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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 05.07.09

Petição contra construção do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes

Uma petição com o objectivo de fazer suspender todas as resoluções relativas à construção do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA), foi posta a circular on-line tendo recolhido 550 assinaturas no espaço de uma semana.


 


A petição, a que se pode aceder em www.gopetition.com/, pede que o projecto seja ‘repensado’ assentando em quatro pressupostos que apontam para a ‘excessiva altura” da torre que vai albergar o Museu e reclamando pela ‘suspenção camarária de todas as resoluções sobre a sua construção.


 


A petição pede que a campanha autárquica se centre na discussão do projecto e que seja suscitado um referendo local sobre a matéria, a realizar em Assembleia Municipal pós-eleições autárquicas.


 


Segundo disse à agência Lusa o autor e primeiro subscritor da petição, José Carreiras, a petição “reivindica uma decisão democrática sobre o MIAA, uma vez que a autarquia não tem legitimidade para impor em fim de mandato, e sem um verdadeiro debate público, um projecto que terá um enorme impacto sobre a cidade e que merece as maiores dúvidas e objecções dos abrantinos”.


 


A discussão sobre este projecto, continuou, “deve ser retirada imediatamente da esfera da discussão especializada porque antes da arquitectura, o que está em causa é urbanismo e democracia. Não podemos aceitar uma civitas imposta e não discutida”.


 


Promovido pela Câmara Municipal de Abrantes e pela Fundação Estrada, o MIAA tem o propósito de apresentar as colecções de Arqueologia, de História e de Arte, desde a Pré-História até à Época Contemporânea, reunidas pelas duas instituições.


 


Com um orçamento previsto na ordem dos 12,5 milhões de euros, o arquitecto Carrilho da Graça, autor do projecto, disse à agência Lusa que, ao projectar o Museu, procurou “a maneira mais interessante de expor a colecção” tendo chegado à conclusão que a melhor forma de o fazer seria “uma torre que conciliasse a beleza da cidade e da paisagem, com a intensidade dos objectos a expor”.


 


O projecto, já aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) “é uma obra que vai alterar radicalmente a paisagem da cidade de Abrantes, vai permitir uma vista privilegiada para vários pontos da cidade e vai constituir-se como um novo ex-libris da região”.


 


“Na petição que circula há um aspecto que desagrada, disse Carrilho da Graça, tendo afirmado que “a caricaturagem do projecto e a sua divulgação com fotomontagens totalmente incorrectas não é admissível”.


 


Segundo acrescentou, “essa eventual polémica está a ser baseada em representações caricaturais de projecto, das quais eu discordo, e é natural que as pessoas que não conhecem o projecto fiquem com má impressão ao ver aquela imagem e que o considerem um atentado ao património”.


 


“O meu ponto de vista não é esse, estou disponível para explicar o projecto as vezes que forem necessárias mas não posso é desmontar as caricaturas que são feitas do Museu, a não ser judicialmente ou através da Ordem dos Arquitectos”, disse Carrilho da Graça, afirmando-se “bastante convicto” do que está a fazer.


Fonte: (3 Jul 2009). O Mirante: http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=54&id=31929&idSeccao=479&Action=noticia

Autoria e outros dados (tags, etc)

por noticiasdearqueologia às 21:57


1 comentário

De Sérgio a 15.07.2009 às 22:32

Caro Jaime, só tenho a agradecer o seu comentário e informação adicional. Obrigado.

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