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Terça-feira, 12.06.07

Palácio de Queluz: 21 Maravilhas...

O Palácio de Queluz, propriedade primeira da Casa do Infantado, foi objecto de um prolongado processo de obras ao gosto e necessidade de cada residente. “Se, acerca de Mafra não se podia falar em manta de retalhos, em Queluz a expressão tem pleno cabimento. O palácio é um local feérico e despreconceituado em que a arquitectura se exibe com a transitividade da festa e a seriedade da exibição do poder”1.
A Quinta conheceu uma primeira ampliação ao pavilhão de caça que aí existia desde o século XVI, no tempo de D. Francisco, irmão de D. João V. Foi, no entanto, com D. Pedro que Queluz assumiu as proporções de verdadeiro palácio estival, conhecendo então duas grandes campanhas de obras. Na primeira, D. Pedro encontrava-se relativamente à margem da corte, e a direcção dos trabalhos e os planos foram da responsabilidade do arquitecto da Casa do Infantado, Mateus Vicente de Oliveira. A segunda ficou marcada por Jean Baptiste Robillion.


  


Retomando as intervenções no Palácio, Mateus Vicente trabalhou aqui entre 1747 e 1752, ordenando o pátio de honra, reformando o torreão de D. Francisco, e definindo a fachada de cerimónia sobre os jardins, que recorda a da Igreja das Mercês, no denominado “Barroco congelado”1. A fachada de Malta, com duplo telhado e “coroamento dinâmico” ligado às suas experiências do Barroco italiano e do centro da Europa, foi modificada, mais tarde, com a abertura da Sala do Trono2. Os jardins foram decorados por vasos, estátuas de mármore e chumbo, vindas de Itália e de Inglaterra (e, mais tarde, o canal foi um dos primeiros exemplos de revestimento azulejar polícromo rococó). Depois de 1755, Mateus Vicente cedeu o seu papel a Jean Baptiste Robillion, que desenhou um plano de jardins à Le Nôtre; o próprio pavilhão com o seu nome, em 1774, destinado aos aposentos do príncipe e que deveria resolver a questão dos desníveis do terreno com uma escadaria cenográfica estilo Luís XV; e todo o conjunto dos interiores que denunciam o gosto Rocaille francês. Para além dos artífices franceses, aqui trabalhou Silvestre Faria Lobo (responsável pela talha da capela, em 1752), colaborando com Robillion na concepção de interiores tão significativos como os da sala dos Embaixadores, da sala do Trono, ou da sala de Música. Nesta segunda fase, o Palácio fechou-se sobre si próprio, passando a sua planta a desenhar um U, cujo intimismo é comum aos palácios Rocaille um pouco por toda a Europa. Por outro lado, acentuou-se a importância dos interiores, tornando Queluz num dos maiores exemplos da aplicação da talha na arquitectura civil.


As obras prosseguiram com outros intervenientes, mantendo-se até 1807. A Casa da Ópera, da autoria de Inácio de Oliveira Bernardes, remonta a 1778. A sua posterior destruição deu lugar ao Pavilhão D. Maria, edificado entre 1785 e 1792, sob projecto de Manuel Caetano de Sousa. Esta é, actualmente, a residência oficial dos Chefes de Estado que visitam Portugal. Quando, em 1794, a família real foi obrigada a deslocar-se para Queluz devido ao incêndio da Real Barraca da Ajuda, introduziram-se novas modificações e alterações funcionais, incluindo na própria designação dos espaços: a Sala Grande passou a ser denominada por Sala dos Embaixadores e a Sala Oval por Sala do Trono.
http://www.7maravilhas.sapo.pt/mon18.html
[IPPAR (GOMES, 1987; PIMENTEL, 1989)]

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