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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Sexta-feira, 14.12.07

Obras em Tomar revelam mais esqueletos


As obras de construção da nova ponte sobre o Nabão revelaram, só numa semana, duas dezenas de enterramentos, datados possivelmente da época medieval. As ossadas foram descobertas ao lado do edifício do Centro de Emprego. Os vestígios mostram os ossos de vários adultos, mas grande número dos esqueletos são também de crianças e até “de um feto”, facto que provocou alguma surpresa junto da arqueóloga Zélia Rodrigues, que está a acompanhar os trabalhos.


O processo de escavação está a ser executado pela empresa Geoarque, que irá ficar no local por um período mínimo de cinco meses. A retirada das ossadas encontradas “é um trabalho moroso”, justifica a responsável. Zélia Rodrigues nota ainda que os vestígios estão “muito bem preservados”. À medida que os trabalhos de arqueologia vão avançando, vão sendo descobertos mais enterramentos, dando cada vez mais certeza aos especialistas que aquela zona foi uma necrópole iniciada no tempo dos Templários e usada ao longo de vários séculos. Ainda hoje mantém-se naquela área o cemitério “velho” da cidade. As sucessivas obras que têm decorrido na zona da Igreja Santa Maria do Olival têm revelado dezenas de achados arqueológicos, sobretudo enterramentos.


In: (10 Dez 2007). O Mirante: http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=51&id=19031&idSeccao=479&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 18:32

Sexta-feira, 14.12.07

Teste Carbono 14 permite datar artefactos e estudar alterações climáticas






Barcos afundados no Tejo, múmias egípcias e uma arca que terá viajado com Vasco da Gama para a Índia são alguns dos artigos que o Laboratório de Radiocarbono do Instituto Tecnológico e Nuclear (ITN) ajudou a datar através do Carbono 14.


"O teste não provou que a arca viajou com Vasco da Gama mas lá que o objecto é do tempo do navegador, isso sem dúvida", revelou o investigador António Monge Soares à agência Lusa, indicando que este tipo de análise permite desde a datação de artefactos até ao estudo das alterações climáticas.


Segundo António Soares, os estudos sobre o menino do Lapedo - nome pelo qual ficaram conhecidos os restos ósseos de uma criança encontrados no Vale do Lapedo, perto de Leiria - também recorreram à técnica disponibilizada em Portugal exclusivamente pelo Laboratório de Radiocarbono do ITN.


Os principais utilizadores do teste de radiocarbono ou Carbono 14 são os arqueólogos, os geólogos e os oceanógrafos, tendo sido realizadas 2.310 análises desde o segundo semestre de 1986, quando o teste passou a poder ser feito no Instituto Tecnológico e Nuclear.


"Antes disso era necessário enviar as amostras para o estrangeiro, pelo que, até 1986, só havia 64 casos de datação por Carbono 14 em Portugal", contou António Soares, acrescentando que a média anual de testes ronda os 150 nos últimos anos.


A análise através do Carbono 14 permite datar materiais de origem orgânica (fósseis, ossos, conchas, etc) com até 50 mil anos, existindo várias técnicas a que as amostras podem ser submetidas.


"No ITN a amostra é convertida em benzeno mas existem técnicas que a transformam em dióxido de carbono ou em carbono elementar (grafite)", explicou o investigador, que referiu ainda alguns aplicações do teste na Hidrologia Isotópica.


"No caso do aquífero de Aveiro, que tem sedimentos do período Cretácio, o Carbono 14 permitiu determinar a temperatura reinante durante o último máximo glaciar, ou seja, a última vez em que a Terra esteve quase toda coberta de gelo, há 18 mil anos", exemplificou António Monge Soares.


Áreas de estudo como a Paleoclimatologia ou a Paleoceanografia também podem beneficiar com o teste, como explicou o investigador, segundo quem, "através da realização da análise a conchas marinhas é possível determinar a variabilidade do afloramento costeiro ao longo do tempo".


O afloramento costeiro é a vinda à superfície de águas profundas mais frias e mais deficientes em radiocarbono.


Uma vez que a intensidade do afloramento depende do clima (mais especificamente do regime de ventos), ao determinar como é que esse afloramento variou ao longo do tempo, avaliam-se as alterações climáticas.


A análise custa cerca de 300 euros por amostra mas os investigadores que desenvolvam o seu trabalho no âmbito de projectos financiados, nomeadamente pelo Governo ou por autarquias, não têm de pagar este valor do seu bolso.


Aliás, o ITN - que formou o Laboratório de Radiocarbono com subsídios do Instituto Português de Cartografia e Cadastro (IPCC), do Museu de Arqueologia e da Agência Internacional de Energia Atómica - manteve, desde o primeiro governo de António Guterres, um protocolo com o Instituto Português de Arqueologia.


Porém, segundo António Monge Soares, "este terminou há uns três ou quatro anos" e não foi renovado.


In: HSF (10 Dez 2007). RTP 1: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=312900&visual=26&tema=5

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por noticiasdearqueologia às 18:28

Sexta-feira, 14.12.07

“Menino do Lapedo” vai ter Centro Arqueológico


Depois de anos ao abandono, o vale onde foi encontrado um esqueleto de uma criança do Paleolítico vai finalmente ser aberto ao público através de um projecto museológico.
O Centro de Interpretação do Lapedo, localizado na freguesia de Santa Eufémia, onde foi encontrado em 1998 o conhecido esqueleto fossilizado de uma criança designado por "Menino do Lapedo", vai ser inaugurado dentro de três semanas. A confirmação foi avançada na última reunião da Câmara Municipal de Leiria pelo vereador da Cultura, Vítor Lourenço, agendando um programa oficial para o dia 5 de Janeiro de 2008.
Nesse dia estarão em Leiria os antropólogos americanos Erik Trinkaus, da Universidade de Washington e Brian Pierson, da Universidade de Tulane (New Orleans), bem como João Zilhão, arqueólogo da Universidade de Bristol (Reino Unido), Estes especialistas foram responsáveis por um estudo que aponta para a possibilidade do "Menino do Lapedo" ser resultado de um possível processo de "mestiçagem" entre o Homo Sapiens e Neanderthalensis.

Réplica do esqueleto à escala real
O projecto museológico do Abrigo do Lagar Velho (Lapedo) vai integrar uma exposição que tem o objectivo de dar a conhecer ao público os resultados dos trabalhos arqueológicos realizados "in situs" e "a sua contextualização nas últimas alterações da evolução anatómica do homem". Será ainda observável uma réplica à escala real do esqueleto e da sepultura do Menino do Lapedo. O trabalho de reconstituição foi realizado em Hollywood, EUA, por Brian Pierson, técnico gráfico que é especialista em reconstruções faciais forenses e criou, por exemplo, efeitos especiais para os filmes "Titanic", "Alien: o regresso" ou "Star Trek: Insurreição".
O espaço intervencionado prevê a instalação de módulos pré-fabricados, amovíveis, aproveitando um terreno cedido ao Município de Leiria por um particular. Num território cujo desnível é de cerca de 80 metros, está prevista uma zona de observação, que permitirá um bom enquadramento visual sobre o Vale do Lapedo.
O projecto museológico engloba a criação de dois espaços de interpretação distintos, fazendo recuar o visitante até ao período da pré-história, situado no Paleolítico de há 25 mil anos, época em que "o menino" terá sido sepultado, com a idade de cinco anos. Haverá um módulo específico "dedicado ao espaço fúnebre da criança, focando a sepultura e morfologia do Menino do Lapedo e centrando-se na explicação do ritual fúnebre, bem como das características morfológicas do esqueleto que impulsionaram decisivamente a tese da miscigenação entre o homem de Neanderthal e o homem anatomicamente moderno", explicam os serviços de Cultura da autarquia.


In: António Rosado (13 Dez 2007). As Beiras: http://www.asbeiras.pt/?area=leiria&numero=53237&ed=13122007

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por noticiasdearqueologia às 18:21


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