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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Segunda-feira, 31.03.08

Açores: Caravela ao largo do Faial

O Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos
Açores descobriu uma embarcação, presumivelmente uma caravela do
século XVII, ao largo da ilha do Faial.
A embarcação foi encontrada durante um trabalho de prospecção de algas
marinhas de investigadores do DOP, segundo explicou Vasco Pereira da
Costa, director regional da Cultura, salientando que "foi um achado
fortuito".
Os investigadores do DOP retiraram um objecto do interior da
embarcação "que está a ser analisado do ponto de vista arqueológico",
seguindo hoje para a ilha do Faial uma arqueóloga da Direcção Regional
da Cultura "para proceder a uma prospecção arqueológica para aumentar
os conhecimentos deste achado", afirmou o responsável da pasta da
cultura.
O valor patrimonial que exista no interior do navio "é desconhecido",
mas persistem "diversas suposições que apontam para a existência de
diversas embarcações que transportavam ouro". No entanto, somente após
uma análise profunda se poderá revelar "um valor aproximado do
achado".
Vasco Pereira da Costa defende que a descoberta desta embarcação
"permite aumentar o conhecimento sobre a história dos Açores", porque
há referências que apontam que o arquipélago foi um local de passagem
de bastantes barcos oriundas da América e de África em direcção a
países da Europa, os quais transportavam diversos objectos de grande
valor patrimonial.
O local onde se encontra o navio está a ser vigiado de forma discreta
pela Polícia Marítima, sob orientação da Capitania do Porto da Horta,
para salvaguardar a "existência de uma caça ao tesouro".
Caso a embarcação desperte o interesse de curiosos há a possibilidade
da zona ser interditada a mergulhadores e restantes barcos.


Fonte: (27 Mar 2008). Açoriano Oriental /Archport.

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por noticiasdearqueologia às 23:18

Sexta-feira, 28.03.08

Gravuras rupestres descobertas no concelho de Tondela

 É difícil acompanhar os passos apressados, mesmo até entusiasmados, do professor de história da Escola Secundária de Tondela, Jorge Humberto Gomes, enquanto este percorre parte dos caminhos isolados do Lugar de Fial, também conhecido como monte dos Fiais, na freguesia de Vilar de Besteiros. Dirige-se para junto do novo achado arqueológico do concelho, do qual teve conhecimento no início do ano, através de um caçador residente no concelho. "Trata-se da descoberta inédita de património arqueológico de gravuras rupestres", explica o professor, à medida que se embrenha no denso eucaliptal do Lugar de Fial.



Cerca de 15 minutos após o início da caminhada, o achado arqueológico aparece sobe um afloramento granítico, que Jorge Humberto tapara com vegetação. "Eu escondi as gravuras, pois era uma pena serem vandalizadas", afirma. O painel de arte rupestre, para já classificada como sendo do período Calcolítico ou Idade do Cobre, delimitado cronologicamente no III milénio antes de Cristo, revela quatro figuras ligadas ao campo mágico e religioso, bem como sinalética circular (cupmarks) que, para o professor, poderiam representar "delimitações territoriais" a nível sagrado ou geográfico. "Pensa-se que estas ‘covinhas’ marcassem zonas transcendentais, do infinito, mas não existe unanimidade quanto à sua explicação", refere. Jorge Humberto Gomes, que se encarregou de limpar as gravuras e de traçar os seus contornos a giz, salienta que a primeira figura que lhe chamou a atenção foi o desenho de uma serpente, um símbolo habitual nas culturas dos povos deste período. "A serpente não tinha o cariz negativo que a cultura cristã lhe atribui posteriormente. Este animal era visto como um símbolo ligado ao campo sexual, à fecundidade feminina e, em alguns casos, ligado à imortalidade".


No achado arqueológico é ainda possível visualizar duas figuras humanas esquematizadas num contexto de postura espiritual. Investigador, há já 20 anos, da cultura Megalítica, que abarca o período Neolítico e Calcolítico, o professor de história defende que o painel revela uma figura feminina, com a cabeça em forma de auréola, e uma figura masculina. "Julgo que se trata de um painel de agradecimento ao culto da fecundidade. O desenho com a cabeça em forma de aureola confere à figura uma postura santificada. Poderiam estar a realizar um ritual religioso. A figura masculina encontra-se numa posição de oferecer algo a uma divindade". Jorge Humberto Gomes não exclui a hipótese de se tratar da representação de um parto ou da celebração do nascimento. As gravuras foram elaboradas na pedra através de raspagem e fricção. Apesar de a laje se encontrar num estado de conservação razoável, a inclinação do afloramento granítico faz com que o escoamento da precipitação seja encaminhado para cima do achado arqueológico. "Julgo que parte do desenho já terá estalado com o frio e com o calor que a pedra sofreu".


Para o investigador, as gravuras constituem "uma forma de conhecer o universo religioso do período calcolítico", tratando-se de mais um documento precioso, de elevado valor histórico, que permite abrir uma janela de conhecimento para o mundo simbólico, ritual e mítico dos antepassados agro-pastoris. Segundo o professor de história, o Instituto Português do Património Arqueológico já foi alertado para a existência das gravuras, bem como já enviou as fotografias do local para alguns arqueólogos que se dedicam ao estudo da cultura megalítica. No dia 30, irá deslocar-se ao local, o arqueólogo André Santos, em funções no Parque Arqueológico do Vale do Côa, para fazer a classificação final das gravuras. Para já a única certeza de ambos os investigadores, é que se trata de um "achado arqueológico relevante".Jorge Humbero Gomes espera que o painel depois de classificado seja preservado e aproveitado, não só para estudo, mas também para fins turísticos.


Fonte: Ana Filipa Rodrigues (28 Mar 2008). Jornal do Centro: http://www.jornaldocentro.pt/?lop=conteudo&op=dc912a253d1e9ba40e2c597ed2376640&id=37c77fc83549b5204e788fb979887c92

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por noticiasdearqueologia às 21:09

Quinta-feira, 27.03.08

Chaves: Escavações no Balneário Romano

 Foto: J.R.


Água termais continuam a nascer no local que poderá ser transformado num museu


As escavações arqueológicas do Arrabalde, na cidade de Chaves, decorrem há largos meses, mas, tendo em conta os vestígios que apareceram e o facto de nascer água quente, a possibilidade de que fossem os balneários públicos da cidade romana ganhou forma. Agora o Arrabalde pode transformar-se num museu, de características únicas, em toda a Península Ibérica. Nas escavações arqueológicas, segundo explicou o Arqueólogo Sérgio Carneiro, as camadas são removidas pela ordem inversa à da sua reposição, de forma a podermos reconstituir toda a ocupação do sítio, desde as épocas mais remotas até ao presente. “Do lado exterior da Muralha da restauração já temos praticamente todas as estruturas à vista e aquilo que podemos perceber neste momento é que o complexo balneário se organiza em torno de uma grande piscina central, à semelhança do que acontece noutros balneários de tipo terapêutico, como em Inglaterra ou nas ruínas romanas de São Pedro do Sul. Não é o tipo de organização de um balneário normal, mas sim um balneário especificamente concebido para tratamentos termais. A grande piscina já esta delimitada, depois temos uma conduta de escoamento das águas que deve contornar todo o complexo e temos uma outra sala exterior que certamente servia para outro tipo de tratamentos,” salientou o arqueólogo. A musealização hoje é uma certeza e já está definido. “Esta intervenção já foi concebida para musealização, mas não tínhamos a certeza do valor e do estado de preservação das estruturas. Neste momento temos já bem visível que, aquando da reconstrução da Muralha, ouve um reaproveitamento de algumas pedras da elevação dos muros. No entanto, tudo o que é pavimento está conservadíssimo. Tivemos uma grande sorte em que nas condutas exteriores do balneário, as camadas que estavam por debaixo dos derrubes de telhas, devido ao facto de terem ficado sempre inundados e com a água estagnada, o que faz que não existisse oxigénio, todos os materiais orgânicos, que normalmente nos sítios arqueológicos nunca aparecem, encontravam-se num estado de conservação perfeito”, referiu. Ao que apurámos, tem aparecido um elevado número de peças, únicas, que também serão integradas na exposição que no local vai ficar patente e serão uma mais valia, muito importante, para o futuro museu. “Pelo seu estado de conservação e pela tipologia, que é rara, pois termas há em todas as cidades Romanas, mas, termas com uma função terapêutica há muito poucas conservadas e estas, pelo menos na Península Ibérica, são as que estão mais bem conservadas. Esse facto, aliado a musealização, podem tornar-se numa mais valia para a cidade de Chaves,” salientou o Arqueólogo. A ideia de fazer naquele lugar o parque de estacionamento subterrâneo foi posta definitivamente de parte e já se trabalha no sentido da musealização dos vestígios encontrados, com o projecto a ser estudado pelos técnicos e a merecer o devido apoio por parte da autarquia, que vê esta situação como uma mais valia turística para a cidade.


Fonte: JR (20 Mar 2008). Mensageiro Notíciashttp://www.mensageironoticias.pt/noticia/87

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por noticiasdearqueologia às 18:59

Quinta-feira, 27.03.08

Europeus antigos recuam no tempo



 



 




Investigadores espanhóis e americanos descobriram restos de um hominídeo com 1,1 milhões a 1,2 milhões de anos. A descoberta, ontem divulgada pela Nature, mostra que os antepassados humanos viveram na Europa Ocidental muito antes do que se pensava até agora. O problema da antiguidade dos europeus tem sido um dos mais debatidos na actual antropologia.
A equipa dirigida pelo arqueólogo Eudald Carbonell, do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (em Tarragona) identificou uma parte de mandíbula de hominídeo e um molar do mesmo indivíduo. Os restos foram encontrados na gruta Sima del Elefante, na Serra de Atapuerca, perto de Burgos. Neste local têm sido feitos alguns dos mais sensacionais achados sobre os antigos europeus.
A menos de 200 metros de distância tinham sido descobertos em 1994 os fósseis que, pelo menos até agora, se pensava pertencerem aos mais antigos hominídeos da Europa Ocidental, datados de 800 mil anos. Essa espécie foi identificada como Homo Antecessor, também popularizado como Homem de Atapuerca, que pode ter sido um antecessor do Homem de Neanderthal e dos humanos actuais. Para se avaliar a riqueza do local, basta referir que a mil metros da gruta foram descobertos restos de outra espécie, Homo Heidelbergensis. No local estavam mais de seis mil fragmentos de fósseis destes antepassados.
A mandíbula agora descoberta estava associada a artefactos e outros restos de animais, incluindo ferramentas para cortar a carne. E a análise morfológica da mandíbula mostrou outro elemento de grande importância: numerosas semelhanças com as mandíbulas encontradas a milhares de quilómetros de distância, em Dmanisi, na Geórgia, cujos espécimes foram datados de 1,7 milhões de anos. Os cientistas afirmam igualmente que há parecenças entre este novo achado em Atapuerca e fósseis encontrados em África, datados do início do Plistocénico, e identificados por Homo Habilis e Homo Rudolfensis.
No artigo da Nature afirma-se que a descoberta "demonstra inequivocamente a presença de hominídeos na Europa do sul bastante cedo, no início do Plistocénico". Para os cientistas espanhóis, é provável que a primeira população europeia tenha vindo do Médio Oriente. Ela devia estar relacionada com a primeira expansão para fora de África, daí a ligação da Dmanisi. No Ocidente teriam surgido novas linhagens, que com o tempo evoluíram para uma nova espécie.

Fonte: Luis Naves (27 Mar 2008). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/2008/03/27/ciencia/europeus_antigos_recuam_tempo.html

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por noticiasdearqueologia às 18:49

Quinta-feira, 27.03.08

Valpaços: Descoberta na aldeia de Sanfins. Vestígio romanos

Vestígios de uma povoação romana foram encontrados num local ermo em Sanfins, Valpaços. Foi um segredo bem guardado desde 2005, pelo investigador Mário Tavares, um homem de 56 anos, residente em Lebução, que agora resolveu dar a conhecer a sua descoberta.


Mário Tavares garante que a descoberta é importante

A estrutura de uma possível vila romana viu a luz do dia, graças a uma escavação que durou cerca de mês e meio, num terreno no Lugar do Cabeço, na freguesia de Sanfins. "Podemos estar na presença de um dos achados arqueológicos mais importantes de Trás-os-Montes", assegura.
Tudo começou quando no terreno de uma vinha começaram a aparecer telhas romanas (tegulas), restos de mós, pedras com inscrições e moedas. "Tendo conhecimento disto, lancei mãos à obra e, pouco a pouco, começaram a aparecer muros de habitações", recorda Mário Tavares que reconheceu imediatamente "um património arqueológico de elevado valor".
Segundo Mário Tavares, os testemunhos agora encontrados ficam muito próximos do local de um achado valiosíssimo, o Tesouro de Lebução.
Um espólio da Idade do Bronze, constituído por pulseiras e torques de ouro batido. "Espero agora que as instituições promovam um levantamento do local, pois, dada a dimensão da área de prospecção, não posso levar a cabo este trabalho sozinho", continuouMário Tavares.


Fonte: Almeida Cardoso (24 Mar 2008). Correio da Manhã: http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=AF2C0CBA-7366-4A82-AEB4-54228F34B509&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013


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por noticiasdearqueologia às 18:41

Domingo, 23.03.08

Arte Rupestre: Centro Interpretativo de Chãs d´Égua, Arganil, é porta de entrada para 100 rochas gra


O Centro de Arte Rupestre de Chãs d'Égua, no Piódão (Arganil), é inaugurado sábado, constituindo um passo importante para lançar em breve um programa de visitas guiadas às cerca de 100 rochas gravadas já descobertas na zona.


O Centro, iniciativa da Câmara Municipal de Arganil, surge na sequência de diversas campanhas de prospecção e levantamento arqueológico de arte rupestre realizadas no Piódão em colaboração com a equipa técnica do Parque Arqueológico do Vale do Côa.


Paulo Ramalho, coordenador do Centro, disse hoje à agência Lusa que estas campanhas, ainda em curso, evidenciam "uma enorme concentração de arte rupestre no vale de Chãs d'Égua".


Os trabalhos permitiram localizar nesta região um "significativo conjunto de arte rupestre, maioritariamente atribuível ao período entre o Neolítico e o Bronze Final", segundo uma nota da Câmara Municipal de Arganil.


"Tal facto, bem como o carácter homogéneo e concentrado das gravuras, foi determinante para a instalação de um Centro Interpretativo - que deverá também futuramente funcionar como Centro de Acolhimento para visitas guiadas a diversos núcleos de arte rupestre - no centro simbólico deste território: Chãs d'Égua", é referido no texto.


O Centro Interpretativo vai funcionar na antiga escola primária de Chãs D'Égua, que foi reformulada para o efeito, ao abrigo de uma parceria com a Associação de Desenvolvimento da Beira Serra (ADIBER) no âmbito do programa Leader.


"É o primeiro Centro Interpretativo de Arte Rupestre a ser inaugurado no país", disse ainda Paulo Ramalho.


As visitas guiadas, que poderão começar no Verão segundo este responsável, permitirão apreciar no local as 100 rochas gravadas já descobertas, as mais antigas com 4.500 a 5.000 anos, e que constituem a "mais importante concentração de arte rupestre conhecida até ao momento no território que se estende entre o Tejo e o Douro/Baixo Côa".


"Mas há muito mais para descobrir", salientou o antropólogo responsável pelo Centro, ao destacar a "excelente colaboração da população local", que se revelou "muito entusiástica" em relação ao projecto.


Na perspectiva do presidente da Câmara de Arganil, Ricardo Pereira Alves, o Centro Interpretativo de Arte Rupestre de Chãs d´Égua constitui "um projecto importante para o concelho", ao potenciar o seu desenvolvimento turístico.


Fonte: (2008 Mar 19). Lusa:  http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/8fc99647f3654de7b74156.html

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por noticiasdearqueologia às 19:10

Sábado, 22.03.08

El yacimiento arqueológico de la villa romana de Arellano se abre hoy al público


Foto: El yacimiento arqueológico de la villa romana de Arellano abre hoy sus puertas al público para dar a conocer la historia de este lugar. Las visitas a esta antigua casa romana, que permanecerá abierta durante la Semana Santa, serán gratis hasta el próximo mes de junio, momento en que se producirá la inauguración oficial. MONTXO A.G.



El yacimiento arqueológico de la villa romana de Arellano se abre hoy al público para dar a conocer la historia de este lugar, que entre los siglos I y III d.C. contó con un sistema para la elaboración de vino y se convirtió en un centro religioso de culto a Cibeles y Attis.


La existencia de esta villa era conocida desde finales del siglo XIX gracias a las numerosas referencias que había a un mosaico que fue encontrado en los últimos días de 1882. La excavación sistemática comenzó en 1988 y a partir de ese año se llevaron a cabo 13 campañas de excavación, que han permitido reconstruir el devenir histórico de esta instalación rural, informó el Gobierno de Navarra en un comunicado.


En la actualidad se puede considerar que quedan al descubierto la mayor parte de las ruinas del edificio central del establecimiento. Este conjunto, que es la zona cubierta por el edificio de nueva construcción, ocupa una superficie de 2.411 metros cuadrados construidos. La zona de ladera sobre la que se desarrolla la edificación antigua desciende desde la cota 424 a 419 metros sobre el nivel del mar.



Foto: El mayor mosaico de la villa, con 94 m2, decoraba el salón principal de la época tardoimperial y se conserva casi entero, salvo algunos fragmentos como se aprecia en la imagen. MONTXO A.G.



Aunque no ha sido excavada en su totalidad, se estima que la villa ocupa una superficie mínima de 11.000 metros cuadrados. Se asienta sobre un terreno acondicionado mediante la construcción de dos terrazas. La terraza inferior, en semisótano, sólo fue ocupada por la bodega y dependencias aledañas. El resto de construcciones se levantaron en planta baja sobre la otra terraza y sobre la bodega.


La villa romana se abrirá al público los viernes, sábados, domingos y festivos (estos últimos con horario de mañana), además de las vacaciones de Semana Santa y Navidad. Lunes cerrado.


El horario de apertura es en invierno, viernes y sábado, de 11 a 13.30 horas y de 15 a 18 horas, y domingos y festivos, de 10 a 14 horas. En verano (del 1 de mayo al 1 de noviembre), viernes y sábado, de 11 a 13.30 horas y de 17 a 20 horas, y domingos y festivos, de 10 a 14 horas. Las entradas se pondrán a la venta al precio de dos euros, un euro para grupos, y entrada gratuita para jubilados y estudiantes. El precio de las visitas guiadas es de 15 euros.



CONSTRUCCIONES AGROPECUARIAS


La villa romana de Arellano está conformada por una serie de construcciones que en los primeros tiempos del Imperio se destinaban eminentemente a la producción agropecuaria. Con el transcurso de los siglos, siguiendo una corriente generalizada en el mundo romano, acabó convertida en lujosa residencia de campo de una familia de la aristocracia local.


Las excavaciones arqueológicas han permitido diferenciar construcciones que corresponden a los dos grandes momentos de vida en la villa. Por un lado, estructuras de los siglos I-III d.C., constituidas por una serie de dependencias vinculadas a la producción del vino, que ocupan todo el lado Norte y Este del edificio. Y, por otro, estructuras de los siglos IV-V d.C., que ocupan parcialmente el espacio de las edificaciones anteriores y se amplían más hacia el Sur y el Oeste.


En esta época la elaboración del vino cesa y la actividad principal de la villa es de tipo religioso, vinculada a los cultos a Attis y Cibeles, religión mistérica de tipo oriental.


Fonte: (19 Mar 2008). Terrae antiquae: http://terraeantiqvae.blogia.com/2008/031901-el-yacimiento-arqueologico-de-la-villa-romana-de-arellano-se-abre-hoy-al-publico.php

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por noticiasdearqueologia às 14:41

Sábado, 22.03.08

Escavações revelam muralha do séc. XVI


 


 


 


 


Achados arqueológicos vão obrigar a desviar o traçado inicialmente previsto para a conduta da Simtejo, que deu origem às escavações




 


 


 



Os arqueólogos que estão a fazer escavações no Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, para aferir do estado de conservação de uma muralha (a fernandina, do século XIV) "esbarraram" numa outra, construída no século XVI e até agora totalmente desconhecida. Foram ainda achadas loiças, cerâmicas e vidros de luxo, uma espécie de "brindes" inesperados, que vão agora engrossar o espólio do Museu da Cidade.
A substituição de uma conduta de saneamento da Simtejo - que obrigaria a esventrar o Largo do Chafariz de Dentro - foi a oportunidade de ouro para os arqueólogos partirem para o estudo da Muralha Fernandina. "Já se sabia que seria interceptado um troço na obra de saneamento. O que ninguém sabia era o estado de preservação, uma vez que parte foi desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega de Lisboa", explicou ao JN Rodrigo Banha da Silva, do serviço de arqueologia do Museu da Cidade.
Afinal, a Muralha Fernandina encontra-se em bom estado de preservação. Além desta, do século XIV, os arqueólogos detectaram outra, do século XVI, erguida para servir de reforço à original. "Foi uma surpresa. Isto demonstra que Lisboa foi, de facto, um império à escala mundial. Essa época de esplendor trouxe melhoramentos ao nível das infra-estruturas. As muralhas não foram excepção. Além de terem uma função defensiva eram portas de entrada", explica o arqueólogo.
Segundo o responsável, a muralha do século XVI está assente em barrotes de madeira e ainda permanece no local a cofragem de madeira que serviu de alicerce à Muralha Fernandina. "Ficámos também muito surpreendidos com a variedade, quantidade e exuberância dos materiais encontrados, tais como cerâmicas, loiças e vidros de luxo", salientou.
Uma vez que a Muralha Fernandina está bem preservada, optou-se por alterar o traçado da conduta da Simtejo, para minimizar os danos na infra-estrutura classificada como monumento nacional. A muralha atravessa o Largo de uma ponta à outra, seguindo o eixo da Rua dos Remédios. A ideia é desviar a conduta (para o lado do rio Tejo) de forma a causar o mínimo de destruição.
Fonte: Telma Roque, Bruno Castanheira (15 Mar 2008): Jornal de Notícias: http://jn.sapo.pt/2008/03/15/pais/escavacoes_revelam_muralha_sec_xvi.html


 


 


 


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por noticiasdearqueologia às 00:14

Segunda-feira, 17.03.08

El Teatro Romano de Medellín se convierte en el hallazgo arqueológico más importante del país

A la pequeña población de Medellín, situada en la comarca de Vegas Altas, acaba de cambiarle la vida, y su pasado está a punto de revolucionar su futuro.
Un teatro romano en el cerro más alto de la localidad, el primero descubierto en el siglo XXI en España, podría suponer su despegue definitivo como referente patrimonial y turístico de Extremadura, según confían sus responsables municipales.
Por el momento, la reciente aparición de los restos de su escena, que podría encontrarse completa, intuyen los investigadores, se ha convertido en el hallazgo arqueológico «más importante de Extremadura y de todo el país», destacó ayer Pedro Mateos, director científico del Instituto de Arqueología, del Centro Superior de Investigaciones Científicas.
La existencia de este Teatro, medio siglo más antiguo que el famoso Teatro Romano de Mérida, ya era conocida.
De hecho fue excavado en los años 70 por el arqueólogo Mariano del Álamo, cuyas prospecciones se quedaron justo a un metro por encima del nivel en el que han aparecido los restos, por lo que el investigador pensó que el monumento habría sido arrasado durante la época medieval y musulmana, y nunca más se volvió a excavar en la zona, explicó ayer Hipólito Collado, jefe de Arqueología de la Consejería de Cultura.


El Teatro Romano de Medellín se convierte en el hallazgo arqueológico más importante del país



Otro momento histórico
«Estamos viviendo un momento histórico. El descubrimiento de todo el aparato escénico y decorativo de la escena del Teatro de Medellín puede compararse al que se produjo 100 años atrás, cuando se empezó a excavar el Teatro Romano de Mérida por José Ramón Mélida, y todas las columnas y capiteles aparecían en el suelo», comentó con gran ilusión Collado, quien auguró que, si Medellín es ahora conocido por su castillo, «a partir de ahora será conocido por su teatro y por su castillo».
Aunque ya se llevaba trabajando un año en el cerro de Medellín con un proyecto de Patrimonio y Empleo, no ha sido hasta hace dos semanas cuando empezó a tomarse conciencia de la importancia del yacimiento, al aparecer columnas y capiteles.
Tras retirar los restos de época medieval que se superponían, empezaron a surgir columnas, basas y capiteles decoradas con estucos, y hasta restos de esculturas, algunas monumentales, como un trozo de pierna de una figura que debía medir más de tres metros originalmente. «Posiblemente un Júpiter o un emperador divinizado», comentó ayer Pedro Mateos a la consejera de Cultura, Leonor Flores, que quiso visitar ayer personalmente el yacimiento.


El Teatro Romano de Medellín se convierte en el hallazgo arqueológico más importante del país



La punta del iceberg
El hallazgo más espectacular hasta el momento, y que da idea de lo que se puede encontrar más abajo, es una escultura completa, a la que sólo le falta la cabeza, y de la que sólo están al descubierto por ahora los hombros, aunque se ve que continúa hacia abajo.
Se trata de una figura togada, que al principio parecía corresponderse con un militar, pero su fisonomía (con un pecho al descubierto), y los ropajes esculpidos en la piedra, apuntan a que podría representar a una matrona romana, familiar cercana al emperador del momento.
Sin embargo, como advirtió Mateos, «esto no es más que la punta del iceberg». Metros más abajo se cree que está todo el conjunto de la escena derrumbado sobre sí mismo, pero intacto, sin haber sido víctima del expolio en épocas posteriores.

Olvido salvador
Cinco siglos de abandono fueron precisamente su salvación. La fundación de la vecina Emerita Augusta (Mérida) y la construcción de la calzada de la Vía de la Plata, supuso la decadencia progresiva de la colonia de Medellín hasta su abandono definitivo.
Los visigodos que llegaron después ya no se asentaron en el cerro de la montaña, sino que prefirieron habitar los llanos inferiores; por lo que cuando llegaron los musulmanes, cinco siglos después, numerosas capas de tierra y ripios habían ocultado del todo los restos del antiguo teatro. Si no, lo habrían utilizado como cantera, como hicieron con el Teatro Romano de Mérida.

Futuro de los restos
El estudio y excavación de todo este yacimiento recibirá el apoyo de la Consejería de Cultura, anunció ayer la consejera Leonor Flores, que aseguró que los restos que se encuentren podrían ser expuestos al público en el interior del castillo de Medellín, cuya restauración está proyectada.
Sin embargo, Leonor Flores no descartó que pudiera reconstruirse el teatro romano en el futuro al igual que se hizo con el de Mérida, aunque primero tendrán que estudiarse y documentarse todas las piezas, que se depositarán en el Museo Arqueológico de Badajoz.
Pero el cerro de Medellín oculta todavía muchos más secretos que aguardan que les saquen del olvido, advirtió ayer Pedro Mateos, director científico de esta excavación.
Justo al lado del teatro romano, pocos metros por detrás de la escena, «probablemente» se encuentren aún ocultos los restos del Foro de la colonia romana de Medellín, fundada en época de la República por Quinto Cecilio Metelo.
Parte de lo que podrían ser sus enormes muros pueden contemplarse ahora en el interior de la iglesia de Santiago, recién restaurada, donde han dejado una apertura acristalada para ver el subsuelo.
A través de esta apertura es por donde la directora general de Patrimonio, Esperanza Díaz, pudo sorprenderse por el gran tamaño de los restos del que podría ser el centro administrativo de la Medellín romana.
Hay que tener en cuenta, recordaron ayer los investigadores, que Metellium fue la primera ciudad que los romanos fundaron en Extremadura, «mucho antes de que Mérida fuera siquiera un sueño», recordó ayer el director del Instituto de Arqueología.
De esta ciudad romana se saben aún muy pocas cosas, aunque el estudio de su teatro romano, centro de ocio y propaganda del poder imperial, permitirá conocer mejor a los primeros romanos que se asentaron en la Lusitania. Vídeo sobre los trabajos de excavación del Teatro Romano de Medellín

Fonte: (17 Mar 2008). Hoy.es: http://www.hoy.es/20080315/regional/teatro-romano-medellin-convierte-20080315.html

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por noticiasdearqueologia às 18:53

Sábado, 15.03.08

Recuperação do castelo e muralhas de Serpa custa 1,5 ME, suportados pela Câmara

O castelo e as muralhas da cidade alentejana de Serpa (Beja), classificadas como Monumento Nacional, vão receber obras de beneficiação num investimento de 1,5 milhões de euros, suportados pelo município local, disse hoje à agência Lusa fonte da autarquia.

O avanço das obras está previsto num protocolo de colaboração que será celebrado segunda-feira entre a Câmara Municipal de Serpa e o Ministério da Cultura.

Além da beneficiação e valorização do castelo e das muralhas, o projecto prevê ainda a reabilitação do Museu Municipal de Arqueologia, instalado na antiga casa do governador na Praça de Armas do castelo.


De acordo com a mesma fonte, o município compromete-se a custear o valor de 1,5 milhões de euros, enquanto ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) cabe coordenar e elaborar e acompanhar os projectos.


O protocolo, que será assinado segunda-feira de manhã nos Paços do Concelho de Serpa, prevê a conclusão das obras em 2001, indicou a fonte.


O município alentejano considera que se reveste de "capital interesse para o desenvolvimento sustentado da cidade" a recuperação do castelo e das muralhas da cidade, além da requalificação do museu.


Os projectos articulam-se entre si, tendo em vista, segundo a autarquia, soluções integradas que potenciem a valorização do património e a realização de actividades artísticas e culturais.


O Museu Municipal de Arqueologia, instalado no castelo, irá ser transformado num museu aberto, que abrangerá outros espaços interiores e exteriores na periferia da alcáçova.


Desta forma, será criado um percurso expositivo que proporcionará a fruição de peças, de locais historicamente significativos e de espaços públicos.


Fonte: (12 Mar 2008). Lusa/Fim / RTP: http://www.rtp.pt/index.php?article=332644&visual=26

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por noticiasdearqueologia às 22:07

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