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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Terça-feira, 31.08.10

Descoberto próximo de Beja um dos maiores povoados fortificados da Idade do Bronze


A terceira campanha de escavações arqueológicas no Outeiro do Circo (Mombeja/Beringel) termina hoje e já é possível concluir que se está perante um dos maiores povoados fortificados da Idade do Bronze Final (1200-800 a.C.) do Sul da Península Ibérica.





O povoado, com cerca de 17 hectares, figura entre os maiores conhecidos desta época O povoado, com cerca de 17 hectares, figura entre os maiores conhecidos desta época (Foto: DR)





Durante as escavações realizadas nesta última campanha, que arrancou no início de Agosto, foi possível compreender como se estruturava a complexa muralha, que tem uma dimensão muito superior à inicialmente esperada pelos investigadores. É composta por um muro periférico de contenção a uma rampa de barro que consolidava a base de uma muralha na zona mais elevada. A conclusão dos arqueólogos é que toda a estrutura "servia como arma intimidatória mesmo a grandes distâncias".
O povoado, com cerca de 17 hectares, figura entre os maiores conhecidos desta época e que normalmente não ultrapassam os 5 a 6 hectares, "o que lhe permite atribuir um papel capital no controlo de um vasto e rico território no centro dos férteis "barros negros" de Beja.
Sabe-se também que o Outeiro do Circo não se encontrava isolado, mas dominaria uma vasta rede de pequenos sítios de planície que fariam a exploração deste território. É o caso de Arroteia 6, um pequeno povoado aberto, localizado a menos de um quilómetro do Outeiro do Circo. Este sistema defensivo apresenta-se muito complexo e "com raros paralelos no território nacional", acentuam os arqueólogos. Os trabalhos de pesquisa dirigidos pelos arqueólogos Miguel Serra e Eduardo Porfírio, membros do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto e da empresa de arqueologia Palimpsesto, dão continuidade aos realizados em 2008 e 2009.
Em anteriores escavações foi registada a presença de vários derrubes que fariam parte da muralha, juntamente com muitos fragmentos de cerâmica enquadráveis na Idade do Bronze, bem como vestígios de épocas mais recentes e outros de períodos mais recuados, comprovado na descoberta de um braçal de arqueiro.

Novas colaborações

Outra presença constante são os numerosos fragmentos de barro cozido, que poderão ter feito parte da estrutura da muralha, sugerindo-se a sua utilização como ligante para preenchimento de lacunas na construção, à semelhança do que se propôs para outros povoados muralhados da mesma época
As escavações integram-se no projecto de investigação A transição Bronze Final/1.ª Idade do Ferro no Sul de Portugal. O caso do Outeiro do Circo e são apoiadas pela Câmara de Beja, Junta de Freguesia de Mombeja e a empresa de arqueologia Palimpsesto.
Através da formalização de novas candidaturas, os responsáveis do projecto contam, no futuro, envolver outras instituições para prosseguir as investigações na estação arqueológica, que já em 1989 mereceu uma primeira apreciação num projecto elaborado pelos arqueólogos Rui Parreira e Teresa Matos Fernandes, sobre O Bronze do Sudoeste na Região de Beja, no então Instituto Português do Património Cultural.


Fonte: Carlos Dias (27 Ago 2010). Público: http://www.publico.pt/Cultura/descoberto-proximo-de-beja-um-dos-maiores-povoados-fortificados-da-idade-do-bronze_1453085



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por noticiasdearqueologia às 13:47

Terça-feira, 31.08.10

Sepultura com 12 mil anos em Espanha



Foi enterrada há 12 mil anos, com pinturas em tons de ocre, numa gruta, em El Miron, um conhecido local com vestígios do Paleolítico, na Cantábria, em Espanha. Agora, o investigador Manuel González Morales, do instituto internacional de investigações pré-históricas da Cantábria, fez a descoberta dos restos mortais, em escavações realizadas no local, segundo noticiou o El Mundo.







Dadas as características do achado, a equipa acredita ter identificado a primeira sepultura encontrada em Espanha do período cultural magdalenense (entre há 15 mil e 8000 anos), do Paleolítico Superior. Este período caracterizou-se pelo fabrico de utensílios em osso e por ritos fúnebres que incluíam justamente pinturas com ocre.


A descoberta aconteceu quando a equipa fazia escavações para poder datar gravuras que existem em rochas naquele local.


Fonte: (27 Ago 2010). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1649176




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por noticiasdearqueologia às 13:42

Terça-feira, 31.08.10

Ocupação romana no Castelo

Escavações arqueológicas em Crestuma revelam construções.

O desvendar do enigma do castelo de Crestuma, que vive na memória lendária da freguesia de Gaia, está mais perto. As escavações arqueológicas no Parque do Castelo, que terminam depois de amanhã, confirmam a ocupação romana daquele local.



A equipa de arqueólogos, coordenados por Gonçalves Guimarães e António Manuel Silva e patrocinados pelo Parque Biológico de Gaia, descobriram uma grande quantidade e variedade de vestígios, nomeadamente pedaços de cerâmica, oriunda da Fóssia, vidro romano, bocados de telhas, pedras trabalhadas e alinhamentos de construções antigas.


Os especialistas escavaram numa área no alto do parque do Castelo (na cota mais alta do cabeço) e na praia de Favaios, junto ao Douro.


Embora o espólio encontrado tenha de ser tratado durante os próximos meses pelos arqueólogos tarefeiros que prestam serviço no Solar Condes de Resende, já é possível confirmar que, de facto, existiu uma construção (uma espécie de fortificação romana) no alto do Castelo que teria como função o controlo das travessias do Douro. Certo é que esta campanha (à qual deverão seguir-se outras) prova a importância e o valor da estação arqueológica do Castelo de Crestuma na história do Vale do Douro nos períodos tardo-romano e altimediévico até à Idade Média.


O Parque Biológico de Gaia dá conta de que foram encontrados, ainda, vestígios romanos de grande porte que poderão estar relacionados com uma estrutura portuária e que toda a área do monte do lugar do Castelo acolheu construções no passado. “Tudo indica que terá sido ocupada ao longo de várias épocas”, especificou, ao JN, Nuno Gomes Oliveira, presidente da Empresa Municipal do Parque Biológico de Gaia.


Os alinhamentos de construções, descobertos no subsolo do Parque do Castelo, continuarão à vista. Para que os utentes possam compreender as descobertas, será colocada informação que incluirá uma planta muito sumária do núcleo de construções que terá existido naquele local, especifica Nuno Gomes Oliveira.


Após o trabalho de laboratório no Solar Condes de Resende, será desenvolvido um estudo científico sobre o lugar do Castelo, em Crestuma, nas áreas de arqueologia, geomorfologia, arqueobotânica, entre outras ciências.


Fonte: Carla Sofia Luz (24 Ago 2010). Jornal de Notícias:  http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Vila%20Nova%20de%20Gaia&Option=Interior&content_id=1647676



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por noticiasdearqueologia às 13:37

Terça-feira, 31.08.10

Gaia: Encontrados vestígios de estrutura portuária romana na praia fluvial de Favaios

Vestígios arquitetónicos romanos de grande porte que poderão ter a ver com uma estrutura portuária foram encontrados em escavações arqueológicas na praia fluvial de Favaios, anunciou hoje o Parque Biológico de Gaia.







Em comunicado, a empresa municipal que gere os parques de Gaia refere que as escavações confirmaram também "a existência de vestígios de construção no alto do Castelo de Crestuma que poderão ter a ver com as suas funções de controle do Rio Douro e da sua travessia naquelas épocas".


As escavações arqueológicas terminam sexta feira, estando programado para os próximos meses o tratamento por arqueólogos tarefeiros do espólio encontrado, a que se seguirá o estudo científico por especialistas em arqueologia, geomorfologia, arqueobotânica e outras ciências.


Fonte: (24 Ago 2010). LUSA: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/11433670.html






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por noticiasdearqueologia às 13:33

Terça-feira, 31.08.10

Múmias: entrámos dentro delas - Museu Nacional de Arqueologia

Deitadas numa nuvem de algodão, e enroladas em lençóis brancos, dentro das caixas de madeira que as hão-de transportar, as três múmias egípcias do Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa, pareciam... mortos.



A múmia de Pabasa prepara-se para entrar na máquina de TAC A múmia de Pabasa prepara-se para entrar na máquina de TAC (Miguel Manso)





Curiosamente, essa manhã de sexta-feira foi o único momento de todo o processo que vamos contar em que elas fizeram lembrar mortos. Mais tarde, libertas dos lençóis brancos, eram apenas uma presença silenciosa, confortável, com um discreto sorriso simpático, parecendo olhar com alguma ironia para a azáfama que as rodeava.
Comecemos então por essa manhã de sexta-feira, dois dias antes de as três múmias serem levadas para as instalações do IMI (Imagens Médicas Integradas), na Av. da República, em Lisboa, para fazerem radiografias digitais e TAC (tomografia axial computorizada). Na sala de antiguidades egípcias do MNA, o entusiasmo era grande.
O egiptólogo Luís de Araújo, do Instituto Oriental da Faculdade de Letras de Lisboa, andava de um lado para o outro entre as caixas onde as múmias já estavam deitadas. "Temos que estar preparados para tudo", avisava. "Pode haver, no meio das faixas de linho, amuletos, mas também pode não haver nada."
Eram os últimos preparativos para dar início ao Lisbon Mummy Project, um estudo inédito em Portugal e só possível através de uma parceria entre o IMI, que disponibilizou as instalações e a equipa de investigação liderada por Carlos Prates, a Siemens, que patrocina o projecto e disponibiliza uma estação de trabalho de pós-processamento avançado da informação digital, e o MNA, cujo director, Luís Raposo, coordena uma equipa que integra Luís de Araújo e ainda o arqueólogo Álvaro Figueiredo, do University College de Londres.
Primeiro as apresentações. Quem são as três múmias, duas com sarcófago e uma sem, que aguardam pacientemente nas suas camas de algodão? Da primeira, sabemos o nome - e logo, numa familiaridade que nos parece natural, começamos todos a referir-nos a ele como Pabasa. Que este era o seu nome e que foi sacerdote semati algures entre os séculos III e I a.C. - ou seja, explica Luís de Araújo, era o responsável por vestir a estátua do deus Min - é algo que ficamos a saber pelo texto escrito no sarcófago, hieróglifos que o professor decifra rapidamente percorrendo-os com um dedo.
Mas, quanto a informação, é apenas isso. "Ao contrário do que muita gente julga, estes textos não contam a vida do defunto. Nem há espaço para isso", continua Araújo. "São textos mágicos e profilácticos que pedem coisas para garantir a eternidade do defunto. E a eternidade só se garante com duas coisas: uma é acreditando que há uma vida eterna, e a outra é tendo um corpo bem conservado e bem alimentado. Eles são muito pragmáticos. Pedem pão, cerveja, carne de bovino, de aves, leite, vinho, incenso, baixela, roupas, um belo sarcófago."
A única das múmias que não tem "um belo sarcófago" (não se sabe porquê, provavelmente ter-se-á perdido) torna-se inevitavelmente menos familiar, já que temos que nos referir a ela como "múmia ptolemaica" (é dos séculos IV-I a.C.). O museu descreve-a como um "corpo humano, aparentemente masculino, envolvido em sudário de linho [...]. Não se consegue perceber a inscrição do nome do defunto, que não apresenta o título ou a profissão." Mas a esperança de todos na sala é que daí a dois dias já saibamos muito mais sobre ele.


Fonte: Alexandra Prado Coelho (24 Ago 2010). Público: http://www.publico.pt/Cultura/mumias-entramos-dentro-delas_1452649



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por noticiasdearqueologia às 13:28

Quinta-feira, 19.08.10

O maior depósito de marfim do país foi descoberto em Reguengos de Monsaraz


Mais de 300 elementos referentes a diversos objectos e animais.


Numerosas peças arqueológicas, de um realismo inédito e com 5500 anos, foram encontradas no Complexo dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz.





O que terá ocupado os 16 hectares do Complexo Arqueológico dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz, Évora, há 5500 anos? Um povoado ou um meeting point, parecido com o Stonehenge inglês? A resposta não é consensual, mas uma coisa é certa: o espaço reuniu muita gente, com conhecimentos astronómicos e técnicos avançados, e poderá ter funcionado como ponto de passagem para o comércio do marfim entre a Península Ibérica e o Norte de África.
As escavações mais recentes indicam que os dois sepulcros já estudados nos Perdigões têm o maior depósito de marfim do país. Os arqueólogos, que investigam o local desde 1997, registaram 300 elementos referentes a diversos objectos, sobretudo figuras de animais.
"Encontrámos estatuetas com um realismo notável, que reproduzem animais em tamanho pequeno, quando noutras comunidades predominava a arte esquemática", frisa António Valera, arqueólogo da ERA Arqueologia, a empresa responsável pelas escavações, em parceria com a empresa de vinhos Esporão. "A variedade destes animais é inédita em território nacional", sublinha. O passo seguinte é apurar a proveniência do marfim. Se for de origem indiana, comprova "a rede de contactos em que se integrava a Península Ibérica" no Calcolítico (3000 anos a.C.), disse o responsável, numa conferência, anteontem, em Lisboa.
O estudo dos rituais funerários daquela época está na base das escavações, desenvolvidas inicialmente numa zona de necrópole. Há três anos, os arqueólogos dedicaram-se aos fossos que delimitam o complexo. Nos dois locais encontraram ossadas humanas e animais, e nos últimos dias acharam esqueletos incinerados. "A diversidade na gestão da morte é uma das questões centrais para entender o que foi este local pré-histórico, ao longo dos 1500 anos em que esteve ocupado", diz Valera.
As pesquisas, em que participam investigadores de várias universidades internacionais, fornecem dados também sobre a organização social dos habitantes dos Perdigões. Por exemplo, para a escavação de cada um dos fossos, foi necessário retirar 55 toneladas de rocha. "Tudo isso escavado à mão ou apoiados com pedra, hastes e animais. Isso exige uma grande organização social e logística", explica Valera. Além disso, o complexo circular e com 500 metros de diâmetro está construído "com uma orientação astrológica e cosmológica". As portas, localizadas a nordeste e a sudeste, coincidem com os solstícios de Verão e de Inverno.

Uma escavação arqueológica fora do comum
A investigação em curso nos Perdigões pouco tem a ver com as escavações arqueológicas tradicionais. Este é um projecto de "arqueologia em construção", afirma Miguel Lago, administrador da Era Arqueologia. Qual a diferença? "Não queremos apresentar um trabalho final após a escavação, mas sim inserir a população no processo de interpretação à medida que vamos descobrindo novos elementos", explica.
A Era Arqueologia e a Esporão, empresa de vinhos que adquiriu a Herdade dos Perdigões em 1996, querem tirar partido do potencial cultural do complexo, promovendo visitas guiadas aos locais das escavações.
Para isso, João Roquette, presidente da Comissão Executiva da Esporão, está à procura de parceiros que financiem o projecto. A ideia é criar um "pacote" que inclua turismo, gastronomia e vinhos, tirando partido dos empreendimentos turísticos em construção na zona do Alqueva. O objectivo é avançar em breve, depois de uma análise dos investimentos e infra-estruturas necessárias, garantem os responsáveis.


Fonte: Marisa Soares (30 Ago 2010). Público: http://www.publico.pt/Local/o-maior-deposito-de-marfim-do-pais-foi-descoberto-em-reguengos-de-monsaraz_1449387



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por noticiasdearqueologia às 13:51

Quinta-feira, 19.08.10

Arqueólogos descobrem templo budista no Afeganistão

Em meio aos conflitos que assolam o país, arqueólogos encontram um sítio budista repleto de relíquias ao sul da capital Cabul


Buda de Bamyan

Uma das estátuas dos Budas de Bamyan, na região central do Afeganistão, desfigurada pelo regime do Talibã que governou o país entre os anos de 1996 e 2001 (DeA Picture Library)





Dentro do templo existem belas salas, murais artísticos coloridos e moedas




Arqueólogos afegão encontraram restos da era budista ao sul de Cabul. Mohammad Nader Rasouli, chefe do departamento de arqueologia do Afeganistão, disse nesta terça-feira, em entrevista à agência de notícias Reuters, que foi encontrado um templo repleto de estátuas e ornamentos em ouro.

 

As autoridades do país informaram que algumas relíquias datam do ano 500, mas há indícios de que muitos objetos sejam pré-históricos. Rasouli disse que o país precisa de ajuda internacional para manter a integridade dos objetos e realizar mais escavações.

 

Os arqueólogos disseram que dentro do templo existem belas salas, murais artísticos coloridos e moedas. O sítio arqueológico tem mais de 12 quilômetros e está na região de Aynak, um pouco ao sul da capital Cabul.

 

O lugar é próximo do local onde a China vem extraindo cobre, parte de um investimento bilionário no Afeganistão. Rasouli disse ainda que a extração de cobre não prejudicou as escavações, mas desde que o governo deu início às escavações, há um ano, algumas relíquias foram roubadas ou destruídas por contrabandistas.

 

Relíquias budistas correm perigo dentro do Afeganistão. O Talibã, regime mulçumano que governou o país durante os anos de 1996 e 2001, destruiu os gigantescos budas de Bamyan, por entenderem que as estátuas representavam uma ameaça ao Islã. O Afeganistão, atualmente quase todo muçulmano, já passou por diferentes dominações de credo como o hinduísmo, o budismo e o zoroastrismo — uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia, atual Irã.

 

Rasouli concluiu dizendo que o governo afegão não possui recursos para levar as relíquias para um local mais seguro. A intenção do chefe do departamento de arqueologia do Afeganistão é construir um museu onde o templo foi encontrado.

Fonte: (17 Ago 2010). Veja.com: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/arqueologos-descobrem-templo-budista-no-afeganistao

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por noticiasdearqueologia às 13:48

Terça-feira, 17.08.10

Descoberta de ruínas romanas em Vieira do Minho abre caminho à musealização do local


Arqueólogos da Universidade do Minho encontraram edifício do século I.


Um edifício romano de grandes dimensões foi descoberto por arqueólogos da Universidade do Minho (UM) durante uma sondagem em Vieira do Minho. O achado é um exemplar único de ruínas romanas em fase de escavações no Noroeste da Península Ibérica e vai continuar a ser estudado. A Câmara de Vieira do Minho está a preparar um projecto de musealização do local.





 As escavações terminaram há cerca de uma semana As escavações terminaram há cerca de uma semana (Enric Vives-Rubio (arquivo))





As ruínas foram descobertas num terreno do Campo da Igreja Velha, na freguesia de Cantelães, bem próximo do Castro de Vila Seca, uma povoação de origem pré-romana, onde recentemente foram descobertos vestígios de fortificação no período Romano e na Idade Média. As escavações terminaram há cerca de uma semana e os investigadores estão ainda a avaliar os dados recolhidos nessas sondagens. "Não temos certezas acerca do tipo de sítio que encontramos", assume Helena Carvalho, responsável científica pelas escavações.
O local pode ter sido uma pequena aldeia ou uma mansio, uma grande estalagem que habitualmente era encontrada à margem das vias romanas. A proximidade da via XVII, que ligava Braga a Astorga, através de Chaves, leva os arqueólogos a admitirem esta hipótese como provável.
A única certeza é a de que se trata de um edifício de grandes dimensões, que se prolonga por uma área de várias centenas de metros. Além disso, os vestígios de cerâmica e vidro encontrados permitem datar o sítio do século I d.C. e inícios do século II. "Esta datação revela-nos uma ocupação muito prematura, numa fase em que os romanos se instalavam nesta região", revela Helena Carvalho.
A arqueóloga está entusiasmada com a importância que o local pode ter em termos científicos. "Vai dar-nos alguns indicadores sobre o povoamento de regiões de montanha, acerca das quais não há muitas informações", antecipa, acrescentando que o local será também muito importante para perceber "como se organiza o povoamento dentro das regiões periferias do Império".
A sondagem feita pela equipa da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, coordenada por Helena Carvalho e Mário Rui Cruz, decorreu durante o último mês e foi financiada pela Câmara de Vieira do Minho. A autarquia assume "total compromisso com o trabalho dos arqueólogos".
"Este achado vem enriquecer o nosso património e nós só podemos apoiar", assegura o presidente da câmara, Jorge Dantas. O autarca garante que o município vai continuar a investir no local, financiando novos trabalhos arqueológicos, que deverão acontecer no Verão do próximo ano.

"Mais-valia"
A Câmara de Vieira do Minho está mesmo a avaliar o desenvolvimento de um projecto de musealização do local e, se a dimensão do achado o justificar, a criação de um parque arqueológico naquela área do concelho. "É um investimento a médio prazo. Não é um trabalho para um ou dois anos, mas é uma mais-valia que não vamos desperdiçar", promete Jorge Dantas.
Helena Carvalho concorda que "face à qualidade das estruturas encontradas justifica-se a musealização", propondo também a criação de um centro de interpretação da presença romana na região naquele local.Jorge Dantas diz que a Câmara de Vieira do Minho assume "total compromisso" com os estudos arqueológicos em curso.


Fonte: Samuel Silva (9 Ago 2010). Público: http://www.publico.pt/Cultura/descoberta-de-ruinas-romanas-em-vieira-do-minho-abre-caminho-a-musealizacao-do-local_1450570



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por noticiasdearqueologia às 13:17

Terça-feira, 17.08.10

Continuam as escavações arqueológicas no monte padrão – Santo Tirso

 


O Gabinete Municipal de Arqueologia de Santo Tirso está  a dar continuidade às escavações arqueológicas no Monte Padrão, Freguesia de Monte Córdova, Concelho de Santo Tirso, trabalhos que se prolongam, ininterruptamente, desde 1990.  


Durante este mês e o próximo, Julho e Agosto, respectivamente, este projecto de investigação está a ser desenvolvido na vertente da face leste do Castro com o objectivo de documentar o sistema defensivo e estruturas complementares e respectiva evolução crono-estratigráfica. Os trabalhos contam com a colaboração de quatro alunos do curso de Assistente de Arqueologia da Escola Profissional de Arqueologia do Marco de Canaveses sob coordenação de Álvaro Moreira, o responsável científico por este projecto financiado na totalidade pela Câmara Municipal de Santo Tirso. 


Em paralelo, têm vindo a desenvolver-se acções de manutenção, conservação e musealização do Castro, simultaneamente, com actividades de carácter pedagógico implementadas no Centro Interpretativo do Monte Padrão (CIMP). Exemplo disso é a exposição “A mulher romana nas moedas do Museu de Vila Real”, patente no CIMP até ao dia 12 de Setembro de 2010. 


Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o Castro de Monte Padrão foi escavado pela primeira vez na década de 50 do século passado, por Carlos Faya Santarém. Em 1986 a Câmara Municipal de Santo Tirso deu início a um conjunto de acções com o propósito de promover a protecção, estudo e valorização da estação arqueológica. Para garantir o apoio sustentável às actividades relacionadas com o Castro do Monte Padrão – seja o desenvolvimento disciplinar da Arqueologia no âmbito da gestão do recinto de que as ruínas são o núcleo fundamental, seja a divulgação dessa memória arqueológica junto da comunidade – a Câmara Municipal inaugurou em Abril de 2008, o Centro Interpretativo de Monte Padrão (CIMP), equipamento cultural construído de raiz e no qual foram investidos mais de 500 mil euros.


Fonte: (10 Ago 2010). Metro News: http://www.metronews.com.pt/2010/08/10/continuam-as-escavacoes-arqueologicas-no-monte-padrao-santo-tirso-2/


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por noticiasdearqueologia às 13:09

Terça-feira, 17.08.10

Escavações mostram antiga torre medieval em Almeida

O projecto de pesquisa arqueológica no castelo pretende viabilizar um programa para a sua requalificação urbanística e valorização patrimonial.

A campanha de escavações arqueológicas que termina hoje em Almeida permitiu o reconhecimento de uma das antigas torres medievais do castelo daquela vila e das estruturas de armazenamento de munições que estiveram na origem da sua destruição. As escavações inserem-se no projecto “O Castelo de Almeida: origem medieval, reformas manuelinas e reutilização moderna. Investigação e valorização arqueológica”, desenvolvido no quadro de um protocolo de colaboração entre a câmara local e o Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores. A parceria entre estas instituições visa o estudo, identificação e valorização do património histórico e arqueológico do concelho de Almeida, em particular da sua arquitectura militar medieval e moderna. O projecto de pesquisa arqueológica no castelo pretende viabilizar um programa para a sua requalificação urbanística e valorização patrimonial. De salientar que, após as sondagens realizadas em 2007, decorreram algumas campanhas arqueológicas desde 2009, a que se pretende dar continuidade. O projecto permitiu esclarecer questões como a data de fundação do castelo e da própria vila, «no âmbito do processo de povoamento ou repovoamento desta região da Beira Interior nos alvores da nacionalidade». Por outro lado, o modo de vida das comunidades que «habitaram o recinto e o burgo na Idade Média e as etapas político-militares de ocupação do espaço no contexto das guerras da segunda metade do século XIV» e a «natureza das obras inovadoras introduzidas no reinado de D. Manuel I pelo célebre arquitecto Francisco Danzilho» foram outros dos aspectos esclarecidos.
Castelo está na origem da fundação da vila
O referido monumento, que «terá sido muito provavelmente o espaço fundador da vila, o local de assentamento do primeiro núcleo de povoadores e o centro do poder político-militar até à Idade Moderna» permaneceu como «um elemento primordial do aglomerado urbano até inícios do século XIX, quando uma monumental explosão o deixou em ruínas, no quadro da terceira invasão francesa». Para a equipa que tem a seu cargo esta prospecção arqueológica, o castelo «foi um dos melhores exemplares em Portugal continental da arquitectura militar de finais da Idade Média e inícios da Idade Moderna». Os trabalhos, que agora terminam, iniciaram-se a 19 de Julho. Financiado pela Câmara Municipal de Almeida, este projecto pretende ser, também, um espaço de formação em arqueologia. Tanto que a campanha deste ano contou com a presença alunos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Fonte: (13 Ago 2010). Guarda.pt: http://www.guarda.pt/noticias/sociedade/Paginas/escavaes-mostram-antiga-torre-medieval-em-almeida.aspx

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por noticiasdearqueologia às 13:02

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