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Terça-feira, 07.07.15

Ruínas de Conímbriga recebem investimento global de três milhões de euros

O perímetro arqueológico de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, Coimbra, vai ser ampliado e a intervenção, que na sua totalidade deve rondar os três milhões de euros, vai ser candidatada a fundos comunitários, anunciou hoje a Câmara local.

Lusa

Esta intervenção, segundo a autarquia liderada pelo socialista Nuno Moita, “pretende permitir a visualização do anfiteatro romano, bem como a criação de acessos ao anfiteatro e de um novo circuito de acesso às ruínas romanas a partir de Condeixa-a-Velha”.

O presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita, explicou à agência Lusa que apenas 1/6 de Conímbriga está a descoberto, o que diz muito daquilo que deverá ser possível descobrir com novas explorações.

“Para a execução destes investimentos será necessário proceder à aquisição de prédios correspondentes ao local do anfiteatro romano e zonas adjacentes às ruínas de Conímbriga”, esclarece a autarquia.

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, assina na terça-feira, pelas 11:00, neste concelho do distrito de Coimbra, um protocolo de colaboração com a Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova tendo em vista a concretização deste conjunto de investimentos, anuncia ainda.

O objetivo é o de “estabelecer as bases de colaboração para a ampliação e promoção do perímetro arqueológico de Conímbriga, que respeita à 2.ª fase do projeto ‘Desenvolvimento Infraestrutural do Programa Museológico de Conímbriga’, a candidatar a fundos comunitários”.

A Câmara deverá participar com 200 mil euros neste investimento e o Governo com 600 mil euros, parte já investida.

Depois destes investimentos, é tempo de aceder aos fundos comunitários, aclarou Nuno Moita.

“Conímbriga é um vetor estratégico da maior importância para Condeixa. Tem 120 mil visitantes por ano e confere ao concelho esta singularidade”, disse o autarca, em declarações à agência Lusa.

Este acordo tem ainda como objetivo a integração daqueles investimentos com o tecido urbano de Condeixa e com outras iniciativas promovidas pela autarquia, designadamente o Centro de Interpretação PO.ROS – Portugal Romano de Sicó.

O objetivo é levar os visitantes de Conímbriga a visitarem igualmente o núcleo urbano de Condeixa—a-Nova.

A Câmara anuncia, ainda, estar prevista a cedência de peças arqueológicas do museu monográfico de Conímbriga úteis à programação e projeto museográfico daquele novo museu.

Este protocolo entre o Governo, através da Direção-Geral do Património Cultural, e a autarquia vigorará até ao final de 2015 e é renovado automaticamente por períodos de um ano.

A 11 de fevereiro de 2014, a Câmara de Condeixa-a-Nova anunciou a intenção de criar um movimento para preparar a candidatura das ruínas romanas de Conímbriga a Património da Humanidade.

Fonte: 08.06.2015: http://www.destak.pt/artigo/232435

08 | 06 | 2015   17.10H

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por noticiasdearqueologia às 16:58



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