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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Sexta-feira, 27.03.09

Alunos da Escola Profissional de Arqueologia promovem "manif" por falta de pagamento de subsídios

Os alunos da Escola Profissional de Arqueologia (EPA) vão manifestar-se quinta-feira no Marco de Canaveses, em protesto contra os atrasos no pagamento de subsídios, que está a afectar o funcionamento desta escola única no país.


"A nossa escola encontra-se numa situação muito delicada. Os professores contratados estão sem receber subsídios desde Setembro de 2008 e os alunos não recebem desde Janeiro", denunciou Cristiana Lopes, aluna da EPA, num documento enviado à Lusa.


Em causa, está a transferência para a escola de verbas do Programa Operacional de Potencial Humano (POPH), que visa ultrapassar o défice de qualificações da população portuguesa.

Este programa concentra 8,8 mil milhões de euros de investimento públicos, dos quais 6,1 mil milhões são comparticipados pelo Fundo Social Europeu.


No ano passado, o POPH concedeu à Escola Profissional de Arqueologia um apoio de cerca de um milhão de euros para cursos profissionais.


Relativamente à situação dos alunos, Cristiana Lopes salientou a importância dos subsídios, atendendo a que a maior parte dos estudantes não é do Marco de Canaveses e necessitam deste apoio para pagar a renda de casa e assegurar as suas despesas pessoais.


"Há muitos alunos que dependem deste subsídio e alguns já estão a ser ameaçados de despejo pelos senhorios", alertou Cristiana Lopes.


"Os alunos não suportam mais esta situação e querem mostrar ao país o que se está a passar", acrescentou a aluna, numa alusão à manifestação que terá lugar quinta-feira, a partir das 09:00, frente aos Paços do Concelho de Marco de Canaveses.


Contactada pela Lusa, uma fonte da direcção da EPA confirmou a existência de "atrasos" no pagamento de subsídios aos alunos.


"Os subsídios não estão a ser pagos desde Janeiro", frisou a fonte, escusando-se a adiantar mais comentários sobre o assunto, nomeadamente sobre as consequências desta situação para o funcionamento da escola.


A Escola Profissional de Arqueologia, instituição pública criada em 1990 pelos ministérios da Educação e da Cultura, é a única escola profissional nesta área em Portugal.


Actualmente conta com cerca de uma centena de alunos, incluindo duas dezenas de estudantes provenientes de Cabo Verde.


A escola situa-se junto à Estação Arqueológica do Freixo, nos arredores de Marco de Canaveses, na antiga cidade romana de Tongobriga, uma das últimas construídas no território que actualmente é Portugal.


O problema do financiamento das escolas profissionais foi levantado terça-feira pela Federação Nacional dos Professores (FENPROF), que o considerou "insuficiente".


Esta estrutura sindical denunciou ainda os atrasos existentes, referindo que há estabelecimentos de ensino que não recebem há seis meses.


Na resposta, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, considerou "lamentável e vergonhoso" que a FENPROF impute ao governo responsabilidades nas regras de financiamento das escolas profissionais.



Em declarações à Lusa, Valter Lemos reconheceu, no entanto, que as regras de financiamento impostas às escolas profissionais pelos fundos europeus "são um problema".


Fonte: (25 Mar 2009). RTP / LUSA: http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Alunos-da-Escola-Profissional-de-Arqueologia-promovem-manif-por-falta-de-pagamento-de-subsidios.rtp&article=210214&visual=3&layout=10&tm=8

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por noticiasdearqueologia às 23:49

Sexta-feira, 27.03.09

António Matias é osteoarqueólogo ao serviço da Câmara Municipal de Santarém

Tem apenas 33 anos e há uma década que trabalha ao serviço da Câmara de Santarém. António Matias integra a equipa de arqueologia da autarquia composta por dois técnicos de arqueologia, um desenhador e três operários. Há 10 anos, António Matias trocou um lugar como oficial da Marinha pelo estágio na autarquia escalabitana. Natural da Figueira da Foz, onde tem casa, mulher e filho, passa a semana em Santarém.


Foi na faculdade que cresceu o entusiasmo e fantasias ligados às aventuras de Indiana Jones e às suas descobertas. Licenciou-se em Arqueologia na Universidade de Coimbra, esteve ano e meio em França num mestrado em antropologia biológica. Actualmente, está prestes a concluir a tese de mestrado em Evolução Humana recuperando a descoberta da maior necrópole islâmica do país no Largo Cândido dos Reis, em Santarém. A cidade, reconhece, é um “el dorado” para investigadores de arqueologia.


Enquanto uma colega fiscaliza os trabalhos no jardim das Portas do Sol, António Matias está neste momento encarregue da fiscalização dos trabalhos arqueológicos das obras do Jardim da República e do futuro Jardim da Liberdade. Desenvolve mais um trabalho de orientação e direcção do que de campo. Como diz, faz mais uma arqueologia de urgência, decorrente dos achados que são encontrados no decorrer de obras, do que uma arqueologia de investigação. “Tentamos identificar, avaliar e preservar as descobertas e prejudicar o menos possível o decurso das obras”, acrescenta.


O trabalho de campo começa bem antes. Há que limpar o terreno e dispor de um caderno de campo com a georeferenciação (com recurso a GPS) de toda a área e na qual são marcadas quadrículas da superfície, geralmente com dois metros quadrados cada uma. São também estimados os dados altimétricos (profundidade) para definir as diferentes cotas das escavações.


Detectado um esqueleto ou uma peça, há que trazê-los a descoberto. Em terrenos arenosos recorre-se a pincéis para afastar a areia. Em terrenos barrentos o trabalho é mais demorado e meticuloso. Curiosamente, é utilizado muito material odontológico, como reconhece António Matias. “Espátulas de aço de dentistas são perfeitas para tirar volumes de terra de ossadas e até do espaço entre vértebras. As espátulas mais achatadas adequam-se à limpeza de ossos longos e pincéis de vários tipos limpam com pormenor dentro das costelas do esqueleto. Até as tampas com pegas de alguns detergentes servem para recolher sedimentos”, descreve António Matias.


O esqueleto é limpo, faz-se o registo topográfico e fotográfico do local e das peças que, mais tarde, são analisadas em computador. O esqueleto é exumado peça a peça, que são ensacadas, identificadas e colocadas em caixotes. Estão armazenadas no edifício do antigo arquivo distrital, onde funciona parte do Departamento de Assuntos Culturais e Sociais da câmara. foto


Os métodos para avaliar as descobertas dependem do dinheiro de que se dispõe. Há os métodos bioquímicos, de laboratório, mais dispendiosos, onde se recorre a amostras de ADN, a informação genética de cada um. “Depois há os métodos baratos em que confiamos na experiência e conhecimentos adquiridos para avaliar a morfologia do esqueleto, a idade, sexo e a época em que viveu determinado indivíduo”, explica António Matias.


A arqueologia exige conhecimentos de uma série de áreas científicas conjugadas. Da tipografia à fotografia, passando pela geologia, petrografia (estudo das rochas), matemática, fauna, química, biologia e física.


 


Divulgar os objectivos e


os resultados da arqueologia


António Matias considera que há que proporcionar o conhecimento da arqueo-logia à população. “As pessoas devem saber o motivo pelo qual sofreram com o atraso nas obras do Largo Cândido dos Reis, que esteve quase cortado ao trânsito durante três meses. Têm de saber que se deveu à descoberta do maior cemitério islâmico do país, com 639 indivíduos. E que Santarém ganha importância para estudiosos e investigadores, que nos visitam, com essa descoberta”, sustenta António Matias.


O trabalho de António Matias espicaça-o a querer ir mais além e saber algumas histórias por contar. Como a de poder um dia analisar o túmulo mumificado de Pedro de Meneses, ex-governador de Ceuta, sepultado na igreja da Graça, “um dos poucos nobres do país que foi mumificado”. Ou saber a razão pela qual no esqueleto de um rapaz de Casével, entre os 20 e 25 anos, já com uns séculos, foi detectada uma corcunda, uma torção do rosto e uma série de patologias.


Fonte: (26 Mar 2009). O Mirante: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=384&id=52193&idSeccao=5759&Action=noticia

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por noticiasdearqueologia às 23:44

Sexta-feira, 27.03.09

Estudantes "invadem" Estação Arqueológica


Alunos americanos, um sueco e dois portugueses vão estudar vestígios encontrados nas escavações.





 Estudantes nacionais e estrangeiros de arqueologia vão iniciar uma campanha de estudo dos materiais e vestígios arqueológicos que foram encontrados em escavações anteriores na Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga, em Águeda.


Neste projecto vão realizar-se actividades como a marcação, inventariação, desenho e classificação de cerâmica e objectos metálicos, assim como fotografia, desenho e topografia de toda a área escavada e da sua envolvente. A acção decorrerá entre 3 e 23 de Abril e será dirigida pelo arqueólogo Fernando Pereira da Silva.


Os estudantes participantes são de nacionalidade americana, à excepção de um que provém da Suécia e de dois alunos de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A Câmara de Águeda apoia a iniciativa custeando as despesas de alojamento, alimentação e transporte.

 


Fonte: (24 Mar 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/Interior.aspx?content_id=1180069&seccao=Norte



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por noticiasdearqueologia às 23:32

Sexta-feira, 27.03.09

Protocolo assegura obras no Castelo de Abrantes

A Câmara Municipal de Abrantes assinou um protocolo de colaboração com a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRC-LVT) para a realização de obras no troço da muralha do castelo que está em risco de ruína eminente. A Câmara será a dona da obra, e já assinou o contrato de adjudicação para a primeira fase, o escoramento do troço da muralha onde foram descobertas fissuras, uma intervenção classificada de “urgente”.

Numa segunda fase, a elaboração do projecto de reconstrução da muralha e o acompanhamento técnico dos trabalhos serão assegurados pela DRC-LVT. A cedência num troço da muralha foi detectada há cerca de dois meses pelo arqueólogo municipal. Na semana passada, e depois de uma visita ao local, os técnicos da autarquia isolaram de imediato a zona para eliminar o risco de acidentes.

A autarquia acordou com a DRC dividir as despesas de investimento inicial, que se cifram em 80 mil euros.


Fonte: (20 Mar 2009). O Ribatejo: http://www.oribatejo.pt/index.php?lop=conteudo&op=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&id=acdf41d32cf1b09427f1cd18ac660b6e&drops[drop_edicao]=0

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por noticiasdearqueologia às 23:29

Sexta-feira, 27.03.09

La diversidad de los 'Homo sapiens' surgió en África

Los 'Homo sapiens' modernos, una especie que apareció en África hace unos 200.000 años, se diversificaron antes de decidirse por abandonar este continente y extenderse por el resto del planeta en diferentes oleadas.


Aquellos humanos, según concluye una nueva investigación, habrían evolucionado en poblaciones que estaban aisladas geográficamente, lo que hizo que no fueran exactamente iguales en sus genes, una conclusión que ya había apuntado el año pasado el equipo del paleontólogo español Manuel Domínguez-Rodrigo.

Durante una excavación en el Lago Eyasi (Tanzania), encontraron un fragmento de cráneo de 'H. sapiens' que indicaba que no todos los humanos modernos eran idénticos.

El trabajo, que se publica esta semana en la revista 'Proceedings of National Academy of Science (PNAS)' ha ido más lejos y da otra vuelta de tuerca a la cada vez más compleja historia humana: Ni hubo una salida, ni hubo una 'Eva negra' genética, sino varias.

Para ello, los investigadores han analizado 486 señales anatómicas de 203 cráneos fosilizados para comparar, mediante métodos de geometría morfológica, las formas de cada uno de ellos, al margen de su tamaño.

En concreto, se han fijado en parte neurocraneal, dado que es la que menos deformaciones sufre a lo largo de la vida. El equipo, dirigido por Gerhard W. Weber, quería comprobar el origen de la variabilidad existente entre los seres humanos que hoy habitan en planeta, demostrada genéticamente. El problema es que no hay datos genéticos de nuestros antepasados hace entre 200.000 y 60.000 años. Tras observar la gran variabilidad dentro de los H. sapiens primitivos, mayor que entre otros homínidos e incluso mayor que hoy, han deducido que vivían en poblaciones aisladas dentro de África, por lo que se fueron diferenciando localmente en el Pleistoceno, antes de emigrar.


ESTUDIO ESPAÑOL

Para Domínguez-Rodrigo el estudio "reafirma la conclusión que expusimos en nuestro estudio, que la variabilidad del 'Homo sapiens' se remonta a su origen y que entonces era aún mayor que la actual", señala.

José María Bermúdez de Castro, director del Centro Nacional de Investigación en Evolución Humana (CENIEH), considera que las conclusiones a las que llegan Weber y su equipo (entre ellos, el experto en morfología geométrica Fred Brookstein), son "muy interesantes". "No entran en conflicto con la idea más aceptada entre los paleontólogos de que hubo un origen africano de la especie, y no multirregional, pero señalan que la salida fue mucho más compleja de lo que se suponía", argumenta.

Y añade: "Sabemos muy poco de evolución humana, y de hecho también entre los primeros europeos tenemos problemas de diversidad de fósiles similares, que se irán dilucidando a medida que se conozcan más yacimientos".

Por su parte, Domínguez-Rodrigo recuerda que "algún estudio genético reciente ya ha sugerido que hubo diversidad desde el principio".

Emiliano Bruner, también del CENIEH y experto en análisis de morfología geómétrica, añade que este articulo "nos recuerda que, a pesar de las informaciones que tenemos sobre moléculas y galaxias, todavía ignoramos muchas cosas de la variabilidad de nuestra propia anatomía básica y que hay muchos detalles del origen de nuestra propia especie que todavía hay que aclarar".

Considera, no obstante, que "todas las hipótesis que siguen [los autores] son un poco excesivas, se pasan desde luego de la información actual que este análisis puede entregar".


Fonte: (24 Mar 2009). El Mundo Digital.

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por noticiasdearqueologia às 23:15

Quinta-feira, 26.03.09

Opositores do projecto dos Coches querem museu para Arqueologia

O investimento pode ser feito na requalificação dos museus do

Ministério da Cultura ou num edifício de raiz para o MNA, defende a

plataforma PPCult

A construção de um novo museu de Arqueologia seria uma alternativa ao

projecto de um novo Museu dos Coches, em Belém, Lisboa, defende a

Plataforma pelo Património Cultural (PPCult) numa carta aberta ontem

divulgada.

A posição da PPCult surge em resposta a uma carta tornada pública na

segunda-feira em defesa do projecto para os Coches, da autoria do

arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, e assinada por duas

centenas de personalidades, com destaque para os arquitectos Siza

Vieira, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto de Moura e Carrilho da Graça.

"Em nosso entender, o abandono da intenção de construção de um novo

Museu dos Coches, ou a reprogramação do projecto já existente, não

deve conduzir à paralisia, muito menos ao desperdício de verbas

existentes para o efeito", escrevem os responsáveis do PPCult, entre

os quais Luís Raposo, presidente da Comissão Nacional Portuguesa do

Conselho Internacional de Museus (ICOM) e director do MNA, João Neto,

presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), e José

Aguiar, presidente da comissão nacional portuguesa do Conselho

Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS).

Defendem, por isso, a "discussão de uma alternativa de investimento"

do capital disponível para o novo Museu dos Coches. Respondendo

directamente aos arquitectos signatários da carta, o PPCult diz: "O

vosso cavalo de batalha é um projecto de arquitectura e um

arquitecto", sublinhando que nada têm contra o projecto ou contra

Paulo Mendes da Rocha. "Move-nos a exigência de uma política de

património e museus democrática e esclarecida", afirmam.

Questionam, nomeadamente, que o novo edifício permita atingir o

objectivo de aumentar para um milhão o número de visitantes do Museu

dos Coches. É uma afirmação que, dizem, "vale tanto como a que foi

feita em tempos de que o futuro Museu do Côa teria mais visitantes do

que a Torre de Belém".

Além disso, acrescentam, "encerrar este museu num ambiente

arquitectónico contemporâneo cheio de efeitos de som e imagem pode

retirar-lhe a alma que lhe confere sucesso". E afirmam que quando

parte dele foi transferido para o recinto da Expo-98 "teve muito menos

visitantes do que no seu espaço próprio".

Não excluindo que o investimento seja feito num novo museu de raiz -

defendendo nesse caso que fosse o MNA -, o PPCult admite, contudo,

outra alternativa: "A requalificação extremamente necessária de alguns

museus do Ministério da Cultura situados em Lisboa", citando os casos

de Arqueologia, Arte Contemporânea/Chiado, Arte Antiga, Azulejo ou

Música.

Os responsáveis da plataforma dizem-se convictos da possibilidade de

"discutir serenamente" o assunto com os signatários da carta em defesa

do projecto dos Coches.

Fonte: Alexandra Prado Coelho (25.03.2009). Público.

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por noticiasdearqueologia às 21:11

Quinta-feira, 26.03.09

Arquitectos e artistas em defesa do Museu dos Coches

Duas centenas de personalidades da área da cultura, como actores,

músicos, artistas plásticos, mas onde sobressaem os nomes dos

arquitectos Siza Vieira, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto Moura e Carrilho

da Graça, subscreveram uma carta em defesa do novo projecto para o

Museu dos Coches, em Lisboa. O documento vai ser entregue, ainda esta

semana, ao primeiro-ministro e, posteriormente, colocado on-line.

A iniciativa, diz a agência noticiosa Lusa, partiu dos arquitectos

João Belo Rodeia e Ana Tostões (actuais presidente e vice-presidente

da Ordem dos Arquitectos, mas que aqui se manifestam a título

individual). E defende, ainda segundo a Lusa, que o projecto de Paulo

Mendes da Rocha "qualifica a zona ribeirinha lisboeta e se insere nos

objectivos do Instituto de Turismo de Portugal, para que o museu passe

dos actuais 200 mil visitantes para um milhão".

Também em favor do avanço do novo museu - que deverá ser inaugurado em

Outubro do próximo ano, no âmbito do centenário da República - está a

"luz verde" do Conselho Consultivo do Património do Igespar (Instituto

de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), anunciado no

passado dia 10. "Houve parecer positivo, mas com uma recomendação para

se ter cuidado com o arranjo dos espaços públicos, isto é, a área

envolvente", disse à Lusa Elísio Summavielle, director do instituto.

Quem continua a não estar de acordo com a construção do novo museu, no

lugar e nos timings indicados, é Luís Raposo, director do Museu

Nacional de Arqueologia e subscritor do movimento de contestação já

lançado, também on-line, pelo Fórum Cidadania Lx - e que ontem à tarde

contava mais de 2200 assinaturas.

Na qualidade de presidente da representação portuguesa do ICOM

(Conselho Internacional dos Museus), Luís Raposo disse ontem ao

PÚBLICO estranhar o teor da petição dos arquitectos e artistas agora

vinda a lume. "Não está em causa nem a escolha do arquitecto

brasileiro Paulo Mendes da Rocha, nem a qualidade do seu projecto" -

diz aquele responsável -, mas antes o avanço de uma obra desta

dimensão e ambição "sem a prévia discussão democrática" que ela

mereceria. O Fórum Cidadania Lx, que na semana passada promoveu uma

manifestação de protesto, em Belém, contra o início da demolição dos

edifícios para onde está prevista a construção do novo museu, promete

para hoje também uma tomada de posição pública sobre a petição dos

arquitectos e artistas.

Fonte:  Sérgio C. Andrade (24 Mar 2009). Público.

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por noticiasdearqueologia às 20:54

Sábado, 21.03.09

Arqueólogo Cláudio Torres diz que é preciso "apagar" visão errada sobre civilização islâmica

O arqueólogo Cláudio Torres defendeu hoje a necessidade de "apagar" a visão errada sobre a civilização islâmica e lembrou que, durante cinco séculos, "a língua de cultura" no sul da Península Ibérica foi o árabe.



"Toda a história portuguesa e os nossos heróis fundadores são fundadores contra alguém e esses são os vencidos, que foram espadeirados, esmagados e chacinados pelas gentes do norte", afirmou à agência Lusa, defendendo que é preciso mudar a forma como se encara esse "mundo dos vencidos".



O arqueólogo e director do Campo Arqueológico de Mértola (CAM) falava à Lusa na Universidade de Évora, à margem de um colóquio internacional, que arrancou hoje, dedicado ao rei-poeta árabe Almutâmide, natural de Beja, e à poesia luso-árabe.



A iniciativa, que termina sábado, é organizada pelo Centro de Estudos Documentais do Alentejo (CEDA), Centro Interdisciplinar de História, Cultura e Sociedades (CIDEHUS) da Universidade de Évora e pelo município local.



Segundo Cláudio Torres, especialista nas matérias relacionadas com a civilização islâmica, a visão actual sobre esta cultura ainda é errada.



"Esse tipo de visão obviamente não está resolvida. Ainda estamos a tentar apagar e retirar toda uma 'ganga' pesadíssima de hábitos culturais, universitários e escolares que continuam a repetir os mouros, os bandidos, os bárbaros e os invasores, quando nada disso existiu", argumentou.



Pelo contrário, continuou, tratou-se de uma civilização "pacífica, ligada à terra e à agricultura, que tinha aqui [no sul da Península Ibérica] uma vida cultural e de cidades que foi destruída pela invasão ocidental".



O "velho" al-Andalus (nome pelo qual era conhecido o território árabe peninsular do século VIII ao século XV), esse sim, frisou o arqueólogo, é que foi "conquistado violentamente pelas gentes do norte, pelos senhores feudais".



A investigação sobre a riqueza cultural e civilizacional do Islão ainda hoje está "no princípio", mas não pode ser dissociada do espaço do Mediterrâneo.



"Hoje estamos a compreender a civilização islâmica como integrada em todo o Mediterrâneo e todos estamos a perceber, depois da guerra do Iraque, que o Mediterrâneo é fundamental para sobrevivermos como civilização, como cultura e como identidade", defendeu.



Sobre o papel dos poetas do Garb al-Andalus (zona ocidental do território árabe peninsular, correspondente a Portugal), Cláudio Torres lembrou que o árabe, nessa altura, "era a língua de cultura", pelo que era no sul, onde existiam as grandes cidades, "que os saberes literário e científico estavam a nascer".



"Não podemos nunca entender a civilização ibérica em toda a sua plenitude sem perceber a contribuição decisiva da língua árabe como língua de cultura, durante cinco séculos", sustentou o arqueólogo, que é "doutor honoris causa" pela UE.



O colóquio internacional em Évora, com a presença de arabistas e investigadores, não apenas nacionais, mas também espanhóis e marroquinos, vai ainda homenagear António Borges Coelho, o "pioneiro contemporâneo do arabismo português" e autor do livro "Portugal na Espanha Árabe".



Para Cláudio Torres, o historiador, antigo docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e um dos fundadores do CAM, foi "decisivo na investigação islâmica" em Portugal e, através do ensino universitário, "meteu nesta aventura milhares de jovens".



"Borges Coelho abriu uma página decisiva na investigação histórica e literária, até como fantástico tradutor da poesia árabe. Ele é o nosso 'papa' e iniciador, é a nossa referência mais importante, para este período", disse.



Fonte: RRL/MLM (13 Mar 2009). Lusa/Fim / Visão: http://aeiou.visao.pt/cultura-arqueologo-claudio-torres-diz-que-e-preciso-apagar-visao-errada-sobre-civilizacao-islamica=f499561


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por noticiasdearqueologia às 23:38

Sábado, 21.03.09

Escavações revelam ossadas humanas no Largo das Freiras (Guarda)

Um ossário e dois enterramentos, um de criança e outro de adulto, foram encontrados nas sondagens arqueológicas.

Fonte: Jornal A Guarda

 




Um ossário e dois enterramentos, um de criança e outro de adulto, foram encontrados nas sondagens arqueológicas que estão a ser desenvolvidas num local conhecido por Terreiro das Freiras ou Largo das Freiras, nas proximidades do antigo Convento de Santa Clara, na cidade da Guarda. A intervenção está a ser realizada por uma equipa de três arqueólogos e uma antropóloga física da Câmara da Guarda, no âmbito do projecto de recuperação de várias ruas do Centro Histórico. «São sondagens de diagnóstico para verificar se existem vestígios ou não nas áreas que são afectadas pela obra», contou ao Jornal A Guarda o arqueólogo Vítor Pereira. Segundo o responsável, naquele local já foi realizada uma sondagem e está em curso uma segunda onde foram encontrados os ossos humanos e vestígios de edifícios. «Na primeira sondagem não encontrámos nada», contou. Acrescentou que quando foi iniciada a segunda «sabíamos que em 1997 tinham surgido diversos ossários e havia a necessidade de fazer sondagens de diagnóstico para tentar perceber se existiam outros vestígios no local». «Até ao momento, confirmámos que existiam vários ossos dispersos pela sondagem e começaram a surgir os enterramentos, já estando dois confirmados. Temos material cerâmico associado e, nas proximidades, dois muros, duas estruturas arqueológicas. Entretanto, como a escavação está a decorrer, ainda não permitiu concluir se corresponderia a um edifício ou a uma igreja», disse o arqueólogo, salientando que, até aos séculos XVIII/XIX existem referências que a antiga igreja de S. Tiago devia localizar-se naquele local ou nas proximidades. Vítor Pereira indicou que após a realização das sondagens «iremos tirar as conclusões possíveis», sendo ainda cedo para o fazer. «Estamos muito no início, temos uma estrutura arqueológica que ainda não conseguimos perceber a que estrutura pertence e, possivelmente, existirão ainda mais enterramentos e é muito cedo para tirar conclusões. De qualquer das formas, é sempre interessante conhecermos melhor o passado do Centro Histórico da Guarda».

                 

Fonte: (16 Mar 2009). Guarda digital: 

http://www.guarda.pt/noticias/sociedade/Paginas/EscavacoesrevelamossadashumanasnoLargodasFreiras(Guarda).aspx

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por noticiasdearqueologia às 23:32

Sábado, 21.03.09

A 'Capela Sistina do Antigo Egipto'

Novos achados em Luxor




Descoberta raridade: um túmulo totalmente pintado e decorado


Chamam-lhe já a "Capela Sistina do Antigo Egipto". Uma equipa hispano-egípcia, liderada por José Manuel Galán, encontrou em Luxor, na margem do Nilo, uma câmara funerária pintada há 3500 anos, anunciou o Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha.


O túmulo, que faz parte da necrópole de Dra Abu el-Naga, tem as paredes e o tecto completamente pintados com desenhos e hieróglifos do Livro dos Mortos e seria de Djehuty, que foi um escriba real, supervisor do tesouro e dos trabalhos dos artesãos do rei sob as ordens de Hatshepsut, uma das poucas mulheres que foram faraós, filha de Tutmosis I (18.ª dinastia), cujo reinado durou de 1479 a 1457 antes de Cristo.


"Este é o sonho de qualquer egiptólogo", disse José Manuel Galán, citado pelo El Mundo. "Para além do indubitável valor estético, é importante porque nesta época não se decoravam as câmara funerárias. Só se conhecem outras quatro câmaras assim", explicou durante a apresentação da descoberta à imprensa. "O facto de Djehuty ter decidido pintar o seu túmulo coloca-o entre as figuras mais importantes e influentes da época", explica Galán, o director da equipa que, desde 2004, está a trabalhar em Luxor (antiga Tebas).


O túmulo, uma sala quadrada de 3,5 metros de largura e 1,5 metros de altura, terá sido uma dos primeiros a ser completamente decorado com pinturas, dizem os inves-tigadores. A equi- pa encontrou ainda uma entrada para uma outra divisão onde se encontrava um par de brincos de ouro que, provavelmente, pertencia a Djehuty ou a algum dos seus familiares. "Nesta época, os homens importantes da corte adoptaram o costume de se adornar com brincos, moda que pouco depois seria também adoptada pelos próprios faraós", explicou o egiptólogo.


Galán esclareceu ainda que as duas paredes que restam do túmulo estão cobertas com passagens do Livro dos Mortos, enquanto no tecto está pintada uma imagem da deusa do céu, Nut, que aparece com os braços abertos para abraçar o corpo do defunto, protegendo-o nesta sua nova existência.


A equipa de arqueólogos vai continuar a trabalhar nesta área e espera fazer mais descobertas valiosas. "Mas de nada serve encontrar vestígios desta importância se depois os abandonamos à sua sorte", disse José Manuel Galán. Por isso, a próxima campanha de escavações desta mesma equipa internacional dedicar-se-á, fundamentalmente, à preservação dos vestígios arqueológicos de Luxor.


Fonte: M. J. C. (18 Mar 2009). Diário de Notícias: http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1174389



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por noticiasdearqueologia às 23:26

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