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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Terça-feira, 28.08.12

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Um grupo de arqueólogos ao serviço da EDP está a colocar a descoberto, na zona do Baixo Sabor que ficará submersa após a construção da barragem, uma série de "importantes de achados arqueológicos" que vêm provar que aquela região já era ocupada desde o Paleolítico Superior.



Os arqueólogos estão a descobrir milhares de placas de pedra com gravuras, pertencentes à chamada "arte rupestre móvel", principalmente no sítio arqueológico da ribeira do Medal, situado na freguesia de Meirinhos, concelho de Mogadouro, que tem vindo a revelar-se um importante ponto arqueológico do Paleolítico Superior.

"Apesar de esta unidade arqueológica não estar no seu sítio original, já que foi deslocada pela ação do tempo, os instrumentos e arte encontrados encontram-se bem preservados e os fragmentos achados são aos milhares", disse a arqueóloga Joana Carrondo.


A arte encontrada é, quase toda ela, é feita por incisões em placas de xisto móveis que podiam ser transportadas de um lado para o outro, estando situada cronologicamente entre 10 mil e 15 mil anos antes de Cristo.


"Já foram encontradas mais de um milhar de placas com gravuras de arte figurativa, das quais uma centena são zoomorfos, ou seja, representam animais, como cavalos ou auroques", acrescentam os arqueólogos no local.


O sítio arqueológico é já considerado pelos especialistas, como "o maior local" de descoberta de elementos representativos da chamada arte rupestre móvel do Paleolítico Superior em todo a região do Baixo Sabor.


As escavações revelam que o sítio do Medal foi importante em toda a região do Baixo Sabor, no que diz respeito à ocupação de comunidades pré-históricas de caçadores-recoletores.


Segundo a arqueóloga e consultora da EDP Maria de Jesus Sanches, o sítio arqueológico do Medal é, ao longo de todo o trajeto do rio Sabor, desde a nascente à foz, o único local que se conhece em que as comunidades do Paleolítico Superior pararam, não só para gravarem as rochas, mas também manterem outras atividades coletivas como a caça ou recoleção de outros alimentos.


"Trata-se sem dúvida de um acampamento onde houve muita atividade" acrescentou a investigadora.


Agora os arqueólogos só esperam que os milhares de fraguentos já encontrados "colem entre si" para poderem ser comparados com a "panóplia de gravuras descobertas no vizinho vale do rio Côa", um outro afluente do Douro e na região espanhola de Siega Verde.


"A importância deste sítio arqueológico depende de outros, para se poderem comparar com outros locais já bem datados cronologicamente", frisou Maria de Jesus Sanches.


"Agora é importante analisar os fragmentos para se poder comparar esta arte com outros exemplares encontrados um pouco por toda a Europa", acrescentou a investigadora.


A informação recolhida está inscrita em relatórios que são enviados mensalmente para a tutela do IGESPAR.


Os trabalhos de arqueologia decorrem na área da albufeira que abrange os quatro concelhos da região do Baixo Sabor (Mogadouro, Macedo de Cavaleiros Alfandega da Fé e Torre de Moncorvo) que ficará submersa aquando do enchimento da albufeira da barragem do Baixo Sabor, programado para 2013.


Fonte: (16 Ago 2012). RTP: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=579728&tm=4&layout=121&visual=49


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por noticiasdearqueologia às 13:32

Terça-feira, 28.08.12

Arqueologia: Descoberta arte rupestre nos Açores

Foi encontrado um local de arte rupestre na ilha Terceira, nos Açores, que indica que a ocupação humana daquela ilha é anterior à chegada dos portugueses. A revelação foi feita ontem, pelos arqueólogos, na conferência “Ocupações humanas pré-portuguesas nos Açores: mito ou realidade?”, na Universidade dos Açores.
Em declarações à Agência Lusa, Nuno Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), revelou a existência de arte rupestre na ilha Terceira, “com características que fazem remontar à Idade do Bronze”. Este facto em particular vem reafirmar a convicção de que a ocupação humana dos Açores é pré-portuguesa.
O arqueólogo salientou que ao longo dos últimos três anos foram feitas várias descobertas arqueológicas relevantes por uma equipa composta por investigadores dos Açores, Reino Unido, Estados Unidos, Espanha e Alemanha. Entre as mais importantes estão vestígios de estruturas que, pela sua arquitetura e construção, têm grandes probabilidades de ser de origem pré-portuguesa.
Além do sítio de arte rupestre, contabilizam-se entre os achados dos últimos anos um epígrafo da época romana e estruturas megalíticas. Foram, também, encontrados monumentos de tipo hipogeu (túmulos escavados nas rochas) e, “pelo menos três ‘santuários’ proto-históricos escavados na rocha”, frisou Nuno Ribeiro na conferência desta segunda-feira.
As recentes descobertas precisam, ainda, de ser datadas, embora este passo, tal como a continuidade das escavações, dependa da autorização do Governo Regional. O arqueólogo lamentou o facto de haver, constantemente, entraves às investigações, sejam eles a falta de financiamento ou os decretos-lei, alertando para a situação de abandono em que se encontram importantes vestígios.
Nuno Ribeiro não deixa de salientar a importância dos achados feitos nos Açores, frisando que muitos têm sido publicados em artigos científicos e apresentados em congressos internacionais de arqueologia, obtendo grande aceitação pela comunidade científica internacional.


Fonte: (28 Ago 2012). Boas Notícias: http://www.boasnoticias.pt/noticias_Arqueologia-Descoberta-arte-rupestre-nos-A%C3%A7ores_12342.html

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por noticiasdearqueologia às 13:22

Terça-feira, 28.08.12

Arqueólogo anuncia descoberta de arte rupestre na ilha Terceira



"Encontramos agora um sítio de arte rupestre com características que nos fazem acreditar que remonta à Idade do Bronze", afirmou Nuno Ribeiro, em declarações à Lusa em Ponta Delgada, onde proferiu uma conferência na Universidade dos Açores sobre o tema 'Ocupações humanas pré-portuguesas nos Açores: mito ou realidade?'.


Nuno Ribeiro salientou que, nos últimos três anos, foram descobertos em várias ilhas açorianas vestígios de estruturas "que indiciam pela sua arquitetura e construção serem de origem pré-portuguesa".


Fonte: (22 Ago 2012). LUSA:  http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/arqueologo-anuncia-descoberta-de-arte-rupestre-na-ilha-terceira_14889009.html


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por noticiasdearqueologia às 13:19

Terça-feira, 28.08.12

Arqueólogos portugueses vão ajudar a desvendar antigo Reino do Congo

Um grupo de arqueólogos da Universidade de Coimbra (UC) deverá partir em breve para Angola para resgatar testemunhos do antigo Reino do Congo no âmbito da candidatura de Mbanza Congo a património da humanidade pela Unesco.



A deslocação da equipa para realizar uma campanha de escavações esteve agendada para julho passado, mas foi adiada, aguardando agora uma nova data para a partida, revelou à agência Lusa a sua responsável, Conceição Lopes, que presta assessoria ao Governo de Angola no domínio da arqueologia.


A cidade foi a capital do antigo Reino do Congo, no noroeste do Angola, abrangendo ainda territórios da RD Congo e de Cabinda, tendo sido um dos principais estados africanos pré-coloniais.


Fonte: (05 Ago 2012). LUSA: http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/arqueologos-portugueses-vao-ajudar-a-desvendar-antigo-reino-do-congo_14781421.html


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por noticiasdearqueologia às 13:14

Terça-feira, 28.08.12

Complexo Arqueológico dos Perdigões com novas descobertas


O Complexo Arqueológico dos Perdigões, um projecto da Herdade do Esporão, próximo de Reguengos de Monsaraz (Évora), é agora um forte ponto de atracção para o público, pelas suas mais recentes descobertas.







Os achados científicos apontam para novas interpretações e novos significados sobre as primeiras sociedades de pastores e agricultores no interior alentejano há cerca de 5.500 anos. Alguns destes achados, estatuetas antropomórficas em marfim, são raros na Península Ibérica e podem agora ser vistas, pela primeira vez, em território nacional.


De acordo com o arqueólogo António Varela, responsável pelas escavações, foi encontrado um importante conjunto de ídolos em marfim, numa área de acumulação de restos humanos cremados. Desse conjunto, destacam-se cerca de 20 estatuetas em marfim, datadas de meados do 3º milénio a.C., que terão à volta de 4.500 anos. Esta descoberta, coloca assim, os Perdigões como o complexo arqueológico com a maior quantidade de objectos em marfim no contexto da pré-história portuguesa. Estas estatuetas normalmente representam características masculinas, de grande realismo e beleza estética.


Os recintos dos Perdigões relacionam-se com o apogeu das primeiras sociedades camponesas europeias, que desenvolveram grandes e complexos povoados ou centros cerimoniais, que agregavam comunidades de vastos territórios.


Este conjunto pré-histórico compreende uma área, aproximadamente, de 20 hectares e é composto por um extenso conjunto de recintos concêntricos delimitados por grandes fossos, escavados na terra e na rocha, por necrópoles (cemitérios) e um cromeleque de menires associados a recintos cerimoniais circulares, compostos por grandes blocos de pedra colocados ao alto.


Construído por comunidades neolíticas e da Idade do Cobre, este sítio terá tido um grande simbolismo para as comunidades que habitavam aquela área, tendo sido utilizado para práticas funerárias, relacionadas com o culto dos mortos e dos antepassados. A vida no recinto dos Perdigões estendeu-se por mais de 1.500 anos e foi lá que, em 1996, quando o Esporão adquiriu a Herdade dos Perdigões para nela plantar vinha, se descobriu este notável lugar.


Desde 1997 que este projecto é liderado pela ERA - Arqueologia, um programa de investigação, protecção e promoção deste sítio arqueológico. O projecto conta com o apoio financeiro e logístico do Esporão e do Estado Português e inclui especialistas de várias instituições, nomeadamente, das universidades de Coimbra e de Málaga, o Instituto Arqueológico Alemão, o Laboratório de Arqueociências do Igespar ou o Instituto Tecnológico e Nuclear.


O sítio vai estar aberto ao público pelo menos até 2014, quando o financiamento acordado para o projecto chega ao fim. Os responsáveis pelo complexo arqueológico esperam renovar esse apoio financeiro nessa altura.


Fonte: Catarina Gomes (09 Ago 2012). SOL: http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=56535






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por noticiasdearqueologia às 13:08

Terça-feira, 28.08.12

Estatuetas em marfim com cerca de 4.500 anos descobertas no Complexo dos Perdigões

Perto de 20 estatuetas em marfim, com cerca de 4.500 anos e eventualmente relacionadas com rituais ligados à morte, foram descobertas no Complexo Arqueológico dos Perdigões, da empresa vinícola Esporão S.A., perto de Reguengos de Monsaraz (Évora).



Durante as escavações, "tem aparecido muito marfim e, entre os vários objetos, estão estas estatuetas", datadas de "meados do 3.º milénio antes de Cristo", que "terão à volta de 4.500 anos", revelou hoje à agência Lusa António Valera, da empresa ERA -- Arqueologia.


De acordo com o arqueólogo, trata-se da "primeira vez que este tipo de peças e com estas caraterísticas aparece em Portugal", havendo objetos idênticos "já conhecidos noutros sítios do género no sul da Península Ibérica".


Fonte: (08 Ago 2012). LUSA: http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/estatuetas-em-marfim-com-cerca-de-4-500-anos-descobertas-no-complexo-dos-perdigoes_14797591.html


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por noticiasdearqueologia às 13:06


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