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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Segunda-feira, 27.08.07

MEDINA ISLÂMICA do século X descoberta em Cacela-Velha

A recente descoberta de uma medina islâmica do século X em Cacela-Velha, Algarve, terá sido a gota de água para a autarquia de Vila Real Santo António decidir avançar com a musealização daquela localidade.

Escavações arqueológicas realizadas no Largo da Fortaleza de Cacela-Velha entre Maio e Junho deste ano levaram à descoberta da medina de Qast´alla Darraj, do século X, época controlada pela família berbere dos Banu Daraj.


Um dos membros mais conhecidos da família berbere Banu Daraj foi Ibn Darraj al-Qastalli (958-1030), um poeta e secretário da Chancelaria, e uma das figuras mais emblemáticas da época.


Os trabalhos arqueológicos permitiram também confirmar a existência da habitação do cádi (magistrado que acumula funções religiosas e judiciais) neste importante porto costeiro do Garb al-Andalus.


Durante as escavações foram também identificados sete silos, 5 dos quais de grandes dimensões, constituindo uma raridade arqueológica.


Os novos achados arqueológicos islâmicos, principalmente do período almóada, levaram a que o município de Vila Real de Santo António decidisse iniciar um projecto de «musealização deste importante sítio arqueológico algarvio».


Numa nota informativa da Câmara de Vila Real de Santo António lê-se que a musealização vai estabelecer um protocolo com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).


No âmbito do protocolo com o IGESPAR prevê-se continuar, em 2008, com a investigação arqueológica e um estudo e restauro do espólio encontrado.


As escavações foram levadas a cabo pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela e contaram com a colaboração do Igespar, da Direcção Regional da Cultura do Algarve e Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos.


(18 Jul 2007) Diário Digital / Lusa : http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=286716

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por noticiasdearqueologia às 00:35

Segunda-feira, 27.08.07

Português na senda do "verdadeiro" Indiana Jones na Mongólia


O paleontólogo Octávio Mateus estará a partir do dia 20 no deserto de Gobi, na Mongólia, e vai tornar-se o primeiro português a seguir as pistas de Roy Chapman Andrews, tido como o verdadeiro Indiana Jones.

Integrado numa equipa de 15 especialistas norte-americanos, japoneses, sul-coreanos, canadianos e mongóis, o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa será o único representante europeu na missão que vai durar 34 dias.


Depois de ter participado em várias expedições em África, Laos, Cambodja, Brasil ou Estados Unidos, o investigador desloca-se pela primeira vez à Mongólia, um dos cinco "Grandes" países quanto à existência de fósseis de dinossauros. Este "top" é ainda composto pelos Estados Unidos, Argentina, China e Canadá.


A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.


"Queremos encontrar novos esqueletos de espécies conhecidas, mas melhor seria encontrar uma nova espécie. Tenho esperança em encontrar um esqueleto relativamente completo e uma novidade, mas é sempre promissor trabalhar num deserto muito rico em fósseis", disse Octávio Mateus à agência Lusa.


No local onde foi descoberto o velociráptor, também conhecido como ladrão veloz e uma das "estrelas" do livro e filme Parque Jurássico, o português indica como exemplo de descoberta interessante um carnívoro.


O convite para a expedição ao deserto de Gobi - onde a temperatura média anual é de -2,5 graus a +2,8 graus e os valores extremos chegaram a 38 e -43 graus numa região e 33,9 e -47°graus numa outra - aconteceu devido à colaboração de alguns anos do investigador português com a Universidade Metodista do Sul, localizada em Dallas (Texas, Estados Unidos).


"Esta é uma oportunidade de vida que tinha de aceitar. Também será uma honra apoiar um país como a Mongólia, assim como será uma aventura estar num local muito difícil de trabalhar", resumiu o paleontólogo, que já participou na identificação de sete novas espécies.


Para explicar a sua paixão por dinossauros, este português socorre-se de um provérbio que envolve outro tipo de animal: "filho de peixe sabe nadar".


A sua família está desde sempre ligada ao Museu da Lourinhã e o gosto pelos assuntos de história natural levaram-no, há pelo menos 20 anos, a integrar escavações e a seguir a carreira profissional de paleontólogo.


Quanto ao "verdadeiro" Indiana Jones, Roy Chapman Andrews, foi investigador do Museu de História Natural de Nova Iorque, onde começou em 1906 como varredor e assistente no departamento de taxidermia. Em 1934 chegou a director da instituição.


O investigador ficou conhecido com as expedições que levou a cabo no deserto de Gobi, entre 1922 e 1930, onde descobriu por exemplo os primeiros ninhos de ovos de dinossauros.


PL (6 de Agosto de 2007). Lusa/fim: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/w1q9ADu8vzUADIcUUjmWKQ.html


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por noticiasdearqueologia às 00:32

Segunda-feira, 27.08.07

NOVO MUSEU em Barrancos...

Uma talha islâmica e vários capitéis visigóticos descobertos em escavações no Castelo de Noudar, em Barrancos, integram o espólio do Museu Municipal de Arqueologia e Etnografia da vila, inaugurado hoje numa antiga casa senhorial. O projecto, em curso “há vários anos” e concluído agora, vai ter em exposição as peças recuperadas, em várias escavações arqueológicas, no Castelo de Noudar, o ex-libris daquele concelho do distrito de Beja, junto à fronteira com Espanha. “O castelo é o monumento mais emblemático de Barrancos e, por isso, todo o espólio que aí tem sido encontrado vai ficar no museu”, explicou Isabel Sabino, vereadora da Cultura do município. O monumento, classificado em 1910, de acordo com dados da Região de Turismo Planície Dourada, “nasceu” como atalaia islâmica e, mais tarde, em 1308, foi edificada a actual fortaleza. A única talha islâmica recuperada do castelo, assim como capitéis visigóticos, ânforas, anéis de ouro e várias cerâmicas, vão estar expostos, a partir de agora, no museu.
Ao mesmo tempo, o equipamento vai também debruçar-se sobre a etnografia e a restante história do concelho de Barrancos, com um “vasto espólio” doado por naturais da terra. “Temos muitas doações e vamos mostrar e dar a conhecer a riqueza cultural dos nossos antepassados”, frisou Isabel Sabino. De entre estas peças, a vereadora destacou, por exemplo, uma colecção de mais de 200 moedas antigas, de “um período bastante longínquo”, doada ao município por um habitante local. O museu foi instalado numa antiga casa senhorial, recuperada a adaptada para o efeito. A inauguração em Agosto foi propositada, uma vez que se trata do mês em que decorrem as festas anuais da vila.


(27 Ago 2007). O Primeiro de Janeiro: http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=3d3c863285145541d8f603edc805565f

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por noticiasdearqueologia às 00:24


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