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Sexta-feira, 27.03.09

Alunos da Escola Profissional de Arqueologia promovem "manif" por falta de pagamento de subsídios

Os alunos da Escola Profissional de Arqueologia (EPA) vão manifestar-se quinta-feira no Marco de Canaveses, em protesto contra os atrasos no pagamento de subsídios, que está a afectar o funcionamento desta escola única no país.


"A nossa escola encontra-se numa situação muito delicada. Os professores contratados estão sem receber subsídios desde Setembro de 2008 e os alunos não recebem desde Janeiro", denunciou Cristiana Lopes, aluna da EPA, num documento enviado à Lusa.


Em causa, está a transferência para a escola de verbas do Programa Operacional de Potencial Humano (POPH), que visa ultrapassar o défice de qualificações da população portuguesa.

Este programa concentra 8,8 mil milhões de euros de investimento públicos, dos quais 6,1 mil milhões são comparticipados pelo Fundo Social Europeu.


No ano passado, o POPH concedeu à Escola Profissional de Arqueologia um apoio de cerca de um milhão de euros para cursos profissionais.


Relativamente à situação dos alunos, Cristiana Lopes salientou a importância dos subsídios, atendendo a que a maior parte dos estudantes não é do Marco de Canaveses e necessitam deste apoio para pagar a renda de casa e assegurar as suas despesas pessoais.


"Há muitos alunos que dependem deste subsídio e alguns já estão a ser ameaçados de despejo pelos senhorios", alertou Cristiana Lopes.


"Os alunos não suportam mais esta situação e querem mostrar ao país o que se está a passar", acrescentou a aluna, numa alusão à manifestação que terá lugar quinta-feira, a partir das 09:00, frente aos Paços do Concelho de Marco de Canaveses.


Contactada pela Lusa, uma fonte da direcção da EPA confirmou a existência de "atrasos" no pagamento de subsídios aos alunos.


"Os subsídios não estão a ser pagos desde Janeiro", frisou a fonte, escusando-se a adiantar mais comentários sobre o assunto, nomeadamente sobre as consequências desta situação para o funcionamento da escola.


A Escola Profissional de Arqueologia, instituição pública criada em 1990 pelos ministérios da Educação e da Cultura, é a única escola profissional nesta área em Portugal.


Actualmente conta com cerca de uma centena de alunos, incluindo duas dezenas de estudantes provenientes de Cabo Verde.


A escola situa-se junto à Estação Arqueológica do Freixo, nos arredores de Marco de Canaveses, na antiga cidade romana de Tongobriga, uma das últimas construídas no território que actualmente é Portugal.


O problema do financiamento das escolas profissionais foi levantado terça-feira pela Federação Nacional dos Professores (FENPROF), que o considerou "insuficiente".


Esta estrutura sindical denunciou ainda os atrasos existentes, referindo que há estabelecimentos de ensino que não recebem há seis meses.


Na resposta, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, considerou "lamentável e vergonhoso" que a FENPROF impute ao governo responsabilidades nas regras de financiamento das escolas profissionais.



Em declarações à Lusa, Valter Lemos reconheceu, no entanto, que as regras de financiamento impostas às escolas profissionais pelos fundos europeus "são um problema".


Fonte: (25 Mar 2009). RTP / LUSA: http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Alunos-da-Escola-Profissional-de-Arqueologia-promovem-manif-por-falta-de-pagamento-de-subsidios.rtp&article=210214&visual=3&layout=10&tm=8

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por noticiasdearqueologia às 23:49



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