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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Domingo, 07.06.09

Urbes Romanas” juntam esforços para promover o turismo transfronteiriço



 


Esta parceria gerou uma candidatura a fundos comunitários, mais precisamente ao FEDER, que foi já aprovada, e cujo investimento ascende a 674.960 euros. A cidade de Mérida foi comparticipada em 574.960 euros, cabendo-lhe a responsabilidade assumida de 143.760 euros, enquanto Évora foi subsidiada em 100 mil euros sendo o investimento autárquico de 25 mil euros.


Esta iniciativa foi dada a conhecer, ontem, numa vídeo-conferência de imprensa realizada em simultâneo no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Évora e no "Ayuntamiento" de Mérida, tendo José Ernesto Oliveira e o seu homólogo José Ángel Calle Gragera salientado "a importância da criação desta entidade de cooperação territorial, prevista pela União Europeia".


No âmbito desta parceria, Évora vai ainda editar uma publicação promocional sobre a origem romana da cidade, bem como elaborar um plano técnico e uma carta de boas práticas das diferentes escavações arqueológicas existentes. O edil acrescentou também que a autarquia vai organizar, até ao final deste ano, um certame com vista a promover as economias locais de ambos os lados da fronteira "com vista a aumentar o turismo nas duas cidades".



No entender do alcaide de Mérida, José Ángel Calle Gragera, esta parceria "é de extrema importância não só por tudo o que temos em comum, mas também porque entendemos que a aposta no turismo e no património cultural pode contribuir para o relançamento da economia e da criação de emprego, sobretudo nos tempos de crise que atravessamos". O autarca salientou ainda a relevância que a cidade de Évora tem para si, afirmando mesmo considerá-la "como uma cidade de referência para Espanha", que "tem projectos muito aliciantes do ponto de vista urbanístico e que nos interessa conhecer".



Em contrapartida, o alcaide sublinhou que Mérida tem igualmente de contribuir para esta colaboração, tendo decidido optar por uma estratégia de utilização das novas tecnologias com vista à difusão do património. "Faremos uma plataforma digital/portal Web de promoção turística e cultural, que é uma ferramenta digital e interactiva com múltiplas aplicações e que permite aos turistas de ambas as cidades recolherem informação antes de iniciarem as visitas", explicou.


Um outro evento que conta da candidatura é a realização de uma Feira Internacional de Vestígios Arqueológicos, "onde convidaremos Évora a participar, bem como outras cidades italianas, trazendo deste modo, à nossa cidade, os melhores e maiores especialistas em escavações arqueológicas para debater e propor iniciativas concretas sobre esta temática, a fim de projectarmos esta feira a nível europeu". Por outro lado, em 2010, o alcaide afirmou que vão celebrar o centenário do início das escavações arqueológicas em Mérida, "estando prevista uma série de conferências em torno do património arqueológico".



É desta troca de experiências que Évora e Mérida pretendem beneficiar, apesar de José Ernesto Oliveira ter anunciado existirem outros projectos "que se irão continuar a desenvolver no sentido de tentar aproveitar esta proximidade e amizade que existe entre as duas cidades e os dois alcaides, podendo-se tirar partido do desenvolvimento sustentável das nossas cidades e populações".



 



O presidente da Câmara Municipal de Évora explicou que caberá à cidade eborense disponibilizar o plano de gestão integrado do Centro Histórico, "que tem como finalidade combater as ameaças de desertificação, que Mérida também está a sofrer, assumindo-nos assim como a segunda cidade portuguesa a ter este programa estratégico e integrado da zona intra-muralhas". Na sua opinião, este é um documento que permitirá gerir o centro histórico tendo em conta as linhas de intervenção prioritárias, "havendo ainda um observatório que irá ter uma postura de vigilância constante sobre o centro histórico e sobre a cidade".



A Câmara Municipal de Évora e a sua congénere de Mérida, Espanha, estabeleceram um projecto transfronteiriço, intitulado "Urbes Romanas", que tem como objectivos estudar e preservar a unidade cultural, promover e divulgar o património histórico existente nas duas cidades a fim de promover o turismo e a economia local de ambas as cidades.


Fonte: (3 Jun 2009). Diário do Sul: http://diariodosul.com.pt/index.php/noticias/1058

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por noticiasdearqueologia às 00:18


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