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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Quarta-feira, 22.08.07

Cidade primitiva de Templo Angkor Vat era três vezes maior do que se pensava...

A cidade primitiva do Templo de Angkor Vat, no Camboja, era três vezes maior do que se supunha, defende uma equipa de arqueólogos internacional que fez sondagens no subsolo através de radares da NASA.
O aglomerado urbano de Angkor, que foi a capital do Império Khmer, estendia-se ao longo de cerca de três mil metros quadrados, superando a cidade de Tikal, da antiga civilização Maia, na Guatemala.



A cidade medieval cambojana tinha capacidade para alimentar uma população de 500 mil pessoas, de acordo com um estudo da equipa de arqueólogos publicado segunda-feira nos Anais da Academia Nacional Norte-Americana das Ciências.


As imagens recolhidas pelos radares da agência espacial dos EUA, que são capazes de penetrar no subsolo, permitiram encontrar vestígios de antigas ruas, canais e bacias.


Com essas imagens e as captadas por avião e os registos topográficos do terreno, os investigadores, naturais do Camboja, França e Austrália, conseguiram descobrir a localização de milhares bacias hidrográficas e 74 templos.


Os arqueólogos concluiram que os canais de água permitiram irrigar culturas de arroz que se estendiam entre 20 a 25 quilómetros para Norte e para Sul de Angkor, tendo confirmado que um desastre ambiental causou o desaparecimento da civilização Khmer no século XIV.


A sobrepopulação, a desflorestação, a erosão do solo e inundações poderão ter tido consequências nefastas para a população.


O Templo Angkor Vat, que foi candidato às Novas Sete Maravilhas do Mundo, é a principal atracção turística e símbolo do Camboja, sendo o expoente máximo da arquitectura Khmer.


Desde os anos 50 que os investigadores tentavam delimitar a antiga cidade de Angkor mas os trabalhos foram sempre dificultados pela construção de novas urbanizações e explorações agrícolas. Há sete anos, os arqueólogos decidiram pedir apoio à Nasa.


(14 Ago 2007). Lusa / RTP: http://www.rtp.pt/index.php?article=294321&visual=16

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por noticiasdearqueologia às 23:03

Quarta-feira, 22.08.07

Prospecção encontra dez esqueletos de época medieval...

A câmara de Santarém realizou uma prospecção arqueológica preventiva para requalificar o jardim da República, recolhendo dez esqueletos de época medieval e uma estela funerária, segundo o arqueólogo da autarquia.


António Matias disse à Agência Lusa que a obra de requalificação do jardim contíguo ao convento de S. Francisco "será acompanhada por arqueólogos" e "avançará sem qualquer problema", acrescentando que os achados remetem para um período entre os séculos XII e XIV.


O arqueólogo afirmou à Lusa que na prospecção, que terminou na segunda-feira, foi encontrada "uma sucessão de três planos de enterramento, depois dos dois primeiros, foram recolhidos mais oito indivíduos" em dois metros quadrados de terreno, explicando que "o mesmo espaço funerário foi sendo utilizado ao longo do tempo".


"Utilizavam a mesma fossa para sepultar mais indivíduos", afirmou António Matias, acrescentando que serão feitas "análises para saber se havia aproveitamento familiar, ou não".


Segundo o arqueólogo, a estela funerária "não tem indicação de idade, mas é da época medieval, apresentando numa face a cruz dos templários e na outra uma estrela de oito pontas", que "identificava uma sepultura de uma criança com idade entre os dois e quatro anos".


O vice-presidente do município disse à Lusa que a "prospecção preventiva já foi dada como concluída" e serviu para "preparar a intervenção" no espaço contíguo, salientando que os achados "não vão condicionar a intervenção" que tem início previsto para Novembro.


Segundo o arqueólogo António Matias, os esqueletos e a estela funerária estão armazenados na reserva do Museu Municipal a aguardar tratamento, lavagem e marcação.


(31 de Jul 2007). Lusa/Fim: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/hFEYhfTK8kFTit1%2FJt66%2FA.html

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por noticiasdearqueologia às 22:54

Quarta-feira, 22.08.07

Castelo de Penela reabriu recuperado e beneficiado

Castelo de Penela reabriu sábado, 17, após obras de recuperação e beneficiação, com uma cerimónia em que foi também apresentada a colecção do Museu de Arte Sacra, no interior da fortaleza medieval. As obras de recuperação e beneficiação, desenvolvidas em três fases, visaram melhorar o acolhimento aos visitantes e um melhor aproveitamento do recinto interior da fortificação.



Segundo uma nota da Câmara Municipal de Penela, nesta última fase procedeu-se ao arranjo das vias envolventes e dos percursos pedonais exteriores ao Castelo e ainda de vários espaços do monumento, incluindo a sua iluminação. Foram também feitas intervenções em parte dos panos de muralha exteriores e interiores, colocaram-se portões para controlar a entrada de visitantes e correntes para condicionar o acesso de viaturas e introduziu-se sinalética informativa. A Igreja de S. Miguel foi também recuperada, a nível exterior e interior. A intervenção neste monumento insere-se na componente desconcentrada da Cultura do Programa Operacional da Região Centro - 3.9 do Eixo III. As obras foram realizadas pelo Instituto Português do Património Arquitectó-nico, em colaboração com a autarquia e a Diocese de Coim-bra. Remontando, no mínimo, ao período romano, o Castelo de Penela pertencia à linha defensiva do Mondego na época da "Reconquista Cristã". 


(17 Ago 2007). Notícias do Centro.  http://www.noticiasdocentro.net/artigo.php?ArtID=1271

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por noticiasdearqueologia às 22:45

Quarta-feira, 22.08.07

IPPAR pode inviabilizar reactivação das minas romanas de Limarinho (Boticas)


O projecto de exploração de ouro em Limarinho pode ser irremediavelmente comprometido pela intenção do IPPAR de classificar as antigas minas romanas, admitiu hoje o presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos, lamentando a descoordenação entre organismos oficiais. "Isto só acontece porque estamos em Portugal. Como é possível o Conselho de Ministros atribuir uma concessão de prospecção e pesquisa e, quando o concessionário se prepara para começar a trabalhar, surgir um organismo público a dizer que não o poder fazer?", questionou o autarca, em declarações à Lusa.

Em causa está o processo de classificação do denominado Complexo Mineiro Antigo do Vale Superior do Rio Terva, em curso no IPPAR, que abrange a área onde a empresa mineira canadiana Kernow Mining está a estudar a viabilidade da exploração de ouro.

Para Fernando Campos, trata-se de uma "tremenda desarticulação entre serviços públicos", frisando não entender como pode uma decisão do Conselho de Ministros ser contrariada por "um organismo dependente de um dos ministérios".

Segundo Fernando Campos, este problema apenas foi conhecido durante uma reunião da equipa que está a preparar a revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Boticas, quando se procedia à delimitação da zona de pesquisa atribuída pelo governo. "Quando estávamos a delimitar a zona de pesquisa, o IPPAR alertou que estava a analisar a classificação daquela área", revelou.


O presidente da Câmara de Boticas salientou que a empresa canadiana "ficou preocupada" com a situação, já que está a investir na realização de sondagens com o objectivo de avaliar o potencial de exploração daquele local. "Naturalmente, a empresa quer ter segurança quanto ao futuro", afirmou Fernando Campos. Contactado pela Lusa, Alan Matthews, presidente da Kernow Mining Portugal, admitiu a existência de "um problema arqueológico", mas escusou-se a comentar a situação. "Estamos a negociar com as autoridades. É muito importante que as coisas se resolvam. Não queremos trabalhar contra ninguém", afirmou Alan Matthews.

Para tentar ultrapassar o problema, a Câmara de Boticas solicitou à Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho a elaboração de um estudo que permitisse chegar a uma solução que servisse todos os interessados. O estudo, segundo Fernando Campos, definiu uma "área sagrada", que não pode ser destruída, mas admite que a exploração mineira pode decorrer nas restantes zonas "se houver cuidados com os trabalhos".

(21 Ago 2007). Lusa: http://www.rtp.pt/index.php?article=294974&visual=16



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por noticiasdearqueologia às 22:07

Quarta-feira, 22.08.07

Antiga mina romana de Limarinho(Boticas), pode voltar a produzir ouro.

A empresa canadiana Kernow Mining está interessada na exploração de ouro nas antigas minas romanas de Limarinho, em Boticas, depois das primeiras perfurações e análises de amostras recolhidas nas rochas à superfície revelarem resultados animadores. "Temos boas indicações de que o ouro continua lá", afirmou Alan Matthews, presidente da Kernow Mining Portugal (KMP), em declarações à Lusa.

"Estamos seguros da existência de ouro, mas não sabemos ainda qual a quantidade", salientou, acrescentando que "o próximo passo é realizar um grande número de furos (sondagens) para conseguir informação que permita calcular quanto ouro ali existe e quanto dinheiro é preciso para o ir buscar".

O interesse da Kernow Mining incide na zona da denominada Mina do Poço das Freitas, uma área que foi explorada pelos romanos entre os séculos I e IV. O presidente da KMP não acredita que o local venha a ser uma grande mina de ouro, mas admite que os estudos possam revelar as potencialidades de uma exploração "entre pequena e média dimensão".

Nesse caso, a Kernow Mining poderá vir a investir em Limarinho "entre 20 a 60 milhões de euros".

Alan Matthews admitiu à Lusa que acredita neste projecto, até porque os romanos fizeram grandes explorações de ouro na zona de Boticas e a experiência diz que "o melhor local para encontrar uma mina é procurar onde existiu uma no passado".

Aparentemente, os primeiros trabalhos de prospecção realizados em Limarinho, no sopé da Serra do Leiranto, deram razão a esta teoria, tendo sido identificado um potencial mineiro de 7,1 toneladas de ouro.

Os conhecimentos demonstrados pelos romanos para escolher os locais de exploração de ouro foram também elogiados por Fernando Campos, presidente da Câmara de Boticas, salientando que "todas as sondagens mostram que os locais onde eles exploraram são os que têm teores de ouro mais elevados".

"Para o concelho, este projecto não representa nada de significativo em termos de investimento e de emprego. O que nos interessa é aproveitar (as antigas minas romanas) em termos de turismo cultural", afirmou o autarca. As antigas minas romanas, de que ainda são visíveis entradas de galerias subterrâneas, poços, diques e canais para o transporte de água e alguns montes de escombros de minério não aproveitado, são a maior obra realizada pelo homem em Boticas.

"A nossa ideia é criar um circuito de visita que permita ver como funcionavam as minas romanas", salientou Fernando Campos, revelando que a autarquia admite investir cerca de um milhão de euros neste projecto.

A autarquia pretende criar um parque arqueológico envolvendo as minas das Batocas, do Poço das Freitas e do Brejo, que incluirá um centro de interpretação, percursos pedonais, plataformas de observação e a reabilitação de antigos povoados mineiros das épocas castreja e romana.

Um estudo elaborado pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho considera que aquela área "possui características únicas de autenticidade, originalidade e monumentalidade", frisando que se trata de "um dos mais importantes complexos mineiros antigos do Norte de Portugal".

 
Francisco Ribeiro (21 Ago 2007). Lusa:http://expresso.clix.pt/Economia/Interior.aspx?content_id=412465

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por noticiasdearqueologia às 22:00


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