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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Quinta-feira, 13.09.07

Em Paredes de Coura



Carlos Gouveia da Silva
Escavações envolveram alunos e docentes da Portucalense
Escavações envolveram alunos e docentes da Portucalense


Por mero acaso foram descobertos na localidade de Infesta, Paredes de Coura, vestígios de uma estação romana que evidenciam diversas actividades artesanais, como a moagem, a fiação e a elaboração de tecidos.

As estruturas postas a descoberto e o espólio arqueológico encontrado indiciam que se trata de um local de habitação e com intensa actividade, do século IV e princípios do século V, conforme adiantou ao CM Fátima Matos Silva, docente da Universidade Portucalense e responsável pelo gabinete de arqueologia e património da Câmara Municipal de Paredes de Coura.
Num concelho onde abundam os castros e vestígios da Idade do Ferro, trata-se da primeira estação arqueológica relativa à ocupação romana no território do município courense, que ostenta 16 marcos miliários da 19.ª Via do Itinerário Antonino, que ligava Braga (então denominada de Bracara Augusta) a Astorga (a antiga cidade Asturica Augusta).
Por isso, Fátima Matos Silva realça a importância da descoberta em Infesta, onde foi apenas escavada parcialmente a propriedade rústica constituída por vários edifícios – provavelmente uma habitação com várias divisões e anexos – que se apresentaram “com áreas cobertas por tégula e ímbrice, de tipologia diversa”.
De acordo com aquela arqueóloga, o espólio encontrado aponta para uma comunidade evoluída, sublinhando os vestígios relativos à prática de “diversas actividades artesanais, como a moagem, a fiação e elaboração de tecidos”.
Fátima Matos Silva destaca ainda que “a olaria estaria também bastante desenvolvida, a julgar pela quantidade e variedade de fragmentos de cerâmica recolhidos, entre os quais se conta cerâmica de utilização culinária”, como frigideiras e panelas.
Sobressaem igualmente os utensílios de transporte e armazenamento, como é o caso de talhas de grande porte. Foram encontradas também lucernas utilizadas na iluminação diária, objectos em ferro e fragmentos de vidro.


In: (12 Set 2007). Correio da Manhã: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=257536&idselect=13&idCanal=13&p=200



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por noticiasdearqueologia às 23:43

Quinta-feira, 13.09.07

Especialista desafia privados a apostarem no turismo cultural




O director do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) desafiou hoje, em Vila Velha de Ródão, as entidades privadas a apostarem no turismo cultural naquela região, onde, considera, melhor se percebe o Tejo da pré-história.


"Esta é uma zona que poderia estar muito mais desenvolvida em termos de turismo cultural. É difícil pedir à Câmara Municipal que faça tudo, mas os privados ainda não analisaram bem o potencial deste tipo de oferta", disse aos jornalistas Luís Raposo, director do MNA.
Cerca de três dezenas de arqueólogos, nacionais e estrangeiros, visitaram hoje Vila Velha de Ródão, numa actividade integrada no programa do XV Congresso da União Internacional das Ciências Pré-Históricas e Proto-Históricas, a decorrer até Sábado em Lisboa.
Luís Raposo considerou "impensável" a inexistência de entidades privadas, nomeadamente agências de turismo especializadas, a investirem em Vila Velha de Ródão, por exemplo através de visitas organizadas, de barco, aos locais onde existe arte rupestre.
"A maior parte da arte rupestre está debaixo de água mas não toda. Não se trata de turismo de massas, mas é preciso mais organização. As pessoas vêm, quando há alguém que sabe, localmente, apresentar o património existente mas funciona um bocado o espírito de carolice", observou.
Admitiu, no entanto, que a recente classificação daquela área como património natural da UNESCO, integrada na região Naturtejo, "vem ajudar" à divulgação do património arqueológico de Vila Velha de Ródão.
Considerando Vila Velha de Ródão o local "onde melhor se percebe o rio Tejo da época pré-histórica" e como se constituiu aquela região, o especialista definiu a zona como uma "radiografia" da época do paleolítico.
O visitante, segundo Luís Raposo, ao visualizar as várias bacias de sedimentação, diferentes camadas de formações rochosas, "está a ver o tempo. Como uma radiografia, consegue-se ver como era (o Tejo) há 500 milhões de anos atrás", explicou.
Apontou, nomeadamente, a zona do castelo do rei Wamba, sobranceiro ao rio, do alto das elevações rochosas conhecidas como Portas do Ródão, como um "local obrigatório de visita, para se ter uma visão geral do Tejo".
Maria do Carmo Sequeira, presidente da Câmara de Vila Velha de Rodão, disse concordar com a necessidade de mais investimento, nomeadamente na divulgação, mas avisou que a autarquia não pretende a massificação do turismo.
"Não é esse o objectivo, queremos manter esta área genuína e com regras. É preciso trabalhar com especialistas que saibam o que se deve fazer, interessa um turismo que mantenha a identidade de Vila Velha de Ródão", afirmou.
Questionada sobre as visitas de barco às gravuras rupestres, a autarca socialista sustentou que, actualmente, um barco com capacidade para oito passageiros, pertença de uma empresa privada de actividades de aventura, presta esse serviço, em visitas organizadas.
"São oito pessoas porque não podemos ter barcos maiores. E, quem o desejar, pode ter a presença de um técnico habilitado a explicar as gravuras" frisou.
A autarca acrescentou que Vila Velha de Ródão, em colaboração com a autarquia de Niza (Portalegre), acordou com o Centro de Estudos do Alto Tejo a apresentação da candidatura das Portas do Ródão a património natural nacional.
O projecto, já concluído, foi entregue ao Instituto de conservação da Natureza (ICN) para apreciação e aguarda uma resposta daquela entidade.


 


In: Elisabete Rodrigues (6 Set 2007). O Barlavento on line:  http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=8930&tnid=5

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por noticiasdearqueologia às 01:11

Quinta-feira, 13.09.07

Equipa de português pode ter descoberto espécie de saurópode na Mongólia



A primeira fase da expedição desenrolou-se numa área menos explorada no deserto de Gobi (Mongólia), conhecida pela Bayn Shire, que embora já visitada por paleontólogos, tem muitos locais inexplorados.


A equipa, que já enfrentou uma tempestade de areia com ventos de 90 km/h e um dia com temperatura de 52 graus centígrados, recolheu vários ossos, dentes, crânios, ovos de dinossauros e esqueletos quase completos, «o que é raro», indicou o português.
«A localidade é incrivelmente rica e novas descobertas ocorrem todos os dias», indicou o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, cuja missão tem a duração de 34 dias.
Na lista de achados enumerada pelo português destaca-se um esqueleto quase completo de um dinossauro saurópode.
«Poderá ser uma nova espécie, mas ainda tem de ser feito trabalho suplementar», indicou o português, revelando ainda a descoberta de dentes de saurópode com um formato desconhecido até ao momento e que poderá representar uma nova forma de processar (mastigar) plantas entre estes animais.
O saurópode é um quadrúpede herbívoro de pescoço comprido, que atingia mais de 15 metros de comprimento.
Foram ainda encontrados vários esqueletos incompletos, incluindo crânios de dinossauros ceratopsideos (pequenos bípedes herbívoros) de duas espécies Yamaceratops e de uma espécie possivelmente desconhecida até à data.
O paleontólogo descobriu uma ‘bone-bed’, uma camada geológica repleta de ossos, com pelo menos 10 dinossauros anquilossauros (dinossauros couraçados, quadrúpedes e herbívoros).
Nestes dias de trabalho também foram descobertos ovos e cascas de, pelo menos cinco, tipos diferentes de dinossauros, parte de crânios de dois dinossauros carnívoros, vários ossos de terizinossauros, um tipo de dinossauro teropode, raro e caracterizado por enormes garras nas patas anteriores.
Foram também encontrados parte do crânio e outros ossos de crocodilos, tartarugas, pterossauros e um possível mamífero.
Estão ainda a ser definidas algumas questões relativas às camadas geológicas onde está a ser desenvolvido o trabalho, incluindo a possibilidade de uma datação muito mais precisa.
A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.


(11 Set 2007). SOL: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=54987


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por noticiasdearqueologia às 01:10


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