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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quinta-feira, 28.11.13

Israel: Descoberto aldeamento com 10 000 anos

Arqueólogos em Israel descobriram uma antiga povoação que pode ter cerca de 10 000 anos. O local foi descoberto durante um projeto de construção para alargar uma estrada.

O acampamento mostra os primeiros indícios de criação de animais e de uma agricultura rudimentar. Um período em que a humanidade começou a mudar e influenciar o meio ambiente que a rodeava.

Amir Golani é um arqueólogo que trabalha no local: “Todos estes edifícios formam um plano completo. Neste plano, vemos o início de como a sociedade deixou de ser uma sociedade rural e passou a ser uma sociedade urbana.”.

Os artefactos mais antigos têm cerca de 10 000 anos e incluem uma faca de pedra e alguns exemplos iniciais de cerâmica.

“Aqui em Eshta’ol encontrámos vários edifícios e, entre eles, encontrámos uma pedra muito grande e interessante. Uma pedra muito grande, trabalhada em seis lados, como um dominó, ereta como uma pedra em pé. Acreditamos que esta pedra era usada num culto,” refere Golani.

Os arqueólogos notaram que alguns dos edifícios foram sendo reparados ao longo dos tempos, indicando a sua importância na vida quotidiana. Encontraram colunas do que acreditam que tenha sido um templo…

Fonte: (27.11.2013). EuroNews: http://pt.euronews.com/2013/11/27/israel-descoberto-aldeamento-com-10-000-anos/

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por noticiasdearqueologia às 21:46

Segunda-feira, 20.05.13

Estudo do DNA demonstrou que houve migrações importantes tanto do Oeste Europeu como da Eurásia

Muitas vezes, os dentes de restos humanos pré-históricos são usados para obter uma amostra de DNA. Imagem da arcada dentária de uma mulher utilizada na investigação (ACAD)

 

Pesquisadores analisaram o DNA de esqueletos de mais de sete mil anos encontrados na Alemanha e descobriram que pelo menos parte dos europeus sofreu uma alteração genética radical e inexplicável entre quatro a cinco mil anos atrás, segundo a Universidade de Adelaide.

O estudo de DNA publicado em 24 de abril mostrou que houve importantes migrações tanto do Oeste Europeu como da Eurásia.

A equipe usou o DNA de ossos e dentes pré-históricos dos esqueletos que provêm de 7.500 anos atrás. Acredita-se que o DNA matriz que existia naquela época esteja em cerca de 45% dos europeus.

O material genético revelou que os agricultores da Europa Central receberam uma contribuição genética significativa há 7.500 anos de uma migração da Turquia e do Leste próximo, diz o autor do estudo, Dr. Paul Brotherton, da Universidade de Huddersfield no Reino Unido.

“O que é interessante é que os marcadores genéticos da primeira cultura pan-europeia, que tiveram claramente um grande sucesso, foram logo substituídos cerca de 4.500 anos atrás, e não sabemos pelo quê. Algo importante ocorreu”, disse Brotherton, observando que é necessário investigar isso agora.

Concluiu-se que a Europa moderna estabeleceu sua base genética no período Neolítico Médio, no entanto, essas mesmas bases genéticas foram modificadas por uma “mudança drástica” há 4.000 anos, disse o Dr. Wolfgang Haak do Centro Australiano para DNA Antigo (ACAD) de Adelaide, quando receberam migrações da Ibéria e do Leste Europeu.

Desde 2.800 a.C., a região da Ibéria recebeu uma nova e importante migração, que centenas de anos mais tarde chegou à Alemanha, explicou Brotherton. “Esse é um grupo muito interessante, pois se relaciona com a expansão das línguas celtas ao longo da costa do Atlântico e na Europa Central.”

Esse foi o primeiro estudo da população antiga da Europa que usou um grande número de genomas mitocondriais, destacou a Universidade. “O primeiro registro de alta definição genética para essa linhagem.” Os arqueólogos de DNA acreditam agora que podem determinar a dimensão da população e sua evolução num escala de tempo mais precisa.

“O presente trabalho mostra o poder da arqueologia e do DNA antigo para reconstruir a história evolutiva humana através do tempo. Atualmente estamos ampliando essa abordagem em toda a Europa”, disse o Prof. Kurt Alt da Universidade de Mainz, Alemanha, integrante do estudo recém-publicado.

Fonte: (19.05.2013). Epoch Times publica http://www.epochtimes.com.br/dna-dos-europeus-mudou-drasticamente-ha-4-500-anos/

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por noticiasdearqueologia às 23:12

Quinta-feira, 28.06.12

Arqueólogos

Foi descoberta a pérola fina mais antiga da história da Humanidade. O
achado tem 7.500 anos e foi feito por uma equipa de arqueólogos franceses em
ruínas neolíticas dos Emirados Árabes Unidos, anunciou o Centro Nacional de
Investigação Científica (CNRS) francês.



De acordo com comunicado do CNRS, até à data, os especialistas acreditavam
que a pérola mais antiga datava de há 3.000 anos atrás, procedendo de uma
civilização pré-histórica no Japão. Porém, "a pérola que acaba de ser descoberta
no litoral de Umm al Quwain data, segundo o método do carbono, de 5.500 anos
antes da nossa era".

Segundo aquela entidade, "trata-se da pérola arqueológica mais antiga
conhecida atualmente na Arábia e também no mundo". Para os especialistas, a
descoberta demonstra a importância que as pérolas tinham "nas sociedades antigas
do Golfo Pérsico e do norte do oceano Índico, ao ponto de serem um elemento
principal da sua identidade cultural".

Os investigadores do CNRS adiantam que estas eram também relevantes nos
ritos funerários das antigas sociedades, sendo depositadas nas
sepulturas.
Fonte: (8 Jun 2012). Boas Notícias: http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Arque%C3%B3logos-encontram-p%C3%A9rola-mais-antiga-do-mundo_11420.html

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por noticiasdearqueologia às 23:20

Quarta-feira, 26.10.11

Frangos eram domesticados há 8 mil anos, dizem arqueólogos

Um grupo de arqueólogos encontrou no norte da China restos fósseis de animais que indicam a existência de frangos domesticados há 8 mil anos, 4 mil anos antes dos mais antigos de que se tinha conhecimento, informou neste domingo a agência de notícias oficial Xinhua.





Os arqueólogos desenterraram 116 fósseis que também incluem outros animais como cachorros, porcos, tartarugas, peixes e moluscos na jazida neolítica de Cishan, situada na província de Hebei.


Alguns dos ossos encontrados pertencem a frangos domesticados que - segundo Qiao Dengyan, diretor do Instituto Municipal de Restos Culturais e Arqueologia de Handan - são "ligeiramente maiores que os de frangos selvagens, mas menores que os domesticados atuais".


A maioria dos ossos pertence a machos, o que, segundo Dengyan, indica que já naquela época se costumava comer a carne desses animais, enquanto as galinhas eram mantidas em currais para a produção de ovos.


Até agora, os vestígios mais antigos de frangos domesticados remetiam ao vale do Indo (atual Paquistão), de onde se considera que esta prática se estendeu para o Ocidente.


Fonte: (16 Out 2011). Terra.com: http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5415433-EI188,00-Arqueologos+descobrem+na+China+indicios+de+frangos+domestigados+ha+mil+anos.html




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por noticiasdearqueologia às 13:44

Segunda-feira, 03.10.11

Vestígios neolíticos encontrados em terreno a poucos metros do Sorraia

fotoPedaços de cerâmica, carvão, sílex, ossos provavelmente de ovelhas e outros artefactos são sinais de que terão vivido em Coruche, onde hoje existe uma herdade na margem esquerda do rio Sorraia, comunidades de pessoas há cerca de seis mil anos, no Neolítico Antigo.


Duas sondagens estão em curso lideradas pelo professor Vítor Gonçalves, catedrático da Universidade de Lisboa e presidente do Instituto de Arqueologia da mesma universidade, junto a um pequeno pinhal, nas proximidades de um campo de milho e a poucos metros do rio Sorraia.


Dentro de um dos buracos escavados, uma zona de seixos de rio dá a entender aos arqueólogos que aquela superfície foi criada para assar peixe. Nessas sondagens foram também detectados buracos circulares com alguma profundidade, aparentemente usados para o mesmo fim.


A zona é completamente arenosa, como a beira do rio, e Vítor Gonçalves calcula que até ali se estendesse o leito do Sorraia. Estimam ainda que ali se tenha praticado agricultura, apesar do solo arenoso, por grupos populacionais de 100 a 150 elementos que tivessem optado pela agricultura em vez da caça.


Durante a visita, realizada recentemente, com um grupo maioritário de estudantes, não faltaram alguns autarcas, como o presidente e o vice-presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes e Francisco Oliveira.


Para Dionísio Mendes justifica-se o apoio que a autarquia tem dado ao projecto. “O local tem interesse arqueológico para perceber os primórdios da ocupação humana na área do concelho, pelas primeiras populações que praticaram a agricultura em vez da caça”, disse Dionísio Mendes estimando que alguns artefactos vão fazer parte da colecção do museu municipal por não haver material suficiente para, naquela local, criar um percurso histórico-turístico.


Fonte: (28 Set 2011). O Mirante: http://semanal.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=&id=77732&idSeccao=8486&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 13:42

Quarta-feira, 27.10.10

BRASIL: Atividade agrícola em sítio arqueológico de Rondônia pode chegar a 8.000 anos


"Se não era agricultura propriamente dita, eles, no mínimo, estavam fazendo um manejo intenso dos recursos vegetais



O sítio arqueológico conhecido como Garbin não existe mais. Tragado pelas obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio em Rondônia, em seu lugar ficará o vertedouro da barragem -- uma espécie de válvula de escape da usina.

Antes que o sítio sumisse, porém, arqueólogos desenterraram ali sedimentos e artefatos que podem indicar que a agricultura na Amazônia foi "inventada" há uns 7.700 anos -- uma das datas mais antigas do continente, e a mais velha do Brasil.


 
Arqueólogo Eduardo Bespalez mostra pedaço de cerâmica decorada que acaba de ser desenterrado na ilha do Japó
Arqueólogo Eduardo Bespalez mostra pedaço de cerâmica decorada que acaba de ser desenterrado na ilha do Japó.

A pista de que a técnica foi dominada em época tão remota é indireta, mas forte. Trata-se da chamada terra preta, solo rico em matéria orgânica que, até onde se sabe, só surge com o acúmulo constante de dejetos de origem animal e vegetal, característico do uso intensivo desses recursos."Se não era agricultura propriamente dita, eles, no mínimo, estavam fazendo um manejo intenso dos recursos vegetais", diz o arqueólogo Renato Kipnis, sócio da empresa Scientia Consultoria Científica e um dos coordenadores do trabalho.RESGATEKipnis e seus colegas andam zanzando para cima e para baixo da BR-364, perto de Porto Velho, desde 2008. Por lei, as compensações ligadas a uma usina do porte da de Santo Antônio, no rio Madeira, exigem o resgate de possíveis bens de interesse arqueológico que apareçam na construção. A empresa do arqueólogo venceu a licitação para fazer o serviço."Imagine só quando percebemos que os principais sítios estavam bem no canteiro da obra", brinca Ricardo Márcio Martins Alves, gerente de sustentabilidade da Santo Antônio Energia. "Mas logo conseguimos nos organizar para que o trabalho dos arqueólogos fosse feito."A equipe da Scientia descobriu que, em paralelo com a rodovia moderna, corria uma hidrovia pré-histórica. A calha do Madeira na região está coalhada de sítios, que abrangem ambas as margens do rio e também as ilhas e pedrais (rochas de corredeiras) no meio do leito. Há gravuras rupestres, cerâmica decorada, artefatos de pedra e terra preta para dar e vender."O incomum é que no sítio Garbin havia terra preta associada a artefatos de pedra, e não a cerâmica", diz a arqueóloga gaúcha Silvana Zuse, que integra a equipe.Vasculhar esses instrumentos em busca de restos vegetais microscópicos pode indicar o que, afinal, os moradores do Garbin cultivavam. A aposta mais óbvia: mandioca, a lavoura amazônica por excelência."É chato saber que vários sítios vão sumir. Mas, se não fosse pela obra, dificilmente teríamos tanta verba para trabalhar aqui", diz a geóloga Michelle Mayumi Tizuka.

Fonte: REINALDO JOSÉ LOPES - 24 OUt 2010. Rondoniadinâmica.com: http://rondoniadinamica.com/ler.php?id=20288&edi=1&sub=7



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por noticiasdearqueologia às 13:18

Segunda-feira, 26.07.10

'Irmão gémeo' de Stonehenge descoberto mesmo ao lado


'Irmão gémeo' de Stonehenge descoberto mesmo ao lado


O Stonehenge tem um 'irmão gémeo' ao lado, anunciaram hoje arqueólogos de uma equipa internacional que estão a examinar os terrenos ao lado da famosa estrutura neolítica nas ilhas britânicas.




Os arqueólogos encontraram vestígios de um fosso circular a apenas 900 metros de Stonehenge, que, acreditam, foi a base de uma estrutura de madeira semelhante à feita em pedra há mais de 5 mil anos.
O fosso está segmentado, aparentando ter entradas a nordeste e sudoeste.


'É uma descoberta fantástica, que vai modificar tudo o que pensamos acerca do terreno em redor de Stonehenge', disse ao jornal Guardian o professor Vince Gaffney, da universidade de Birmingham.


'Antes pensávamos que Stonehenge era o maior monumento da sua época, existindo em total isolamento', continuou. 'Pensávamos que aqui não havia mais nada do que terreno vazio, afinal encontrámos um novo monumento', concluiu.


A descoberta foi feita em apenas duas duas semanas, parte de uma investigação profunda à área circundante da famosa estrutura que durará três anos. Fazem parte dela cientistas da Áustria, Alemanha, Noruega e Suécia, além de britânicos.


Fonte: (22 Jul 2010). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1624193&seccao=Biosfera




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por noticiasdearqueologia às 13:04

Domingo, 04.04.10

Archaeologists: 188 houses from Neolithic era unearthed in Middle Euphrates Region

Archaeologist_unearthed_houses_in_Syria


Tal Bokrous is a sample of the first agricultural village built according to the architectural style of the Stone Age in Deir Ezzor, (432 kms northeast of Damascus, Syria).
The site is the only archaeological discovery at the Middle Euphrates Region which belongs to the booming phase of the Neolithic era.
The Neolithic era (New Stone Age), was a period in the development of human technology, begining about 9500 BC in the Middle East that is traditionally considered the last part of the Stone Age.
The adjacent houses built along the two sides of the village yard show the greatness of the architectural style at that period.
Archaeologist Yarub al-Abdullah said "The number of the unearthed houses has amounted to 188, each house includes three rooms built of dry brick while the floors and walls were painted with mud or plaster."
Some walls were decorated with colorful paintings representing ducks and goose, he added.
The remains of charred plants were found at plaster-made louvers as a farming community used to live there depending on agriculture and keeping livestock.
Studies showed that barley used to grow naturally at the site, after that the local inhabitants developed agriculture and started to sow grain and lentils.
Handicrafts mainly depended on the available raw materials such as alabaster and obsidian stones.
Many stone-made needles, drills, sculptures and utensils were unearthed at the site.
Tow sculptures of naked women and a man's head made of baked mud were the most important discoveries at the site.
The archeological findings fill an important gap in our understanding of the Middle Euphrates Region which mainly depended on agriculture.(SANA)
Fonte: (26 Mar 2010) Ruaa AL-Jazaeri. Global Net Work:  http://www.english.globalarabnetwork.com/201003265291/Related-news-from-Syria/archaeologist-188-houses-from-neolithic-era-unearthed-in-middle-euphrates-region.html

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por noticiasdearqueologia às 23:12

Sábado, 16.01.10

Habitação do Neolítico descoberta perto de Telavive

Escavações (arquivo)


 Vestígios foram encontrados durante a construção de um edifício.


Vestígios de uma habitação da Idade da Pedra, com mais de 8000 anos, foram descobertos durante a construção de um edifício em Ramat Aviv, nos arredores de Telavive, anunciou o departamento de Antiguidades de Israel, escreve a Lusa. 


 «Esta habitação do Neolítico é a mais antiga até hoje descoberta na região de Telavive», declarou Ayelet Dayan, a arqueóloga responsável pelas escavações, à agência France Presse.




«Pela primeira vez obtemos provas de uma presença tão antiga de uma população sedentária na região», acrescentou.


Os vestígios revelam uma construção de mais de 152 metros quadrados, constituída por quartos aparentemente utilizados por famílias diferentes, disse a arqueóloga. Os investigadores encontraram fundações em pedra sobre as quais eram colocadas paredes de lama seca.


Segundo a arqueóloga, a população vivia da pastorícia neste local perto do rio Yarkon, habitado há dezenas de milhares de anos como provam instrumentos com 100 mil anos ali encontrados. Ossadas de hipopótamo foram também exumadas perto do rio.

Fonte: (11 Jan 2010). Iol Diário:
http://diario.iol.pt/internacional/israel-telavive-idade-da-pedra-habitacao-neolitico-arqueologia/1130543-4073.html



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por noticiasdearqueologia às 00:05

Domingo, 20.12.09

Vestígios de canibalismo em massa

Peritos analisaram esqueletos de 500 pessoas na cidade de Herxheim, na Alemanha. A tese está a gerar controvérsia entre cientistas.



Uma equipa de arqueólogos descobriu na Alemanha vestígios que provam a existência de canibalismo em massa num local de rituais fúnebres com mais de sete mil anos. Segundo a BBC, os autores defendem que a rara descoberta na cidade de Herxheim prova a existência desta prática no início do período Neolítico na Europa. A tese já está a gerar controvérsia.



Vestígios de canibalismo em massa


Segundo os autores do estudo, publicado no Journal of Atinquity, os esqueletos de mais de 500 pessoas - incluindo crianças e até fetos - foram "intencionalmente cortados e mutilados".


"A hipótese de sacrifícios humanos em Herxheim não é certa, mas temos várias provas de que centenas de pessoas foram comidas por um breve período de tempo", afirmou o líder da equipa, Bruno Boulestin, da Universidade francesa de Bordéus, citado pela Science News.


O investigador diz que foram encontrados nestes ossos outras características que apontam para práticas canibais. "Há padrões nos ossos de animais que foram cozinhados no espeto. Encontramos esses mesmos padrões nestes ossos humanos", explicou à BBC. Admite, contudo, ser difícil comprovar que ossos humanos foram deliberadamente cozinhados.


O local dos achados, na cidade de Herxheim, no Sudoeste da Alemanha, começou a ser escavado em 1996 e continuou a ser explorado entre 2005 e 2008.


As maiores críticas ao novo estudo surgem precisamente de dois arqueólogos que analisaram os mesmos ossos nos anos 90. Jörg Orschiedt da Universidade de Leipzig e Miriam Haidle do Museus de História Natural de Frankfurt, Alemanha, negam peremptoriamente a tese de canibalismo.


O mais provável é que os esqueletos tenham voltado a ser enterrados em Herxheim depois de terem sido desmembrados num ritual fúnebre característico de muitas sociedades antigas, defendem num comunicado citado pela Science News.


Mas a equipa de Boulestin insiste na tese, alegando que alguns dos ossos humanos estudados tinham sido mastigados.




Fonte: JOANA FERREIRA DA COSTA (07 Dez 2009): Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1440829

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por noticiasdearqueologia às 00:05


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