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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 19.08.07

MONUMENTO MEGALÍTICO DESTRUÍDO em Tondela

Um vestígio sepulcral, pertencente ao conjunto de três monumentos megalíticos da necrópole de Tojal Mau, em Tondela, foi destruído, após movimentações das terras que sustinham o monumento. A Mamoa de Tojal Mau, assim se designa o vestígio histórico, era referente ao período cronológico entre 4500 A.C. e 2500 A.C.
O incidente foi denunciado por um professor de história, Jorge Humberto, a leccionar na cidade de Tondela, que, durante as suas visitas aos achados arqueológicos do concelho, se deparou com as terras removidas. As perturbações no solo ocorreram, em data incerta, quando o dono dos terrenos decidiu estabelecer um prado para ovinos. Jorge Humberto reconhece que o proprietário “terá destruído o monumento por desconhecimento ou ignorância” do significado do vestígio. O professor de História só lamenta a “inexistência de um inventário do concelho” que permita identificar e proteger o património.
A Mamoa do Tojal Mau é o quarto monumento do género a ser destruído desde o ano de 1990.
As mamoas são montículos megalíticos, em terra e pedra, implantados no topo de um pequeno relevo natural. O monumento do Tojal Mau apresentava, segundo um relatório do Centro de Estudos Pré-Históricos da Beira Alta, “contorno circular, com cerca de 15 metros de diâmetro e um metro de altura, mediana depressão central e três esteios em granito, provavelmente pertencentes a um dólmem simples”. Da mamoa, só restam os três esteios, que se encontram parcialmente soterrados.
“É uma perca em termos científicos, educacionais e turísticos”, refere Jorge Humberto, alertando para o facto de que “não foram feitas escavações arqueológicas” no local, para apurar o que o monumento poderia conter.
Segundo uma das responsáveis pela delegação do Instituto Português de Arqueologia, Gertrudes Branco, a salvaguarda do património arqueológico passa pela “actualização do inventário nacional”, pela criação de inventários concelhios e por acções de sensibilização dos proprietários dos terrenos. Gertrudes Branco adianta que os donos das terras que destruam monumentos arqueológicos, que são de interesse nacional, podem vir a ser sancionados.


(17 Ago 2007). Jornal do Centro: http://www.jornaldocentro.pt/index.php?lop=conteudo&op=d9fc5b73a8d78fad3d6dffe419384e70&id=235a4b01cca43ead1a2435ec19c04bab

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por noticiasdearqueologia às 21:40


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