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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Sexta-feira, 29.01.10

Mação, Abrantes e Barquinha pioneiros na certificação do património cultural

Processo de avaliação Herity encontra-se na fase final e os resultados são divulgados em Abril.

fotoSerá já no próximo mês de Abril que se ficam a saber os resultados finais do processo de avaliação Herity, junção das palavras Heritage (património) e Quality (qualidade). Trata-se de um sistema criado pelo Comité Internacional para a Gestão de Qualidade do Património Cultural que visa “combater a falta de informação relativa ao património cultural” e ajudar o público a decidir se deve ou não visitar um local que é património cultural.


Aplica-se, por exemplo, a museus, monumentos, edifícios religiosos, castelos, parques arqueológicos, bibliotecas e arquivos. Neste âmbito, encontram-se em fase de certificação cinco sítios localizados na zona norte do distrito (Alto Ribatejo), nomeadamente a Biblioteca António Botto e o Castelo (Abrantes), o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado no Vale do Tejo (Mação) e o Centro Cultural e o Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (Barquinha).


De acordo com os avaliadores do processo, que durante cinco dias visitaram os locais referidos, falta agora a avaliação do público para que o Herity, iniciado em 2006, tenha o seu desfecho. Após a divulgação dos resultados, estes locais serão devidamente identificados com o símbolo da organização, que indica o nível atribuído ao local, reconhecimento que é válido por um período de três anos.


Os concelhos de Mação, Abrantes e Vila  Nova da Barquinha foram os primeiros no nosso país a aderir a esta iniciativa que já correu países como Itália, França e Brasil. No dia 19, o processo foi explicado no Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado no Vale do Tejo, em Mação, durante uma conferência de imprensa. A iniciativa partiu dos municípios e teve início num congresso em Lisboa dedicado a esta temática.


De acordo com Jorge Rodrigues, coordenador nacional do programa Herity Portugal, o processo inclui uma análise rigorosa da gestão patrimonial e do valor cultural dos sítios, da conservação destes, das informações transmitidas ao público e da qualidade dos serviços prestados, considerados como “os quatro aspectos-chave da gestão patrimonial”.


Para isso, a organização não-governamental internacional, que tem sede em Roma, “não só conta com a qualificação de especialistas na área, mas também com a opinião do público desses sítios patrimoniais, formando um completo sistema de avaliação, que integra todos os aspectos-chave da gestão patrimonial”.


 


“Atrair mais visitantes


de qualidade”


Para além dos três avaliadores da Herity, marcaram presença na sessão Saldanha Rocha, presidente da Câmara Municipal de Mação, Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes e Fernando Freire, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha. Na mesa, para além de Jorge Rodrigues, coordenador do Herity em Portugal, destacou-se ainda a presença de Eugénio de Almeida, vice-presidente do Instituto Politécnico de Tomar e Sofia Rodrigues da Nersant.


“Abrantes, Barquinha e Mação dão ênfase a um processo que é um exemplo para o país. Um processo dinâmico de cooperação, de trabalho em rede para podermos validar os bens patrimoniais que estão a ser avaliados pela comissão Herity”, apontou Saldanha Rocha, para quem este processo contribuiu para “o benefício da economia da região”.  


Já para Maria do Céu Albuquerque, autarca de Abrantes, “estamos diante de um novo paradigma de gestão autárquico dado que três câmaras, em boa hora decidiram que juntas podem fazer mais”. A autarca é a opinião de que estas “redes entre autarquias” permitem uma promoção mais efectiva do turismo cultural da região. “Ao fazermos esta partilha de recursos vamos atrair turistas diferenciados aos equipamentos culturais dos três concelhos, fazendo a promoção da nossa economia local”, considera.


Também Fernando Freire, vice-presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, considera que este um passo significativo no âmbito do que se vê nas autarquias locais. “Um processo arrojado e onde devemos caminhar juntos”, apontou.


Fonte: (28 Jan 2010). O Mirante: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=428&id=61463&idSeccao=6632&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 23:43

Sexta-feira, 29.01.10

Arte rupestre em perigo

Detectados, na região do Minho, diversos núcleos destruídos ou em risco de destruição.


No Minho, há vários tipos de património arqueológico que estão ameaçados pela intervenção humana e que preocupam os arqueólogos que mais de perto lidam com os achados da região. Guimarães, Braga e Fafe são áreas já sinalizadas.

Dois painéis de gravuras rupestres localizados no jardim de uma moradia em Donim, concelho de Guimarães, foram totalmente destruídos. A denúncia é feita pela Sociedade Martins Sarmento (SMS), instituição cultural da cidade fundada em 1881.

Técnicos da SMS dirigiram-se recentemente ao local, no âmbito da elaboração de uma publicação científica, e encontraram também, parcialmente destruído, um terceiro painel, de maiores dimensões. Foi afectado pela construção de um muro de cimento, enquanto os dois primeiros foram destruídos recorrendo ao balde de uma máquina escavadora. "Construiu-se um muro sobre um dos painéis, mas os outros dois, onde estava o cavalo, foram destruídos. Destruíram-nos com uma retroescavadora", constatou Gonçalo Cruz, arqueólogo da sociedade.


Queixa no Ministério Público

As gravuras mais expressivas, nomeadamente uma representação de um zoomorfo (cavalo), foram destruídas. A referida figura era, até agora, a única conhecida na região. "No painel mais visível, estava bem nítido um cavalo, com a zona do dorso, da crina e do focinho, embora as patas estivessem um pouco apagadas", explicou, ao JN, Gonçalo Cruz.

Verdadeiramente desolador é como a estrutura classifica o cenário encontrado, revelador, de acordo com a instituição, de "um acto de destruição gratuita". Condenando "com veemência" o que considera ser "puro vandalismo", a sociedade refere que em causa estão "representações milenares de incalculável valor científico, patrimonial e simbólico".

A SMS acrescenta que a situação foi comunicada à Câmara de Guimarães e ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR). Além disso, está em equação uma queixa para o Ministério Público para se indagar da intencionalidade da destruição do núcleo rupestre.

Identificado em Novembro de 2006 (e que não constava dos registos do século XIX deixados pelo arqueólogo Francisco Martins Sarmento), o núcleo de gravuras rupestres situa-se no jardim de uma pequena moradia. Desde Fevereiro de 2007, está incluído na carta arqueológica que faz parte do Plano Director Municipal.

A Sociedade Martins Sarmento acrescenta que, das várias vezes que se deslocaram ao local, os técnicos da instituição nunca encontraram o proprietário da moradia, mas explicaram a familiares o valor arqueológico do conjunto.

Contudo, existem na região outros núcleos rupestres diferentes do agora destruído que podem igualmente estar em perigo, mas por motivos distintos. "Há muitos núcleos rupestres ameaçados, mas por factores humanos indirectos. Os incêndios provocam muito calor, que faz estalar as rochas, que, depois, juntando à erosão, as destroem por completo", garantiu o arqueólogo.

Ainda recentemente, os elementos da equipa da SMS se aperceberam de que estava quase a ser perpetrada uma destruição de outro núcleo rupestre junto ao Castro de Sabroso, em Braga, mas aí ainda foram a tempo de salvar o património. "Conseguimos evitar porque detectámos uma terraplanagem e alertámos a Câmara Municipal e o IGESPAR, que depois tomaram as devidas providências", exemplificou.

Também em Fafe paira a ameaça sobre vestígios pré-históricos, que poderão ser destruídos sucumbindo à pressão urbanística. A ATRIUM, uma associação local de defesa do património, refere a existência de um túmulo já soterrado pelo depósito de entulhos clandestinos e outro muito próximo de uma zona habitacional que também pode desaparecer.

Esta associação prepara-se para apresentar, brevemente, um plano de salvação para os monumentos arqueológicos do concelho.

Fonte: Carlos Rui Abreu e Isabel Peixoto (18 Jan 2010) Jornal de Notícias.

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por noticiasdearqueologia às 23:34

Sexta-feira, 29.01.10

Neanderthal 'make-up' containers discovered

Neanderthal (Science Photo Library)


Scientists claim to have the first persuasive evidence that Neanderthals wore "body paint" 50,000 years ago.


The team report in Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) that shells containing pigment residues were Neanderthal make-up containers.


Scientists unearthed the shells at two archaeological sites in the Murcia province of southern Spain.


The team says its find buries "the view of Neanderthals as half-wits" and shows they were capable of symbolic thinking.



Professor Joao Zilhao, the archaeologist from Bristol University in the UK, who led the study, said that he and his team had examined shells that were used as containers to mix and store pigments.


Black sticks of the pigment manganese, which may have been used as body paint by Neanderthals, have previously been discovered in Africa.


"[But] this is the first secure evidence for their use of cosmetics," he told BBC News. "The use of these complex recipes is new. It's more than body painting."


The scientists found lumps of a yellow pigment, that they say was possibly used as a foundation.


They also found red powder mixed up with flecks of a reflective brilliant black mineral.





Pigment-coated ancient shell


The shells were coated with residues of mixed pigments




Some of the sculpted, brightly coloured shells may also have been worn by Neanderthals as jewellery.


Until now it had been thought by many researchers that only modern humans wore make-up for decoration and ritual purposes.


There was a time in the Upper Palaeolithic period when Neanderthals and humans may have co-existed. But Professor Zilhao explained that the findings were dated at 10,000 years before this "contact".


"To me, it's the smoking gun that kills the argument once and for all," he told BBC News.


"The association of these findings with Neanderthals is rock-solid and people have to draw the associations and bury this view of Neanderthals as half-wits."


Professor Chris Stringer, a palaeontologist from the Natural History Museum in London, UK, said: "I agree that these findings help to disprove the view that Neanderthals were dim-witted.


But, he added that evidence to that effect had been growing for at least the last decade.


"It's very difficult to dislodge the brutish image from popular thinking," Professor Stringer told BBC News. "When football fans behave badly, or politicians advocate reactionary views, they are invariably called 'Neanderthal', and I can't see the tabloids changing their headlines any time soon."


Fonte: (09 Jan 2010). BBC News: http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8448660.stm

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por noticiasdearqueologia às 23:30

Sexta-feira, 29.01.10

Ancient hominids may have been seafarers

Hand axes excavated on Crete suggest hominids made sea crossings to go 'out of Africa'.


Human ancestors that left Africa hundreds of thousands of years ago to see the rest of the world were no landlubbers. Stone hand axes unearthed on the Mediterranean island of Crete indicate that an ancient Homo species — perhaps Homo erectus — had used rafts or other seagoing vessels to cross from northern Africa to Europe via at least some of the larger islands in between, says archaeologist Thomas Strasser of Providence College in Rhode Island.

Several hundred double-edged cutting implements discovered at nine sites in southwestern Crete date to at least 130,000 years ago and probably much earlier, Strasser reported January 7 at the annual meeting of the American Institute of Archaeology. Many of these finds closely resemble hand axes fashioned in Africa about 800,000 years ago by H. erectus, he says. It was around that time that H. erectus spread from Africa to parts of Asia and Europe.

Until now, the oldest known human settlements on Crete dated to around 9,000 years ago. Traditional theories hold that early farming groups in southern Europe and the Middle East first navigated vessels to Crete and other Mediterranean islands at that time.

“We’re just going to have to accept that, as soon as hominids left Africa, they were long-distance seafarers and rapidly spread all over the place,” Strasser says. The traditional view has been that hominids (specifically, H. erectus) left Africa via land routes that ran from the Middle East to Europe and Asia. Other researchers have controversially suggested that H. erectus navigated rafts across short stretches of sea in Indonesia around 800,000 years ago and that Neandertals crossed the Strait of Gibraltar perhaps 60,000 years ago.

Questions remain about whether African hominids used Crete as a stepping stone to reach Europe or, in a Stone Age Gilligan’s Island scenario, accidentally ended up on Crete from time to time when close-to-shore rafts were blown out to sea, remarks archaeologist Robert Tykot of the University of South Florida in Tampa. Only in the past decade have researchers established that people reached Crete before 6,000 years ago, Tykot says.

Strasser’s team cannot yet say precisely when or for what reason hominids traveled to Crete. Large sets of hand axes found on the island suggest a fairly substantial population size, downplaying the possibility of a Gilligan Island’s scenario, in Strasser’s view.

In excavations conducted near Crete’s southwestern coast during 2008 and 2009, Strasser’s team unearthed hand axes at caves and rock shelters. Most of these sites were situated in an area called Preveli Gorge, where a river has gouged through many layers of rocky sediment.

At Preveli Gorge, Stone Age artifacts were excavated from four terraces along a rocky outcrop that overlooks the Mediterranean Sea. Tectonic activity has pushed older sediment above younger sediment on Crete, so 130,000-year-old artifacts emerged from the uppermost terrace. Other terraces received age estimates of 110,000 years, 80,000 years and 45,000 years.

These minimum age estimates relied on comparisons of artifact-bearing sediment to sediment from sea cores with known ages. Geologists are now assessing whether absolute dating techniques can be applied to Crete’s Stone Age sites, Strasser says.

Intriguingly, he notes, hand axes found on Crete were made from local quartz but display a style typical of ancient African artifacts.

“Hominids adapted to whatever material was available on the island for tool making,” Strasser proposes. “There could be tools made from different types of stone in other parts of Crete.”

Strasser has conducted excavations on Crete for the past 20 years. He had been searching for relatively small implements that would have been made from chunks of chert no more than 11,000 years ago. But a current team member, archaeologist Curtis Runnels of Boston University, pointed out that Stone Age folk would likely have favored quartz for their larger implements. “Once we started looking for quartz tools, everything changed,” Strasser says.

Fonte: Bruce Bower (08 Jan 2010). Science News.

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por noticiasdearqueologia às 23:25

Quinta-feira, 28.01.10

Homem de Neandertal desapareceu há 37 mil anos

Homem de Neandertal desapareceu há 37 mil anos




Nem há 28 mil, nem há 34 mil anos. Os neandertais desapareceram da face da terra há 37 mil anos.


A nova datação foi feita por uma equipa de investigadores liderada pelo arqueólogo e investigador português João Zilhão, da Universidade britânica de Bristol, com base em achados do lugar de Pego do Diabo, em Loures, perto de Lisboa.


A novidade, que é publicada hoje na revista científica PloS ONE, clarifica de uma vez por todas uma questão que estava em aberto - a da altura em que os neandertais deixaram de existir - e traz uma nova luz à compreensão das características morfológicas mistas (de neandertal e homem moderno) apresentadas pelo menino do Lapedo, descoberto há uma década no Lagar Velho, perto de Leiria.


Já se sabia que foi aqui, na Península Ibérica, a sul da fronteira natural traçada pelo vale do Ebro, que persistiram os últimos neandertais. A tese foi aliás proposta pelo próprio arqueólogo português há cerca de 20 anos e desde então aceite pela comunidade científica. Até agora, no entanto, não se sabia exactamente até quando duraram aqueles últimos resistentes nestas paragens.


A datação por radiocarbono de restos de fauna e de dentes que foram encontrados no Pego do Diabo, realizada por investigadores da Universidade de Viena, em colaboração com a equipa de João Zilhão, permitiram concluir que a data-limite para a persistência dos neandertais não pode ter sido mais recente do que 37 mil anos.


"Desde que se tornou claro, há cerca de 20 anos, a persistência tardia [dos neandertais a sul dos Pirenéus], a opinião da generalidade dos investigadores era que essa persistência não teria ultrapassado um intervalo de tempo impreciso, entre 34 mil e 38 mil antes do presente", adiantou ao DN o arqueólogo português. "Os novos resultados vêm, por um lado, trazer maior precisão a estas estimativas, colocando o limite em cerca de 37 mil, e, por outro, demonstrar de forma concludente o carácter infundado das especulações à volta de uma possível sobrevivência dos neandertais em Gibraltar até há cerca de 24 mil ou 28 mil anos", adiantou ainda João Zilhão. Esta descoberta vem contribuir também para compreender melhor a criança do Lapedo, da qual o arqueólogo português foi também um dos descobridores, em 1998.


O estudo do esqueleto e dentes da criança, que tinha cinco anos na altura da sua morte, ocorrida há 30 mil anos, revelou que o menino tinha características do homem moderno, mas também de neandertal, o que abalou o mundo da arqueologia e tem, desde então, sido motivo de debate por parte da comunidade científica.


Nunca antes do achado do menino do Lapedo tinha sido encontrada uma prova material de miscenização entre homens modernos e neandertais. Para João Zilhão, ao confirmar-se agora que deixaram de existir neandertais há 37 mil anos, "confirma-se também que o mosaico de características neandertais e modernas que caracteriza a criança do Lapedo, que data de há 30 mil anos, não pode ser interpretado como resultado de um evento de hibridação anedótico entre progenitores de espécies distintas (um neandertal, o outro moderno)". Como sublinhou ao DN, essa mistura de características "reflecte, assim, necessariamente um processo de miscigenação extensiva dos dois tipos de populações à época do contacto".


A permanência tardia dos neandertais nesta região deverá ter estado relacionada com factores climáticos.


Fonte: (27 Jan 2010). Diário de Notícias. http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/Interior.aspx?content_id=1479734



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por noticiasdearqueologia às 10:45

Quinta-feira, 28.01.10

EDIA promove, em Fevereiro, o 4º Colóquio de Arqueologia do Alqueva


Decorre entre os dias 24 e 26 de Fevereiro, no Auditório da EDIA em Beja, o 4º Colóquio de Arqueologia do Alqueva, uma organização da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva.

Este colóquio que terá quatro sessões, decorrerá em torno do Plano de Rega, entre 2002 e a actualidade.


As quatro sessões deste colóquio terão os seguintes motes, A Pré-História Recente, a Proto-História, a Época Romana e a Tardo Romano/Medieval.


Recorde-se que o último colóquio realizado, em 2001, girou em torno da divulgação de resultados dos trabalhos arqueológicos decorrentes da execução do Projecto de Alqueva, debruçando-se igualmente sobre a minimização de impactes na área a submergir pela albufeira.


Fonte: (28 Jan 2010). Rádio Planície: http://www.radioplanicie.com/gestao/noticias/index_noticias.php?noticia=2169


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por noticiasdearqueologia às 10:41

Segunda-feira, 25.01.10

Associação portuguesa de arqueólogos contra cais de cruzeiros de Angra


 


O presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP) defendeu esta segunda-feira a necessidade de “chamar à razão” o Governo Regional dos Açores relativamente à construção do Cais de Cruzeiros na Baía de Angra do Heroísmo, com sítios de interesse arqueológico.


“Estou perplexo por o governo alterar a sua posição em quatro anos. Em 2006 criou legislação para classificar a baía como reserva arqueológica subaquática nacional e agora muda tudo sem qualquer estudo”, afirmou o presidente da AAP, José Morais Arnaud, em declarações à Lusa.

O Governo Regional dos Açores reafirmou esta semana a intenção de construir o Cais de Cruzeiros de Angra do Heroísmo, considerando que se trata de um empreendimento que “integra a estratégia de futuro” definida para o transporte marítimo de passageiros e para o turismo de cruzeiros nos Açores.

Para o presidente da AAP, “é preciso um estudo exaustivo, nomeadamente de viabilidade económica e do impacte ambiental que as obras poderão causar”, defendendo ainda a necessidade de “apurar se o projecto é mesmo imprescindível e uma reivindicação das populações locais”.

Por outro lado, salientou que “os estudos determinarão se o projecto pode ser reajustado, deve ser colocado de lado ou feito num local alternativo, que não prejudique o património subaquático”.

José Morais Arnaud garantiu, por isso, que a AAP vai aguardar uma resposta do governo regional antes de tomar qualquer iniciativa, “nomeadamente uma queixa formal à UNESCO”.

“Temos que esperar para saber se o governo vai repensar o projecto ou insistir dando uma explicação racional”, acrescentou.

O presidente da AAP salientou que a Baía de Angra do Heroísmo “tem um valor excepcional”, considerando que “é um tesouro na área do património náutico e subaquático, possuindo condições para criar uma escola de arqueologia náutica destinada a formar técnicos de que o pais tanto precisa”.

Na Baía de Angra estão sinalizados vestígios de cerca de 90 naufrágios históricos, tendo sido já identificados cerca de duas dezenas de sítios com interesse arqueológico, dos quais dois são parques arqueológicos abertos ao turismo subaquático desde 2006.

Um dos parques refere-se ao naufrágio do vapor ‘Lidador’, um navio brasileiro de transporte de passageiros e mercadorias que afundou em 1878 e se encontra a sete metros de profundidade, a 10 metros da costa.

O ‘Lidador’ foi movido do local original onde foi encontrado para uma nova localização dentro da baía para permitir a construção do Porto de Recreio de Angra do Heroísmo.

O segundo parque é um ‘cemitério de âncoras’, a uma profundidade entre 16 e 40 metros, a cerca de 500 metros da costa, na zona onde ancoravam as naus e galeões dos séculos XVI e XVII.


Fonte: (25 Jan 2010). Açoreano Oriental: http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/199368


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por noticiasdearqueologia às 23:12

Segunda-feira, 25.01.10

Braga trocou parque arqueológico por parque de estacionamento


 


As escavações arqueológicas realizados no quarteirão dos antigos CTT da Avenida da Liberdade, em Braga, vão impor a criação de duas áreas museológicas no interior de um espaço comercial. A decisão tomada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) está contemplada no relatório final da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, que dá conta dos achados possibilitados por quase dois anos de escavações. Este decisão é considerada minimalista pelo arqueólogo jubilado Francisco Sande Lemos, que considera que Braga «perdeu uma oportunidade histórica» para criar um espaço museológico natural de grandes dimensões, que podia congregar num único parque arqueológico uma grande necrópole, uma via romana única e um grande santuário indígena centrado na Fonte do Ídolo. O arqueólogo é particularmente crítico para com a autorização que foi concedida para se avançar com a construção do parque de estacionamento subterrâneo do megaprojecto comercial que está a ser criado no quarteirão dos antigos Correios.

 


Fonte: Joaquim Martins Fernandes (25 Jan 2010). Diário do Minho: http://www.diariodominho.pt/noticia.php?codigo=36538


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por noticiasdearqueologia às 23:09

Terça-feira, 19.01.10

Museu de Arqueologia de Albufeira atinge recorde de visitas

Foto


O Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira, que em 2009 assinalou dez anos de existência, registou também no ano passado um recorde de visitas.


Os dados comparativos revelam que nos últimos dois anos a afluência de público registou um crescimento de cerca de 40 por cento.

Em 2008, o espaço foi visitado por 5457 pessoas, enquanto que em 2009 o número disparou para as 8894 visitas, entre turistas e residentes.

A maioria dos visitantes continua a ser de origem estrangeira (5502 estrangeiros e 3274 portugueses), tendo sido o mês de Maio o que registou a afluência mais elevada deste tipo de público.

Os valores mais significativos revelam que a faixa etária com maior frequência de visitas é a dos 26 aos 65 anos, representando um total de 4725 pessoas.

O sexo feminino lidera o número de visitas ao Museu, com 4453 visitantes em detrimento das 4001 entradas do sexo masculino.

Ao longo de 2009, a tendência ditou um aumento gradual do número de visitantes, que atingiu o seu pico nos meses de Maio (1027 visitas) e Agosto (1131 visitas).

O Museu de Arqueologia possui um importante espólio, albergando peças desde a Pré-história à Idade Moderna.

Além deste legado, o espaço desenvolve, ao longo do ano, diversas actividades destinadas aos variados públicos, visando uma maior aproximação entre os visitantes e o património histórico -arqueológico do concelho.

Fonte: (16 Jan 2010): O Barlavento:

http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=39073

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por noticiasdearqueologia às 21:59

Segunda-feira, 18.01.10

Convento de S. Francisco



 


 


 


Arrancou, na segunda-feira, mais uma importante fase do projecto de Requalificação do Convento de S. Francisco, em Castelo de Vide, com o início de novos trabalhos arqueológicos nas traseiras da igreja do edifício.

Um projecto a cargo da Fundação Nossa Senhora da Esperança, financiado em parte pelo Fundo Comunitário, através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

O Antigo Convento de S. Francisco, fundado em 1585, foi alvo de várias intervenções ao longo do tempo e, logo nos primeiros trabalhos arqueológicos realizados naquele local, ficou a certeza que a zona do Convento é arqueologicamente sensível.

Também por essa razão, nesta nova fase dos trabalhos a ajuda da Secção de Arqueologia da Câmara Municipal será crucial, uma vez que alguns dos seus elementos, que possuem valiosa experiência em trabalhos arqueológicos, estarão a ajudar nas escavações, sob direcção da arqueóloga Sandra Santos.

Segundo o Programa de Trabalhos de Escavação Arqueológica, Antropológica e Acompanhamento Arqueológico, elaborado pela Fundação Nossa Senhora da Esperança, serão três as áreas que terão intervenção directa no subsolo do espaço conventual, nomeadamente a Área do Baluarte virada a Sul, a Área do Poço Técnico e a Zona Frontal do edifício.  



Ainda tendo em conta o mesmo documento, "a mais que provável detecção de vestígios osteológicos humanos no interior e no exterior dos espaços a intervencionar, permitirá também a realização de estudos mais aprofundados sobre a população que viveu no convento e a que vivendo nas suas imediações aí praticou o culto religioso cristão".


Fonte: (16 Jan 2010). Fonte Nova: http://www.jornalfontenova.com/main.asp?pag=noticia.asp&artigo=35&menu=1&cod_menu=102



 

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por noticiasdearqueologia às 22:28

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