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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...


Quinta-feira, 02.01.14

Vestígios arqueológicos na Europa mostram comércio atlântico na era romana

Um estudo da Universidade Autónoma de Barcelona mostrou que existia comércio atlântico na época romana, comprovado por novos vestígios arqueológicos provenientes de diversos locais na Europa.

As provas que sustentam a constatação deste comércio foram descobertas em vários locais arqueológicos das costas da Península Ibérica, da Alemanha, da Holanda e do noroeste de França, no âmbito de um projeto internacional que envolveu também universidades de Lisboa e da Alemanha.

O arqueólogo da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) César Carreras explicou, numa entrevista à agência Efe, que a primeira surpresa foi descobrir que "mais de 70 por cento das ânforas da Grã-Bretanha descobertas em 103 explorações arqueológicas da época romana eram de origem peninsular".

Predominavam, especificamente, ânforas de azeite de Guadalquivir, peixe da baía de Cádis e vinhos do sul e da zona da Catalunha (Espanha).

"Para alcançar as ilhas britânicas, a rota mais adequada era a atlântica, quer devido aos custos quer pelo tempo, e a única dúvida residia na dificuldade da travessia atlântica e na falta de barcos afundados, mas nos últimos anos, completámos esta visão com o estudo de cidades romanas na Holanda (Kops Plateau) e na Alemanha (Xanten, Neuss), que confirma o que havíamos visto em Inglaterra", disse o investigador.

As novas descobertas na Holanda e na Alemanha de "uma quantidade espetacular de ânforas peninsulares", de datas muito antigas -- época de Augusto -- quando os romanos tinham acabado de conquistar estes territórios.

Na opinião do arqueólogo, se até agora havia reticências para aceitar esta rota atlântica, especialmente na sua vertente ocidental (costa portuguesa, galaica e andaluza), os achados da Holanda e Alemanha reforçam esta hipótese de forma concludente.

Além disso, mostram uma cronologia muito antiga (ano 16 antes de Cristo) em uma quantidade de produtos muito importantes dentro do aprovisionamento militar das campanhas de conquista do imperador Augusto na Germania.

"Tanto a quantidade como a variedade de produtos e a cronologia parecem inéditos e ajudam a completar a informação que os nossos colegas franceses estavam a documentar na costa norte francesa, que tem o mesmo tipo de produtos, em proporções semelhantes e com datações idênticas", afirmou Carrera.

As ânforas são vasos concebidos para o transporte marítimo ou fluvial e, portanto, a sua presença a norte do Reno faz supor que este rio era um dos acessos destes produtos.

A nível de arqueologia subaquática, o Atlântico, prosseguiu o especialista da UAP, é um lugar difícil para trabalhar devido à profundidade em que podem estar os possíveis barcos (abaixo dos 30 metros), mas más condições de visibilidade e o frio.

"A maioria dos achados são de barcos que se afundaram na costa ou em rias e a cada dia temos mais, nomeadamente em Portugal, o último em Esposende, na Galiza, nas ilhas do canal da Mancha e a costa belga", que confirmam uma importante circulação comercial, "se bem que não tão importante como no Mediterrâneo", referiu.

Fonte: JH/APN (31.12.2013). Lusa/PortoCanal:http://portocanal.sapo.pt/noticia/13918/

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por noticiasdearqueologia às 20:59

Quinta-feira, 05.12.13

Esqueleto da era romana é encontrado em fossa na Grã-Bretanha

 

Um esqueleto humano, provavelmente da época da ocupação romana na Grã-Bretanha, foi descoberto em uma fossa de esgoto na região de Yorkshire, norte da Inglaterra.

Empreiteiros da companhia de água Yorkshire Water estavam trabalhando em instalações de esgoto em uma rua quando encontraram os ossos.

Segundo Chris Pole, arqueólogo da Northern Archaeological Associates que acompanhou a obra, o local da descoberta teria sido um antigo cemitério romano.

— Nós estávamos monitorando a escavação depois de uma pesquisa ter mostrado que a área abrigava um cemitério romano; vários túmulos tinham sido descobertos durante a construção da igreja de St. Peter, no século 19.

O esqueleto, considerado 'surpreendentemente intacto', foi retirado e deve passar por exames que vão determinar o sexo, idade e, se possível, causa da morte.

— O esqueleto foi colocado na cova em uma posição fetal, possivelmente simbolizando o nascimento. Apesar de ter sido encontrado dentro dos limites de um cemitério romano, [o esqueleto] tem semelhanças com enterros pré-históricos. Não foram colocados objetos no túmulo.

Segundo Chris Pole, o antigo cemitério romano estava localizado à beira de uma antiga estrada que ligava um forte construído pelos colonizadores da época a um assentamento chamado Derventio.

O arqueólogo afirma que os corpos naquela época não eram sepultados dentro dos limites das cidades por uma questão de higiene.

Fonte: (05.12.2013). R7 Notícias: http://noticias.r7.com/internacional/esqueleto-da-era-romana-e-encontrado-em-fossa-na-gra-bretanha-05122013

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por noticiasdearqueologia às 21:29

Segunda-feira, 12.08.13

GUARDA: Escavações desvendam passado da Estação Arqueológica do Mileu

A Câmara Municipal da Guarda está a realizar escavações na Estação Arqueológica do Mileu, sob a coordenação geral do arqueólogo municipal Victor Pereira, com a participação de 9 alunos das Universidades de Coimbra e do Porto, dois trabalhadores da autarquia e um técnico de conservação e restauro.
Os trabalhos decorrem em três fases distintas e visam “conhecer o sítio na sua dimensão cronológica e funcional”, como explicou Victor Pereira ao Jornal A Guarda. A primeira fase da campanha de escavações decorreu entre 17 e 28 de Junho; a segunda vai de 1 a 26 de Julho e a terceira, mais vocacionada para o restauro das estruturas postas a descoberto, irá realizar-se no mês de Setembro.
A campanha de investigação em curso dá continuidade aos trabalhos dos anos anteriores “para se tentar perceber a importância do sítio nos diversos contextos, tentar perceber a funcionalidade do local ao longo dos tempos”, disse o arqueólogo que coordena os trabalhos em colaboração com Ana Ascensão. “Para o período do século I-II d. C. temos a noção que o sítio tem uma grande importância a nível regional, pois a dimensão do conjunto termal é muito grande para a região. Alguns autores reconhecem que poderá ter sido um núcleo urbano da Beira Interior, daí a importância do sítio e das escavações”, disse. “Perceber o que aconteceu no século III e IV d.C. em que as termas parecem ter sido abandonadas e onde se regista a ocupação de uma pequena área. Só agora, com o avanço dos trabalhos e com todo o tratamento de materiais é que poderão ser tiradas conclusões mais precisas”, acrescentou. Victor Pereira indicou que foram abertas sondagens “para tentar perceber mais questões relacionadas com a arquitectura do próprio edifício termal, como o funcionamento das condutas e da zona do caldário, as ligações de águas e os muros”. Outro dos propósitos é “tentar perceber a continuidade de estruturas para a zona Nascente e a sua evolução ao longo dos tempos”. “Na zona Nascente, nos anos anteriores detectámos uma área ocupada no século III e IV d.C. e também algumas estruturas do Período Medieval, século XII – XIII, possivelmente associadas à construção da Capela do Mileu. Estamos também a tentar perceber se há mais estruturas para Norte, para as proximidades da Capela e estamos a encontrar bastantes materiais do Período Medieval”, contou o arqueólogo. Até ao momento, na Estação Arqueológica do Mileu, descoberta em 1953 durante os trabalhos de construção da estrada de ligação entre a Guarda e a Guarda-Gare, foram encontrados materiais “muito semelhantes aos anteriores: no século I-II d.C. temos muitos materiais associados à ocupação (terra sigillata, lucernas, cerâmica cinzenta fina e comum) e estão a aparecer materiais de construção romanos”.
A arqueóloga Ana Ascensão, aluna de mestrado em “Arqueologia e Território” da Universidade de Coimbra, que está pela primeira vez a realizar escavações no Mileu, disse ao Jornal A Guarda que o local “é um sítio muito interessante”. “Já conhecia o sítio arqueológico, mas não tinha ideia da parte Medieval. Foi muito bom saber que havia níveis arqueológicos da época Medieval. É bom termos sítios onde consigamos apanhar essa longa diacronia, temos níveis de várias épocas. Só a nível romano o sítio será o melhor da zona, tanto a nível de materiais como de estruturas”, disse a arqueóloga, natural de Rapa, Celorico da Beira, que está a desenvolver uma tese de mestrado sobre a análise global do território para se perceber a sua ocupação.
Rita Vaz, de 22 anos, aluna do primeiro ano de mestrado em arqueologia da Universidade de Coimbra, disse que as escavações no Mileu “estão a correr muito bem”. Sobre a presença no campo de trabalho, referiu: “Acabamos por ganhar currículo. Se estamos a tirar um curso de arqueologia não conseguiremos ir para o mercado de trabalho se não tivermos prática”.
João Fernandes, 21 anos, aluno do 2.º ano de Arqueologia da Universidade do Porto, também pela primeira vez na Guarda, disse que a escavação na Estação Arqueológica do Mileu “está a ser uma experiência enriquecedora”.

Fonta: (11-07-2013): Jornal A Guarda: http://www.jornalaguarda.com/index.asp?idEdicao=511&id=29212&idSeccao=7369&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 21:41

Quinta-feira, 25.07.13

Estudante de arqueologia encontra cabeça de deus romano com 1800 anos

Um estudante de arqueologia descobriu uma cabeça de pedra com cerca de 1800 anos. A peça poderá ter pertencido a uma estátua de um deus romano, venerada no nordeste de Inglaterra. Veja o vídeo.

Um estudante de arqueologia encontrou uma cabeça de pedra, com 20 centímetros de altura, alegadamente pertencente a uma estátua de um deus romano, venerado no século II ou III dC como fonte de inspiração para a guerra.

Alex Kirton, com apenas 19 anos e estudante de arqueologia do primeiro ano, encontrou a cabeça enquanto analisava o que seria, em tempos, um depósito de lixo ancestral. "Como estudante de arqueologia isto é uma das melhores e mais excitantes coisas que poderiam ter acontecido".

Um professor de arqueologia na Universidade de Durham, David Petts, comentou o achado: "Nós encontramos a cabeça Binchester perto do local onde um altar romano foi encontrado, há cerca de dois anos. Pensamos que possa estar associado a um pequeno santuário dentro de uma casa de banho, destruída, provavelmente, no século IV, DC."

Porém, no ano de 1862, uma cabeça semelhante a esta havia sido encontrada em Newcastle, Inglaterra. O artefacto vinha com uma inscrição identificando-o como Antenociticus, um deus de origem celta, adoptado por alguns britânicos e romanos.

Fonte: 05.07.2013. Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=3305580

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por noticiasdearqueologia às 22:02

Quinta-feira, 25.07.13

Arqueólogos do Politécnico de Tomar descobrem vestígios com cerca de dois mil anos

Um grupo de arqueólogos do Laboratório de Arqueologia e Conservação do Património Subaquático do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e do Grupo de Pesquisa de Educação Patrimonial e Arqueologia, da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) descobriram, na última semana, novos vestígios de ocupação humana datadas da época clássica durante uma escavação no interior da gruta do Bacelinho, em Alvaiázere.

A cavidade, uma antiga mina romana, possui mais de 500m2 e uma humidade relativa bastante alta, integrando-a nas metodologias da arqueologia subaquática. Entre os vários objectos exumados destacam-se os elementos metálicos, alguns de armamento pertencentes aos militares que guardavam a mina, como é o caso de duas espadas, uma ponta de seta e parte de uma ponta de lança.

Foram ainda exumadas diversas vasilhas de diferentes tipologias, lamparinas comummente utilizadas para iluminação de locais fechados e fragmentos de pequenos recipientes em vidro. Os vestígios apontam ainda para a existência de estruturas de lareiras e áreas de pernoita. O material recuperado encontra-se a ser processado no laboratório de campo, pela equipa de conservação, coordenada por Cláudio Monteiro, em instalações cedidas pela Câmara Municipal de Alvaiázere, com vista a uma estabilização eficaz dos objectos e o seu correcto acondicionamento até ao Laboratório de Arqueologia e Conservação do Património Subaquático.

A coordenadora do projecto, Alexandra Figueiredo, do IPT, considera que o estudo permite compreender melhor a ocupação romana na região de Alvaiázere e o processo de exploração mineiro que era empreendido por estes habitantes. Refere, ainda, que o facto de ser uma gruta com um ambiente tão particular garante uma oportunidade única aos alunos de arqueologia subaquática, que participam nos trabalhos, no decurso do seu estágio. Os trabalhos vão continuar até final de Julho, pelo que alguns dos vestígios recuperados poderão ser visionados em Setembro no Museu Nacional de Arqueologia e no Museu Municipal de Alvaiázere.

Fonte: (25.07.2013). O Mirante: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=610&id=93166&idSeccao=10538&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 21:58

Quinta-feira, 09.05.13

Alargada área da Geira romana classificada como monumento nacional

Decisão publicada na segunda-feira protege o troço de Terras do Bouro da via que ligava Braga a Astorga, em Espanha.

Muitos dos marcos anteriormente classificados estão na Mata de Albergaria, no coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês ADRIANO MIRANDA

 

Todo o troço da Geira, via romana que ligava Braga a Astorga, que passa pelo concelho de Terras do Bouro é, desde ontem, monumento nacional.

Até aqui, apenas 35 marcos miliários estavam classificados pelo Estado, tendo agora sido alargada a área de protecção a todo o troço de estrada existente no concelho de Terras de Bouro e às estruturas arqueológicas à sua volta. Fica agora a faltar a publicação de uma portaria que estabeleça uma Zona Especial de Protecção à volta daquele conjunto.

O decreto do Governo que alarga a área classificada foi ontem publicado no Diário da República e abrange a totalidade da via e as estruturas arqueológicas a ela associadas, entre as milhas XIV e XXXIV. Esta área fica exclusivamente dentro do concelho de Terras do Bouro, prolongando-se entre Santa Cruz e o final da Mata da Albergaria, zona de reserva total do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Dentro da classificação estão também elementos como as ruínas das pontes sobre a ribeira do Forno e a ribeira da Macieira, os arranques da Ponte de São Miguel sobre o rio Homem. A nova classificação abrange ainda diversas pedreiras exemplificativas da técnica de construção dos romanos, bem como as ruínas arqueológicas do adro de São João.

No decreto, o Governo reconhece que o facto de a classificação como monumento nacional se limitar ao conjunto de marcos miliários, sem inclusão da própria via, era "manifestamente insuficiente face à importância do conjunto". "É um bom sinal que se tenha concluído este processo", concorda o arqueólogo Francisco Sande Lemos, que estudou aquela estrada romana durante anos. O professor catedrático da Universidade do Minho, hoje aposentado, esteve envolvido na primeira fase deste processo de alargamento da área classificada, começado em 2005.

O trabalho, defende, era "essencial" para proteger o conjunto, mas falta-lhe ainda uma fase "muito importante": a criação de uma ZEP alargada. O conjunto monumental está abrangido apenas por uma zona geral de protecção, que está reduzida a uma área de 50 metros envolvendo as estruturas. Sem a zona especial, os monumentos "estão sujeitos a que se produzam situações complicadas", avisa Sande Lemos. "Só assim se dará muito maior protecção à via ao nível da envolvente e também dos terrenos a partir de onde ela é visível", explica ainda.

Os 35 miliários já classificados em 1910 (situados dos concelhos de Amares e Braga) fazem parte da maior concentração de marcos historiados que se conhece na área de influência do império romano. A Geira foi descrita como a via XVIII do itinerário de Antonino, ligando as cidades de Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga).

A ligação tinha 215 milhas, sendo mais curta que a anterior via entre as duas cidades do noroeste da península, que obrigava a uma passagem por Chaves (Aquae Flaviae). Por isso, a estrada ficou por isso conhecida como Via Nova. Além de funções económicas (ver caixa) a ligação foi criada com "objectivos estratégicos", explica Francisco Sande Lemos. Ao "estender-se ao coração das montanhas", a estrada permitia uma deslocação mais fácil do exército romano, que estava estacionado próximo de León, em caso de necessidade de controlo de uma revolta nesta região do império.

Depois da fronteira da Portela do Homem, a via prolongava-se para o actual território espanhol, ao longo das regiões da Galiza e Castela-Leão. O trabalho de estudo da Geira no lado espanhol foi recentemente concluído, o que faz hoje desta "uma das vias mais conhecidas do império romano na península ibérica", classifica Sande Lemos que é um dos maiores especialistas na história de Bracara Augusta e da presença romana na região.

A estrada do ouro

A informação recolhida pelos investigadores ao longo dos anos sobre a antiga estrada romana de Bracara Augusta a Asturica aponta para que a sua importância na época estivesse sobretudo relacionada com o facto de se inserir numa zona mineira.

A área entre Braga e Astorga chegou a ser a mais importante zona mineira da Península Ibérica e foi aqui extraído a maior parte do ouro que alimentou Roma na época do Alto Império. A Geira era por isso uma espécie de estrada do ouro, servindo um "elevado conjunto de minas", entre as quais Las Médulas, um complexo próximo da cidade espanhola de Ponferrada, que está classificado como Património da Humanidade desde 1997.

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por noticiasdearqueologia às 22:17

Segunda-feira, 30.07.12

Coliseu está a ficar inclinado como a Torre de Pisa


O Coliseu de Roma sofreu um desnivelamento de 40 centímetros. Foi a esta conclusão que chegou a comunidade científica quando, há um ano, realizou um estudo à estrutura do monumento.







Este inclinação, que segundo o site do ABC, é conhecida há um ano por arqueólogos e historiadores, verifica-se na parte sul do Coliseu. Para estudar este fenómeno que poderá deixar o Coliseu com a mesma aparência da Torre de Piza (inclinado), o Núcleo de Arqueologia fez um protocolo com a Universidade La Sapienza e o Instituto de Geologia Ambiental.


Face a este problema (mantido em segredo até agora), deu-se início a alguns trabalhos para controlar o comportamento dinâmico do Anfiteatro Flavio, que deverão estar concluídos dentro de um ano.


As investigações feitas em torno de todo o monumento deverão ajudar a desvendar este enigma. Entretanto, e enquanto os resultados não são conhecidos, Fumagali, o arquiteto supervisor dos estudos, lembra um detalhe que contribui certamente para a inclinação do monumento: a passagem de carros e do metro nas imediações.


Este responsável lembra que "os carros provocam mais danos do que o metro". E questiona: "Para quê submeter o monumento a esta vibração contínua?" Para Fumagali, carros, motos, autocarro turísticos e transportes públicos são o principal atentado contra a saúde do Coliseu. É que a trepidação é responsável pela formação de fissuras, a queda de estuque e gesso.


Fonte: Isaltina Padrão (30 Jul 2012). Diário Notícias: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2694168&seccao=Europa






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por noticiasdearqueologia às 12:39

Quinta-feira, 05.07.12

A vida do Povo feita História

Poucos são os locais em que a História, tem o rosto do povo. O Alto da Vigia, na Praia das Maçãs, é um desses casos raros. Neste local podemos “viajar” de uma forma sedutora, ao encontro do que foram as populações antanhas de Sintra, em sentido lato, e de Colares, em particular.


Na Rádio e no Jornal OCIDENTE sempre tivemos grande paixão pelo lugar. Amor antigo, nutrido pelo fascínio da beleza, ostentativa, do recorte da costa oceânica sintrense. A realidade é que, a percepção do finis terrae, a Ocidente, propicia viagens ao profundo do imaginário colectivo das populações, antigas e actuais, da simpática Freguesia de Colares, que já foi concelho Senhorial.


O local é referenciado desde há muito. Alcançamos as primeiras notícias com Valentim Fernandes, conhecido como o Morávio, corria o Ano da Graça de 1505; um pouco mais tarde em 1541, outro grande vulto da cultura portuguesa, Francisco d’Olanda, deixa um registo em desenho desse mesmo local; na esteira de Francisco d’Olanda, André de Resende, em 1593, referencia e estuda inscrições latinas provenientes do local.
A atenção destes três grandes vultos da cultura, estava centrada na presença de um templo romano consagrado a Soli et Lunae. Templo grandioso, sempre referido nostalgicamente, mas com origem e sustentação nos altos dignatários locais, representantes de Roma, e dos senhores da terra e dos povos. Era, assim, um santuário oficial dos poderosos.
A Arqueologia, outra das nossas paixões, acabaria por revelar outra História para o mesmo local; sobreposto ao templo romano, no Tempo e no Modo, um Ribat, pequeno cenóbio islâmico - marca um espaço de reflexão contemplativa, de vida frugal e ascética. Foi construído com materiais provenientes dos despojos do antigo templo romano. A simples descoberta deste Ribat, dá-nos a dimensão de outros homens, de uma outra cultura, que também é a nossa e nos transporta ao tempo do grande Mestre Sufista Ibn QasÎ.
A verdade do ponto de vista antropológico, tanto cultural como físico, é que um dos “elos” principais da génese saloia foram os escravos mouros, ou os mouros forros (livres), isentos da jurisdição do município de Lisboa por carta fidelitatis et firmitudinis, do nosso primeiro Rei, mas servidores, protegidos e tributários da Coroa, confinados aos reguengos, sujeitos ao alcaide dos mouros ou alcaide do arrabalde, ou dependentes de instituições eclesiásticas.
Laços de sangue, laços culturais, que explicam não só a presença do Ribat, como das lendas de mouras e mouros que povoam o nosso imaginário colectivo. E, que dizer da Lenda da Nossa Senhora de Melides: ”… ide que mil ides”! Milagre que possibilitou que vinte Cavaleiros Cristãos levassem de vencida uma multidão de mouros. Seguramente a mesma população moura que, mais tarde, trabalhavam nas vinhas do Rei, no Reguengo de Colares.
Desta simbiose histórica, quase milenar, nos fala o Folclore, a Toponímia e também a Arqueologia. Contudo o Alto da Vigia, não impressiona só pela paisagem soberba do mar oceânico. Impressiona, sobretudo, pela persistência milenar da presença Humana. Sempre em torno de algo que é “sagrado”, seja no espaço físico, na vista deslumbrante ou na mera função de segurança.
Fonte: Rui Oliveira (4 Jul 2012). Rádio Ocidente: http://www.radioocidente.pt/noticia.asp?idEdicao=158&id=28692&idSeccao=1490&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 20:54

Quarta-feira, 20.06.12

Mina de carvão esconde pelo menos cinco desses animais pré-históricos.

Mina de carvão esconde pelo menos cinco desses animais pré-históricos.
Local a céu aberto fica 80 quilômetros a leste da capital Belgrado.


Arqueólogos encontraram um campo raro de fósseis de mamutes na Sérvia. Estima-se que no local haja restos de pelo menos cinco desses animais gigantes que viveram ali há milhares de anos.




O diretor do Parque Arqueológico de Viminacium, Miomir Korac – que aparece de branco à esquerda da foto abaixo – e colegas trabalham em uma mina de carvão a céu aberto na pequena cidade de Kostolac, 80 quilômetros a leste da capital.


Na imagem, eles se concentram na remoção de uma presa de mamute.


mamute 1 (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)

Presa de mamute é retirada da terra em mina de carvão a céu aberto na Sérvia (Foto: Marko Drobnjakovic/AP).


No lugar, os arqueólogos também identificaram um túmulo da época romana. Os esqueletos estão bastante preservados.


 


Túmulo romano (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)

Túmulo da época romana é encontrado por arqueólogos próximo a Belgrado (Foto: Marko Drobnjakovic/AP).

 


Estudantes de arqueologia já estudam os restos de um mamute achado na mina de carvão em Kostolac. Os jovens tiram fotos e analisam o fóssil do animal pré-histórico.


 


Mamute 2 (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)

Estudantes de arqueologia fotografam fóssil de mamute achado na Sérvia (Foto: Marko Drobnjakovic/AP).





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por noticiasdearqueologia às 22:27

Quarta-feira, 26.10.11

Escavação arqueológica aberta ao público em Braga


UM promove conhecimento público no património construído



A Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM) vai mostrar ao público as sondagens arqueológicas em curso no Convento de São Francisco, em Real, Braga, que será adaptado a Pousada da Juventude, no âmbito da Capital Europeia da Juventude 2012. A iniciativa «Escavação Arqueológica Aberta» decorre a 17, 24 e 31 de Outubro, é promovida pela UAUM e pela Câmara de Braga e segue as recomendações internacionais de promover o conhecimento público das actuações no património construído.
Os cidadãos vão poder acompanhar ‘in loco’ os trabalhos arqueológicos, que decorrem desde Julho, e ver curiosidades como indícios de um povoado calcolítico e da Idade do Bronze. “Achámos 30 fossas escavadas no saibro, é mais uma prova que este é um território com recursos e ocupação humana antiquíssima”, explica o coordenador da equipa da AAUM, Luís Fontes. Os trabalhos confirmaram que na zona do futuro bloco da Pousada da Juventude não foram encontrados indícios relevantes, havendo apenas ajustes a fazer na especialidade, refere o arqueólogo.
Não se prevêem intervenções no piso térreo do convento e propõe-se criar um centro interpretativo na Sala do Capítulo, para valorizar o monumento. Além disso, considera-se que existam vários vestígios com interesse para conservar ‘in situ’, associados ao mosteiro visigótico fundado por S. Frutuoso. Por exemplo, sugere-se a conservação e reactivação do sistema hidráulico monástico, uma vez que o tanque por detrás da fonte D. Diogo de Sousa ainda hoje recebe água e segue em circuito pelo imóvel até outro tanque que servia os campos do complexo.

“Se for requalificado, introduz um aspecto básico de qualquer convento: a água servia para ‘alimentar’ a cozinha, para beber, para regar e na sua vertente lúdica, dando ao espaço o ruído da água a circular”, defende Luís Fontes.
O investigador revela-se "convicto que esta será a mais extraordinária Pousada da Juventude de sempre, junto a um monumento de valor histórico-cultural e arqueológico riquíssimo, que poderá ser fruído e vivido pelos visitantes e ocupantes”. A intervenção da UAUM “foi atempadamente realizada, respeitando a lei nacional e as normas internacionais, sem pressões impostas pelo andamento das obras”, devendo ser acompanhadas.
O Convento de São Francisco, anexo à igreja de São Francisco e capela de São Frutuoso, é Monumento Nacional desde 1944. Com o decreto-lei de 1834 que extinguiu as ordens religiosas, o convento foi encerrado. A igreja ficou afecta ao uso paroquial e os restantes edifícios e a cerca vendidos a particulares, tornando-se uma quinta agrícola. Nos anos 1930-40, a capela foi restaurada pela tutela, ficando acessível ao público. O convento e parte da quinta foram adquiridos em 1997 pela Câmara de Braga, que instalou numa área a Quinta Pedagógica. A zona edificada do mosteiro vai ser adaptada para Pousada da Juventude, evitando a ruína do imóvel.
As visitas guiadas por elementos da universidade vão realizar-se em dois turnos (14h-15h, 15h-16h), em grupos até oito pessoas e mediante marcação prévia. Os acessos nas escavações são condicionados, logo não há condições para pessoas com dificuldade de locomoção: por outro lado, não é permitido fotografar nem filmar. Os interessados devem trazer calçado adequado e dirigir-se à hora marcada ao adro da igreja de São Francisco/São Jerónimo.


Fonte: (14 Out 2011). CiênciaHoje: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=51449&op=all

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por noticiasdearqueologia às 13:16


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