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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Segunda-feira, 25.11.13

Ruínas de Covela são caso de estudo em jornadas sobre paisagem e património

A recuperação das ruínas da capela e do antigo solar da Quinta de Covela, situada em S. Tomé de Covelas, Baião, vai ser apresentada como um caso de estudo num simpósio internacional sobre paisagem e arquitetura, que trará especialistas de França, Espanha e Itália ao Porto e à região entre o Douro e Minho.

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O encontro ”Paisagem, materialidade e imaterialidade” vai acontecer entre os dias 21 e 24 de novembro, na Faculdades de Letras e de Arquitetura da Universidade do Porto e no Douro Palace Hotel de Baião, e vai abordar a questão da paisagem e património enquanto construção do homem sobre o espaço natural, procurando explicar a paisagem pela ciências naturais, a arqueologia, a história, a geografia, a arquitetura, entre outras, mas também pelas ciências que abordam perspetivas do imaterial, como a literatura, a antropologia ou a história cultural.
No sábado, dia 23 de novembro, durante as jornadas que integram o encontro, o professor universitário e arquiteto Pedro Alarcão fará a apresentação do caso da Casa de Covela, em comunicação intitulada "Casa de Covela. Interpretação, reabilitação arquitetónica e inserção na paisagem”. O autor da intervenção e do projeto de reabilitação da Casa de Covela valoriza a atuação dos promotores da requalificação das ruínas, salientando que os mesmos “se disponibilizaram a financiar um estudo que permitisse entender de forma mais abrangente o valor patrimonial das ruínas e a fazer a discussão sobre como se interpreta o conjunto integrado, o que não é muito comum”.
Segundo Pedro Alarcão, a antiga Casa de Covela terá sido resultado do transplante de edificação erguida noutro local; um transplante misterioso que se perceciona mas que, dada a ausência de informação histórica, não é possível comprovar e que terá ocorrido na primeira metade do século XVIII.
Ainda na leitura do arquiteto, os promotores da antiga construção tiveram uma clara intenção cenográfica, ao construírem a casa de modo a que fosse vista do rio e dela o mesmo rio pudesse alcançar-se pela vista.
A reabilitação da Casa de Covela permitirá instalar um espaço para acolhimento do visitante da quinta, que integrará uma sala de receção, uma wine library, bem como uma sala de provas de vinho com garrafeira e venda de produtos, para além das necessárias instalações sanitárias e arrumos.
A Quinta de Covela é uma propriedade de 49 hectares e encontrava-se em completo abandono quando, em 2011, foi adquirida pelos empresários Marcelo Lima e Tony Smith, da Lima Smith.
Pelas mãos destes investidores estrangeiros foi realizada a recuperação da vinha, com replantio, reenxertia e reforço na produção de uva branca e das castas autóctones, bem como de moinhos, represas e levadas, caminhos e os diversos edifícios existentes. Os vinhos Covela foram relançados nos mercados nacional e internacional este ano e os brancos já se esgotaram.

Fonte: (15 Nov 2013). Notícias do Douro: http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=460&id=29895&idSeccao=5220&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 13:09



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