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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Sexta-feira, 07.09.07

Achados arqueológicos da Idade do Ferro e período romano descobertos na A17

A construção da auto-estrada que vai ligar a Marinha Grande a Mira acaba de dar o seu contributo para a validação da arqueologia do concelho, pondo a descoberto, na freguesia de Alhadas, vestígios arqueológicos da Idade do Ferro e do período romano
O sítio do Casal rural da Areeira (Areeiro ou Areeiros) já havia sido localizado no final do século XIX pelo arqueólogo Santos Rocha na publicação “Antiguidades Pré-Históricas do Concelho da Figueira” e mais tarde por Belchior da Cruz e Vítor Guerra, mas só agora é que foram encontrados vestígios arqueológicos, designadamente utensílios, cerâmica do Neolítico, cerâmica romana e sobretudo muito material de construção. Achados colocados a descoberto com as obras da A17 e que agora vão ser alvo de análise, assim como todo o local, trabalhos a desenvolver pelo IPA (Instituto do Património Arqueológico), extensão de Pombal.
Este Casal rural já havia sido detectado no Estudo de Impacto Ambiental do IC1 e em 2003, quando foram efectuadas novas prospecções para a A17, «mas não o identificava no terreno», como explicou ao nosso Jornal, o arqueólogo Vítor Felipe, coordenador científico dos trabalhos de acompanhamento da obra, num perímetro de 16 quilómetros, que abrange diversas zonas “sensíveis” do concelho. Auxiliado por Isabel Sousa (co-coordenadora) e Anabela Castro (técnica de arqueologia), este responsável faz o acompanhamento arqueológico da remoção de terras e coberto vegetal», ou seja, «tudo o que implica movimentação do subsolo».
Com as coordenadas do local, numa «rica planície de 95 metros» como descrevia em 1895 Santos Rocha, Vítor Felipe e a sua equipa, com a ajuda da chuva, já que o terreno é arenoso, acabaram por encontrar materiais que «indiciavam a existência de “vida” naquele local», pois convém referir que um casal rural, era composto por um conjunto de casas com exploração agrícola, normalmente perto de uma grande cidade, para onde forneciam mantimentos.
Após identificação e sinalização do sítio, foi avisada a extensão de Pombal do IPA que deslocou ao local um técnico, acompanhado por uma outra técnica da câmara municipal, tendo sido «proposto e aceite pelo IPA», fazer sondagens arqueológicas de avaliação, «para tentar caracterizar o sítio em termos de funcionalidade, ocupação e cronologia». Após o relatório das escavações, o IPA irá decidir, «o futuro dos achados». Esta descoberta, refira-se, ainda segundo Vítor Felipe, não deverá colidir com a construção da auto-estrada, uma vez que naquele local estava previsto fazer «uma passagem agrícola», dependendo agora das escavações o desviar ou não essa passagem, refere este técnico.
Assim, dá-se cumprimento às orientações emanadas da declaração de impacto ambiental da obra, onde se aconselhava que todas as operações que implicassem movimentações de terras deveriam ter «acompanhamento arqueológico integral, não apenas na fase de construção, mas desde as suas fases preparatórias, com a instalação de estaleiros, abertura de caminhos e desmatação», dizia o documento. “Debaixo de olho” estão também zonas como o Dólmen das Carniçosas, entre outros.  


N: (30 Ago 2007). Diário de Coimbra: http://www.diariocoimbra.pt/15109.htm


                            Notícia relacionada: http://www.diariocoimbra.pt/16636.htm

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por noticiasdearqueologia às 22:35

Sexta-feira, 07.09.07

Penas dos primeiros dinossauros eram afinal colagénio

Os vestígios de penas encontrados nos fósseis do Sinosauropteryx, considerado o primeiro "dinossauros-ave", são na verdade sinais de colagénio, uma proteína que dá rigidez à pele, lê-se num estudo publicado hoje na revista científica "Proceedings of the Royal Society B".


O colagénio é uma proteína fibrosa cujo papel é semelhante ao de uma armadura com diferentes constituições, consoante a sua localização no corpo, que intervém no processo de cicatrização.
A estrutura desta glicoproteína foi atribuída, de forma errada, às plumas primitivas, afirma a equipa de investigadores da Universidade KwaZulu-Natal, em Durban (África do Sul), liderada por Theagarten Lingham-Soliar.
O Sinosauropteryx, que viveu há 130 milhões de anos no nordeste da China, na região de Liaoning, foi descrito como um animal carnívoro com penas, da dimensão dos perus. Apesar da sua incapacidade para voar, era dotado de uma longa cauda, semelhante à das primeiras aves.
Agora, uma análise microscópica da cauda deste novo fóssil contradiz esta interpretação inicial.
A equipa de Lingham-Soliar, em parceria com o norte-americano Alan Fedducia, da Universidade da Carolina do Norte, e Xiaolin Wang, da Academia de Ciências de Pequim, acredita que as estruturas que supostamente correspondiam à cauda e às penas são, na verdade, uma espécie de escamas de colagénio, idênticas ao que se observa na pele dos tubarões ou dos répteis.
As fibras analisadas ao microscópio apresentam um aspecto perlado e podem ser provenientes da ressecação dos tecidos após a morte do animal.
As famosas plumas não seriam, por conseguinte, mais do que restos de uma camada de colagénio que davam a este pequeno dinossauro uma armadura protectora.


N: (07 Set 2007). O Público/Peso e Medida: http://www.publico.clix.pt/pesoemedida/noticia.asp?id=1294798


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por noticiasdearqueologia às 22:20

Sexta-feira, 07.09.07

Colisão de asteróide condenou dinossauros...


O asteróide que caiu na Terra há cerca de 65 milhões de anos, e que pode ter provocado a extinção dos dinossauros, tem, agora, uma origem conhecida. Um estudo checo e norte-americano revelou que este asteróide, com dez quilómetros de diâmetro, que embateu contra a superfície terrestre, teve por sua vez origem numa outra colisão, ocorrida há 160 milhões de anos.




O estudo do Southwest Resarch Institute, dirigido por William Bottke, concluiu que, há cerca de 160 milhões de anos, um asteróide com 60 quilómetros de diâmetro embateu no asteróide Baptistina. Este, com 170 quilómetros, fragmentou- -se em vários pedaços formando uma cintura de asteróides, conhecidos hoje por família Baptistina. Esta situa-se entre Marte e Júpiter e, depois do embate, era composta por 140 mil fragmentos com mais de um quilómetro de diâmetro e 300 com mais de dez quilómetros. Depois da colisão, alguns destes fragmentos circularam pelo sistema solar. Calcula-se que a cratera de Chicxulub, na península do Iucatão, no México, com 180 quilómetros de diâmetro, e que pode ser a razão próxima da extinção dos dinossauros, é consequência do embate de um desses asteróides da família Baptistina.
No entanto, antes da Terra, a Lua também foi atingida. A cratera lunar de Tycho, com mais de 108 milhões de anos, tem a mesma origem. Outras crateras foram encontradas em Vénus e em Marte. O estudo de sedimentos provou que as crateras tinham elementos em comum. Esta descoberta tem como base de apoio cálculos de computador, que através dos dados disponíveis permitiram este retrocesso no tempo. A fiabilidade da conclusão está acima dos 90%.
"As nossas simulações sugerem que cerca de 20% dos asteróides que estão perto da Terra podem pertencer à família Baptistina", diz William Bottke. O asteróide mais conhecido, o Apophis, com 250 metros, é também o mais temido, uma vez que se calcula (teme?) que este possa embater contra o nosso planeta em 2036.
A extinção dos dinossauros é um tema que levanta discussão. Sabe-se que a sua extinção aconteceu entre o fim do período cretáceo e o princípio do período terciário. Mas ninguém sabe ao certo a razão da extinção. A teoria mais aceite por cientistas e arqueólogos prende-se com a queda de um asteróide, na superfície terrestre (Chicxulub). Este embate causou uma explosão com uma potência muito superior à das armas nucleares, que pode ter matado muitos animais na altura do embate. Acredita-se que originou condições climatéricas adversas, resultando na possível extinção dos dinossauros.


N: (07 Set 2007). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/2007/09/07/ciencia/colisao_condenou_dinossauros.html

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por noticiasdearqueologia às 22:14


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