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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quarta-feira, 06.01.16

LIVROS DE BRONZE NUMA GRUTA DA JORDÂNIA

 A Ciência confirma o início do Cristianismo.

Livros de bronze podem ser uma das maiores descobertas de todos os tempos e falam de Jesus Cristo.

 

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Aspecto de um dos livros em análise

 

Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista para o Mar da Galileia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que, segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações do cristianismo.

Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cms a 25,4 x 20,32 cms. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.

Segundo o jornal britânico "Daily Mail", 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.

A cova fica a menos de 160 quilómetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital. Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.

 

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 A gruta onde teriam sido encontrados os livros

 

No local ter-se-iam refugiado, no ano 70 d.C., os cristãos de Jerusalém, durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito, que afogaram em sangue uma revolução de judeus que queriam a independência. Cumpria-se então a profecia relativa à destruição de Jerusalém e à dispersão do povo judaico.

Segundo o "Daily Mail" os académicos, que estão convencidos da autenticidade dos livros, julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947. Nelas há imagens, símbolos e textos que se referem a Jesus Cristo e sua Paixão. David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.

 

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"É uma coisa de cortar a respiração pensar que encontrámos estes objectos deixados pelos primeiros santos da Igreja", disse ele.

 

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São Simeão, bispo de Jerusalém

 

Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cléofas (irmão de São José) e de uma irmã de Maria. Por isso, São Simeão era primo direito de Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David. Quando o apóstolo S. Tiago Menor (primeiro bispo de Jerusalém) foi assassinado pelos judeus seguidores da Sinagoga, os Apóstolos que ficaram, em rotura com o passado, escolheram Simeão como sucessor e ele recebeu o Espírito Santo no Pentecostes.

Os primeiros cristãos lembravam com fidelidade o anúncio feito por Nosso Senhor de que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data. O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e que deveriam abandonar a cidade sem demora. São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na actual Jordânia, como narra Eusébio de Cesareia. Após a destruição do Templo, São Simeão voltou com os cristãos, que se restabeleceram sobre as ruínas. O facto favoreceu o florescimento do Cristianismo e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos.

 

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 Os livros geraram muita disputa

 

Assim, começou a reconstituir-se uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e anunciado pelos Profetas. Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e os seus sucessores pagãos, Vespasiano e Domiciano, mandaram matar todos os descendentes de David.

São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano, foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. (cf. ACI Digital)

Emociona pensar que estes heróicos cristãos judeus tenham deixado para a posteridade o testemunho da sua Fé inscrito em livros tão trabalhados. Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros, que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras. "Assim que eu vi fiquei estupefacto", disse. "O que me impressionou mais foi ver uma imagem evidentemente cristã: há uma cruz na frente e, atrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer, uma pequena construção com uma abertura e, mais no fundo, ainda os muros de uma cidade".

"Noutras páginas destes livros também existem representações de muralhas que, quase de certeza, reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixão cristã acontecendo fora dos muros da cidade", acrescentou.

 

 Fonte: (14.04.2015) - http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/livros-de-bronze-numa-gruta-da-jordania-1392237

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por noticiasdearqueologia às 10:28



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