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Segunda-feira, 15.06.09

Arqueólogos já identificaram mais de 700 lajes com gravuras rupestres

Mais de 700 lajes com arte rupestre foram identificadas nos últimos 11 anos nas margens dos rios Ceira e Alva, transformando aquela área numa «das mais ricas da Península Ibérica», disse o arqueólogo Nuno Ribeiro.


Segundo Nuno Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), que sexta-feira apresentou em Seia o resultado de estudos desenvolvidos no âmbito do projecto de investigação "Estudo das Manifestações de Arte Rupestre dos Rios Ceira e Alva", até agora foram estudadas e inventariadas 580 lajes com gravuras rupestres, algumas com mais de dez mil anos, embora estejam assinaladas mais de 700.

«Só com aquilo que conhecemos, acreditamos tratar-se de uma das maiores concentrações de arte rupestre portuguesa e da Península Ibérica», disse o responsável no primeiro encontro de arqueologia promovido pela APIA em Seia, que reuniu cerca de duas dezenas de especialistas nacionais e estrangeiros.

Nuno Ribeiro, que identificou os primeiros núcleos de gravuras há 11 anos, no vale do rio Ceira, contou que «existe arte rupestre identificada, com mais de dez mil anos, a mais de mil metros de altitude, facto que faz desta região uma área extremamente importante, entre a área do rio Tejo, Vila Nova de Foz Côa, e entre o Guadiana, sul da Península de Portugal, com tudo o que se conhece no Norte de Espanha». Adiantou que a arte rupestre estudada estende-se por 11 grandes áreas dos rios Ceira e Alva, em áreas dos concelhos de Seia, Góis, Arganil, Pampilhosa da Serra, Covilhã e Oliveira do Hospital.

Referiu que, «muitas vezes, os núcleos estão concentrados num quilómetro quadrado e há locais onde existem cinco lajes» com gravuras de vários períodos, «desde o final do Paleolítico até aos nossos dias». «Neste momento temos gravuras do tipo zoomorfos, a representação de animais, temos a representação de um auroque a mil metros de altitude, o que é inédito na nossa arqueologia, e temos um conjunto de arte esquemática fabulosa», relatou o arqueólogo, para quem, os achados justificam a criação de um parque arqueológico, considerando que a ser concretizado «toda a região Centro poderá ganhar com isso».

Nuno Ribeiro afirmou que a APIA, de forma isolada, não consegue dinamizar um projecto desta natureza, pelo que «terá que haver vontade política» para o concretizar.




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Parque poderá ser pólo de desenvolvimento

Maria Soledad Corchón, arqueóloga da Universidade de Salamanca (Espanha), disse à Lusa que ficou «surpreendida» com os achados arqueológicos existentes na região. «Creio que esta concentração de gravuras rupestres é uma das maiores da Europa», admitiu, salientando que a criação de um parque arqueológico «seria benéfico para Portugal, para Espanha e para o resto da Europa». Esta arqueóloga espanhola observou que um parque que combinasse a vertente arqueológica e paisagística «poderia ser um pólo de desenvolvimento para a região».

Já Cristina Sousa, vereadora com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Seia, que participou na sessão de abertura dos trabalhos do encontro do dia 5 de Junho, admitiu que existe «um potencial muito vasto que é necessário ter em conta». Garantiu que a autarquia «está atenta a essa situação», mas reconheceu que o projecto do parque arqueológico terá de «passar, forçosamente, por parcerias, quer com outras entidades, quer com outros municípios».

A vereadora lembrou que na freguesia de Vide, no concelho de Seia, por iniciativa da APIA e da autarquia, já está a funcionar um Centro de Interpretação de Arte Rupestre, que tem contribuído para a divulgação daquele património histórico e cultural.

Fonte: (13 Jun 2009). Porta da Estrela: http://www.portadaestrela.com/index.asp?idEdicao=279&id=12267&idSeccao=2569&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 22:17


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