Segundo disse à Lusa fonte da autarquia, estima-se que as sepulturas datem dos séculos III e IV e sejam parte da vasta necrópole da cidade de Óssonoba, nome dado pelos romanos a Faro, da qual foram já encontradas mais de uma centena de sepulturas.
A descoberta aconteceu durante os trabalhos arqueológicos que visam minimizar o impacto sobre o património que a construção do parque de estacionamento, que deverá ter 224 lugares, implica.
Depois de catalogadas e fotografadas, as sepulturas vão integrar o espólio do Museu Municipal de Faro.
Em 1878, o arqueólogo Estácio da Veiga descobriu no mesmo local 38 sepulturas e cerca de 60 anos mais tarde foi Abel Viana que escavou mais sete sepulturas daquela necrópole, na Rua D. João de Castro.
Escavações mais recentes efectuadas no Largo 25 de Abril e Rua João Lúcio, há cerca de três anos, trouxeram à luz do dia mais 90 sepulturas, permitindo definir com maior precisão os limites da maior necrópole romana de Ossónoba.
Esta situava-se fora da antiga cidade romana e o seu perímetro pode ser definido como ocupando a área que vai desde o bairro do Teatro Lethes até à Pontinha, passando pela Rua de Portugal e Largo 25 de Abril.
Lusa (26 Jul 2007): http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/McBA