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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

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Quinta-feira, 17.12.15

Stonehenge? Arqueólogos encontraram ainda maior

Ultrapassa o tamanho de Stonehenge e está enterrado a um metro de profundidade. Há quem diga que é o maior monumento Neolítico, não só do Reino Unido mas da Europa.

DR/Ludwig Boltzmann Institute
 

Foi descoberto um novo monumento neolítico perto de Stonehenge. São cerca de uma centena de pedras alinhadas, que estão a um metro de profundidade. É provavelmente a maior estrutura neolítica construída no Reino Unido. Pela dimensão que tem é já chamado de "Superhenge".

A descoberta é de uma equipa internacional de arqueólogos, que recorreu a novas tecnologias que permitem criar mapas subterrâneos.

Em declarações à BBC, o chefe da investigação Vincent Gaffney, explica que a confirmar-se "é um enorme contributo, não só para a Arqueologia, mas também para perceber como a paisagem de Stonehenge se desenvolveu".

O "Superhenge" foi apresentado hoje, no Festival Inglês de Ciência em Bradford. Pode ser mais um passo para desvender o mistério de Stonehenge - o famoso círculo de pedras Património Mundial da UNESCO.

Fonte: 07.09.2015: http://www.tsf.pt/vida/interior/stonehenge-arqueologos-encontraram-ainda-maior-4766101.html

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por noticiasdearqueologia às 10:34

Quinta-feira, 17.12.15

Resolvido "um dos maiores mistérios" da antiga Jerusalém

Há mais de um século que o local exato de Acra intrigava os arqueólogos

Especialistas israelitas anunciaram esta terça-feira ter resolvido "um dos maiores mistérios arqueológicos de Jerusalém" ao descobrirem uma antiga cidadela grega, Acra, debaixo de um parque de estacionamento.

Há mais de um século que o local exato de Acra intrigava os arqueólogos. A fortaleza foi mandada construir pelo imperador selêucida Antíoco IV Epifânio (215-164 aC) para controlar Jerusalém e o seu antigo templo judeu.

 

O templo foi arrasado pelos romanos no ano 70 (dC) e no local foram construídos, séculos depois, dois locais sagrados para os muçulmanos, o Domo da Rocha e a mesquita Al-Aqsa (na chamada Esplanada das Mesquitas).

O local é conhecido pelos muçulmanos como o Nobre Santuário e pelos judeus como Monte do Templo e é sagrado para ambos, sendo hoje um local de conflitos frequentes.

"Os investigadores, com a Autoridade de Antiguidades de Israel, acreditam que encontraram os restos da fortaleza... nas escavações do parque de estacionamento Givati na Cidade de David", referem as autoridades, numa referência a um local arqueológico situado no bairro palestiniano de Silwan, na Jerusalém oriental ocupada (reivindicada pela Autoridade Nacional Palestiniana)

"As escavações em Givati continuam a descobrir numerosos artefactos de mais de 10 culturas antigas diferentes da história de Jerusalém", acrescentou a fonte.

A cidadela é mencionada tanto no Livro dos Macabeus (sobre as lutas contra os soberanos selêucidas) como nos escritos do historiador Flávio Josefo, no século primeiro antes de Cristo, mas a sua localização exata não era conhecida até hoje.

As escavações permitiram descobrir uma parte do muro da cidadela e uma base de uma torre de "dimensões impressionantes", disseram as autoridades, acrescentando que a descoberta vai permitir reconstruir o "layout" (plano) da cidade, como era há dois mil anos.

As defesas da fortificação resistiram a todas as tentativas para a conquistar até que foi tomada pelo líder judeu Simão Macabeu, no ano 141 (aC), após um longo cerco que deixou a guarnição grega sem comida.

Antíoco é lembrado na tradição judaica como o vilão do feriado de Hanukkah (festa judaica também conhecida como festival das luzes), que por ter banido ritos religiosos judeus levou à revolta dos macabeus.

Fonte: 03-11-2015: http://www.dn.pt/sociedade/interior/resolvido-um-dos-maiores-misterios-de-jerusalem-4868793.html

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por noticiasdearqueologia às 10:31

Quinta-feira, 17.12.15

Descoberta nova espécie de animal com 455 milhões de anos

 

REUTERS/ELIANA APONTE EA/TZ/CN

Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro revelam que a nova espécie encontrada é o registo mais antigo do género

Investigadores descobriram em Portugal uma nova espécie de animal fóssil com 455 milhões de anos, um achado que é classificado como "histórico", anunciou hoje a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.

O fóssil trilobite, cuja existência era desconhecida, foi encontrado em rochas da Formação Cabeço do Peão, no concelho de Mação, distrito de Santarém, e foi oferecido para as coleções paleontológicas do Museu de Geologia Fernando Real, da UTAD.

Segundo a academia transmontana, a identificação foi feita no âmbito dos trabalhos de doutoramento de Sofia Pereira, aluna da Universidade de Lisboa (UL), orientada por Artur Sá, docente e investigador da UTAD e Carlos Marques da Silva, docente e investigador da UL.

"A descoberta é considerada histórica já que muda toda a perspetiva e conhecimento de um género cuja origem ocorreu num território que, 450 milhões de anos depois, viria a ser Portugal"
 

A nova trilobite, que possui um tamanho de pouco mais de um centímetro, corresponde atualmente ao registo "mais antigo deste género", salientou a doutoranda Sofia Pereira. Até agora, o registo mais antigo do género "Radnoria" documentado, que estava localizado no sul da China.

As trilobites são uma classe extinta de artrópodes marinhos que viveram durante quase 300 milhões de anos e dominaram amplamente os ambientes marinhos do período Paleozoico.

A designação "trilobite" diz respeito à divisão transversal da sua carapaça mineralizada em três lóbulos (tri-lobite): a ráquis (ao centro) e as pleuras (lateralmente).

Longitudinalmente apresentam uma constituição corporal semelhante à de outros artrópodes: o cefalão (cabeça), o tórax e o pigídio (cauda).

"Este fóssil foi encontrado pelo paleontólogo não profissional Pierre-Marie Guy, que contactou a equipa do Centro de Geociências para a sua identificação. Depois de observado concluiu-se tratar de uma espécie nova de trilobite, um animal já extinto que existiu muito antes dos primeiros dinossauros", afirmou o investigador Artur Sá.

À trilobite foi atribuído o nome "Radnoria guyi", em homenagem ao descobridor, que ofereceu o fóssil às coleções paleontológicas do Museu de Geologia da UTAD e indicou o local do achado onde, posteriormente, foram recolhidos mais exemplares para o estudo agora efetuado.

"Esta descoberta traz nova luz acerca da distribuição temporal e geográfica do género Radnoria, sugerindo a possibilidade de se ter originado em altas latitudes antárticas, local onde se formaram as referidas rochas nas margens do continente Gondwana, há muito desaparecido", acrescentou o investigador da UTAD.

Fonte: 30.11.2015: http://www.dn.pt/sociedade/interior/descoberta-nova-especie-de-animal-com-455-milhoes-de-anos-4908844.html

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por noticiasdearqueologia às 10:24

Quinta-feira, 17.12.15

Arqueólogos encontram peças de 18.500 anos no Chile

  • Ferramenta feita a partir de pedra encontrada no Chile com idade entre 15.000 e 16.000 anos - objeto foi utilizado para carpintaria

    Ferramenta feita a partir de pedra encontrada no Chile com idade entre 15.000 e 16.000 anos - objeto foi utilizado para carpintaria

A arqueologia moderna pode ser sacudida outra vez por descobertas recentes no Chile. Novas escavações feitas no Monte Verde, famoso sítio arqueológico no sul do país sul-americano, indicam que humanos nômades habitaram ou ao menos passaram pela região há até 18.500 anos. A pesquisa contraria uma visão tradicional no mundo científico: de que as primeiras migrações para a América do Sul ocorreram não antes de 14.000 anos atrás. Tal pensamento tem sofrido questionamentos nos últimos 40 anos, entretanto.

Os novos desdobramentos de escavações na região foram divulgados por Tom Dillehay, da Universidade de Vanderbilt, na revista científica PLOS One, em 18 de novembro. Em parceria com colegas de diferentes países do mundo e áreas (geógrafos, botânicos e arqueólogos), Dillehay trabalha na região desde 1977. O anúncio de agora é mais um de outros já feitos oriundos de pesquisas no Monte Verde e que desafiaram o que os cientistas conhecem sobre os antigos fluxos de pessoas.

A razão que levou os cientistas a colocarem em dúvida a história da povoação sul-americana é o achado de objetos utilizados por humanos na região em um período de 4.000 anos que engloba pelo menos entre 18.500 e 14.500 anos atrás. As novas descobertas no Chile incluem 39 artefatos de pedras, nove deles com idade entre 18.500 e 17.000 anos. Há ainda quatro pedras retiradas de solo com 25.000 anos que precisam de mais evidências para serem contabilizadas. As idades dos objetos foram descobertas graças a medidas de carbono e análise do solo onde foram escavados.

Os achados sacodem ainda mais a famosa "cultura Clovis", teoria que por muito tempo ficou em voga no âmbito da arqueologia. De acordo com ela, os primeiros povos teriam entrarado no continente americano durante caças pelo Estreito de Bering, uma ponte de gelo na América do Norte entre a Sibéria e o Alaska, há no máximo 13.500 anos, e depois se espalharam para outras regiões. Achados perto da cidade de Clovis, no Novo México, nos Estados Unidos, fizeram tal teoria surgir. As descobertas do Chile, paulatinamente, transformam o pensamento sobre as migrações.

A maioria das ferramentas encontradas recentemente no Chile servia para raspar e cortar outros objetos, de acordo com os pesquisadores. Algumas pedras redondas poderiam ter sido utilizadas como estilingues. Ainda foram encontrados, na região da escavação, restos de animais cozidos, além de evidências de plantas e fogueiras. Todas as ferramentas encontradas diferem das utilizadas pelos povos da "cultura Clovis". Também de acordo com a pesquisa, 34% dos objetos achados não eram locais, o que indica uma população altamente móvel.

Anteriormente, a descoberta nos anos 70 de um fóssil datado de 13.000 anos em Minas Gerais, apelidado de "Luzia", já mostrava a presença de humanos na América do Sul fora da chamada "cultura Clóvis". As descobertas de Dillehay e sua equipe foram recebidas com certo ceticismo pela comunidade científica, mas os novos dados devem dar mais força à teoria de que o continente foi habitado antes do que se imaginava.

É possível que, a partir da informação divulgada pela equipe que trabalha no Monte Verde, outros fósseis mais antigos sejam encontrados. Os pesquisadores alertam que os arqueólogos devem ficar atentos a ferramentas simples e acampamentos pequenos, ao contrário dos já encontrados que descendem da "cultura Clovis", que normalmente ocupavam grandes áreas e continham instrumentos mais desenvolvidos.

Fonte: 30.11.2015: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2015/11/30/america-do-sul-pode-ter-sido-ocupada-por-humanos-antes-do-que-se-imagina.htm

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por noticiasdearqueologia às 10:20


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