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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Quinta-feira, 25.09.08

Esqueleto de mulher grávida sacrificada encontrado no Peru



 



Arqueólogos no Peru afirmam ter encontrado partes do esqueleto de uma mulher grávida que foi sacrificada, numa tumba pré-Inca na província de Lambayeque, no norte do país.


 


 


Apesar dos sacrifícios humanos não serem raros nas civilizações pré-hispânicas do Peru, o sacrifício de uma mulher grávida não era comum porque existia uma grande admiração pela fertilidade.




No mesmo local, foram também encontrados os corpos de outras nove mulheres.


A tumba em Lambayeque é uma de três descobertas arqueológicas recentes de civilizações pré-hispânicas no Peru. A segunda descoberta fica nas ruínas de Cahuachi, ao sul de Lima.


Cahuachi era um local de cerimónias para a cultura Nazca, entre os anos 300 e 800 d.C.. No local, foram encontrados tecidos, cerâmicas e dois corpos que também foram sacrificados para agradar aos deuses, segundo os arqueólogos.


A terceira descoberta foi nas ruínas de Sacsayhuaman, perto de Cuzco, onde foram encontradas oito tumbas e mais de 20 esqueletos de pessoas que podem também ter sido sacrificadas em rituais.


Fonte: (19 Set 2008). RTP/Lusa: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=363874&visual=26&tema=5


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por noticiasdearqueologia às 21:54

Quinta-feira, 25.09.08

Achados arqueológicos no Museu de Évora terão sido mal preservados ou destruídos

As obras de restauro no museu foram iniciadas em 2006 e deverão estar

concluídas no final deste ano, mas os trabalhos no edifício e a

arqueologia não têm andado de braço dado

As obras de requalificação do Museu de Évora vão revelando descobertas

arqueológicas que têm provocado algumas divergências quanto à sua

conservação e restauro. Um criptopórtico, que é um grande arco

monumental de entrada numa acrópole da época romana, datado dos

séculos III a V d.C, um balneário islâmico, parte do piso do fórum

romano e da basílica romana terão sido, segundo fonte ligada ao

processo, alguns dos vestígios encontrados, mas alguns deles poderão

ter sido mal preservados ou mesmo destruídos.

O subdirector do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e

Arqueológico (Igespar), João Pedro Cunha Ribeiro, confirmou terem sido

achados diversos vestígios no local "que haviam sido já detectados

ainda antes de as obras começarem, por uma equipa técnica no subsolo

do edifício". Contudo, o mesmo responsável garantiu que, ao longo das

obras, tem havido uma grande preocupação em compatibilizar, na medida

do possível, a construção do edifício com a preservação desses

vestígios. "Há soluções técnicas para a própria requalificação do

edifício que têm obrigado a fazer opções", sublinhou, adiantando que

houve achados arqueológicos que tiveram de ser removidos de acordo com

a legislação existente para que as obras pudessem continuar.

Esta afirmação foi reiterada pelo director do museu, Joaquim Caetano,

que explicou que dos vestígios encontrados cerca de três quartos

passaram a reserva arqueológica, ou seja, "foram selados e mantidos no

local", "outros vão ficar à mostra para que possam ser observados pelo

público e apenas uma pequena percentagem sofreu uma conservação pelo

registo, isto é, foram retirados depois de previamente desenhados e

fotografados".




Forum romano

Instado sobre o que foi demolido, Joaquim Caetano afirmou que apenas

houve demolição de estruturas em duas situações. "Uma parede que

servia de suporte de uma canalização e que tinha forçosamente de ser

aberta para dar acesso a toda a zona de segurança do piso zero,

nomeadamente às saídas de emergência", sublinhou, avançando que esta

opção deu-se devido à "absoluta necessidade de abrir ali uma porta

porque senão não se conseguiria utilizar o piso zero". A outra

situação teve a ver com a passagem de alguns tubos de drenagem

"imprescindíveis para a salvaguarda quer do edifício, quer das

próprias estruturas, porque o subsolo do museu tem um conjunto de sete

poços que têm que ser drenados", explicou.

No entanto, as opções tomadas perante os achados arqueológicos parecem

não ter sido unânimes entre os peritos, sobretudo no que diz respeito

à conservação do pavimento do fórum romano, local onde foi feita a

drenagem das águas. De acordo com o arqueólogo alemão Theodor

Hauschild, responsável pelas escavações efectuadas há uns anos em

torno do Templo Romano, "o piso do fórum deveria ter sido devidamente

preservado, manifestando-se contra a sua destruição", declarou Manuela

Oliveira, responsável pelo Núcleo do Centro Histórico, Património e

Cultura da Câmara Municipal de Évora. A opinião deste "conceituado

arqueólogo" foi solicitada pela autarquia, "como uma preocupação

patrimonial resultante do facto de a cidade de Évora ser conhecida

pela sua riqueza arqueológica", recordou.

Já o subdirector do Igespar frisou que todas as obras "têm sido e

continuarão a ser feitas sob o desígnio de diminuir ao mínimo as

intrusões nos vestígios arqueológicos", anunciando ainda que o museu

irá ter uma sala onde vão estar expostos os achados recolhidos ao

longo de toda a intervenção.

Fonte: Maria Antónia Zacarias (24 Set 2008). Público.

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por noticiasdearqueologia às 21:43

Quinta-feira, 25.09.08

Ossadas humanas com 4500 anos descobertas no Esporão


Arqueólogos do complexo dos Perdigões terão identificado três esqueletos que seriam das primeiras sociedades de camponeses do Sul da Europa


 


 


O Complexo Arqueológico dos Perdigões, projecto da Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, fez novas descobertas inéditas. Durante as escavações de 2008, realizadas pela ERA-Arqueologia, em fossas escavadas há aproximadamente 4500 anos, a equipa de arqueólogos identificou um conjunto de três esqueletos humanos do que se pensa serem das primeiras sociedades de camponeses do Sul da Europa.

Segundo os peritos, este achado é particularmente importante e surpreendente porque não teve lugar na necrópole, local onde até agora eram conhecidas todas as sepulturas do sítio, mas sim a cerca de 300 metros do cemitério. "Esta descoberta suscita um grande interesse na comunidade científica e abre novas linhas para o programa global de investigação do sítio dos Perdigões", afirmou António Valera, responsável pelo Núcleo de Investigação Arqueológica da ERA.

Os vestígios encontrados indicam uma importante revelação no que respeita ao estudo do ritual de gestão da morte. "Era já sabido que, após a morte de cada indivíduo existiria um local onde o corpo era colocado para decomposição, sendo os ossos transportados posteriormente para a necrópole", explicou.

Esta descoberta surgiu no decorrer de uma investigação sobre a actividade da povoação na área da metalurgia do cobre em dois fossos e de um conjunto de fossas circulares. Segundo António Valera, aquelas fossos contêm abundantes vestígios de ossos de fauna e grande quantidade de fragmentos cerâmicos, de pesos de tear, instrumentos em pedra e restos de cobre resultantes de fundição. "Já a escavação das fossas circulares revelou algumas surpresas, sendo a mais significativa a identificação de enterramentos humanos", frisou.

"O povoado de 16 hectares, fundado há mais de cinco mil anos, apresenta particularidades que o tornam num dos importantes complexos pré-históricos deste género conhecidos na Europa, sendo constituído por vestígios de um santuário megalítico, incluindo menires, e um conjunto de recintos concêntricos definidos por grandes fossos escavados na terra e na rocha e um cemitério de sepulturas", explica António Valera.

Abertura ao público

A confirmação da grande importância histórica dos Perdigões deu-se em 1996, numa zona de plantação de vinha da Herdade do Esporão, que, "enquanto empresa que preserva o património, imediatamente se apercebeu da relevância deste achado, abandonando a plantação para investir em estudos e escavações", sustentou o presidente da administração da Finagra, José Roquette, que pretende agora "trazer à superfície o povoado e impulsionar visitas ao público para conhecimento do modo de vida dos nossos antepassados".

Está em curso o processo de classificação do complexo como monumento nacional. A ERA-Arqueologia, impulsionada por José Roquette, encetou há cinco anos um processo de candidatura, tendo-a apresentado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Para Miguel Lago, um dos responsáveis desta investigação, "tudo aponta para que o complexo seja considerado monumento nacional e, se assim não for, no mínimo terá que ser considerado como imóvel de interesse público", justificou.

 Fonte: Maria Antónia Zacarias (20 Set 2008). Público.


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por noticiasdearqueologia às 21:19

Domingo, 21.09.08

Descobertas arqueológicas inéditas no Esporão




Onze anos após as primeiras descobertas de vestígios arqueológicos na Herdade dos Perdigões, no Alentejo, novos achados apresentam revelações importantes no que respeita ao estudo do ritual de gestão da morte. Esta descoberta está a despertar grande interesse na comunidade científica e abre novas linhas para o programa global de investigação do sítio dos Perdigões.






O Complexo Arqueológico dos Perdigões, projecto da Herdade do Esporão, foi novamente alvo de descobertas inéditas, ocorridas durante as escavações de 2008, realizadas pela ERA - Arqueologia neste sítio pré-histórico. Em fossas escavadas há aproximadamente 4.500 anos, a equipa de arqueólogos identificou um conjunto de três esqueletos humanos. Esta descoberta é particularmente importante e porque não teve lugar na necrópole, local onde até agora eram conhecidas todas as sepulturas do sítio.


Segundo os arqueólogos estamos perante uma importante revelação no que respeita ao estudo do ritual de gestão da morte. “Era já sabido que, depois da morte de cada indivíduo, existiria um local onde o corpo era colocado para decomposição, sendo os ossos transportados posteriormente para a necrópole, no decorrer de alguma cerimónia fúnebre. Porém, não eram ainda conhecidos locais onde os corpos fossem colocados para decomposição e em nada se suspeitava ser na zona agora intervencionada”, refere António Valera, responsável pelo Núcleo de Investigação Arqueológica da ERA - Arqueologia, SA.


Provavelmente fundado há mais de 5000 anos, a vida no recinto dos Perdigões estendeu-se por aproximadamente um milénio (entre 3000 e 2000 a.C.). Com o apogeu das primeiras sociedades camponesas europeias, desenvolveram-se grandes e complexos povoados ou centros cerimoniais, verdadeiras metrópoles do seu tempo, que agregavam vastos territórios. O recinto dos Perdigões apresenta particularidades que o torna num dos importantes complexos arqueológicos deste género conhecidos na Europa.


Este conjunto pré-histórico é constituído pelos vestígios de um santuário megalítico, incluindo diversos menires, e um extenso conjunto de recintos concêntricos definidos por grandes fossos escavados na terra e na rocha, que incorpora, num local muito específico, um cemitério de sepulturas colectivas.


Desde há um ano começou a ser desenvolvido um programa de investigação nos Perdigões que pretende alargar os estudos às diferentes problemáticas científicas. “Este programa foi estruturado em cinco linhas de investigação, para que possam interagir umas com as outras e atrair mais investigação”, explica António Valera.


Para explorar uma destas linhas de investigação, a ERA – Arqueologia estabeleceu uma parceria com a Universidade de Málaga que terá em Portugal uma equipa de investigadores entre 2008 e 2010. “Outras parcerias surgirão porque a arqueologia e o estudo do passado faz-se com o diálogo entre diferentes opiniões e pareceres”, acrescenta o responsável pela equipa.


Equacionada está também a hipótese de, mais tarde, abrir o Complexo Arqueológico dos Perdigões ao público pois, como adianta António Valera, “a arqueologia só faz sentido quando tem o seu retorno social”.


Para concretizar este projecto será necessário muito investimento e apoios. Para já, a investigação nos Perdigões conta com a ajuda da Herdade do Esporão se dedica à preservação, promoção e desenvolvimento deste Complexo Arqueológico.


O Esporão investiu, ainda, na criação do Núcleo Museológico da Torre do Esporão, um moderno museu onde se pode observar os mais importantes artefactos recolhidos nos últimos anos.”


A confirmação da grande importância histórica dos Perdigões deu-se em 1996, numa zona de plantação de vinha da Herdade do Esporão que, enquanto empresa que preserva o património, imediatamente se apercebeu da relevância deste achado, abandonando a plantação para investir em estudos e escavações.


Pouco tempo depois, os arqueólogos viriam a descobrir que os Perdigões constituíam um dos grandes acontecimentos da arqueologia portuguesa do final do séc. XX, estando inclusive em curso o processo de classificação do Complexo Arqueológico dos Perdigões como Monumento Nacional.


Situado em Reguengos de Monsaraz, o Complexo Arqueológico dos Perdigões integra-se  na Herdade do Esporão, local onde o visitante pode ainda conhecer as emblemáticas adegas, realizar provas de vinho ou desfrutar de uma refeição no restaurante do Enoturismo.


Fonte: (19 Set 2008): http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=9668198



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por noticiasdearqueologia às 22:47

Sexta-feira, 19.09.08

Los primeros sistemas agrícolas de la Península eran insostenibles

Un equipo de investigadores catalanes y andaluces ha comprobado que los primeros sistemas agrícolas de la Península Ibérica se fueron haciendo cada vez más insostenibles con el paso de los siglos. Para realizar el estudio han analizado granos fósiles de trigo y cebada procedentes de Los Castillejos (Granada), un yacimiento arqueológico donde se cultivó cereal entre los años 4.000 y 2.500 antes de Cristo.








Yacimiento de Los Castillejos (Granada). Foto: A. Rovira








La ingeniera Mónica Aguilera, de la Unidad de Fisiología Vegetal de la Universidad de Barcelona (UB) y co-autora del estudio, explica a SINC que para estimar el rendimiento y el estado nutricional de los antiguos cultivos han cuantificado la abundancia natural de los isótopos estables de carbono y nitrógeno. “El tamaño del grano y la abundancia del isótopo carbono 13 (13C) sirven para estimar el rendimiento, mientras que para analizar el estado nutricional del cultivo se valora la abundancia del isótopo nitrógeno 15 (15N)”, explica la investigadora.


Los datos del estudio, publicados en la revista Rapid Communications in Mass Spectrometry, reflejan que entre el año 4.000 y el 2.500 a. C. (finales de la Edad del Bronce), se produjo aproximadamente una reducción del 35% en el rendimiento de los cultivos de trigo y del 30% en los de cebada. El peso medio de los granos de estos dos cereales también se redujo 10 miligramos (un 33%) y 12 mg (un 38%) respectivamente. Los investigadores han constatado además una disminución del 33% en el contenido de nitrógeno de los granos de trigo y del 56% en los de cebada.


“Estos datos sugieren que el sistema agrícola de esta región del sudeste peninsular no era sostenible con el tiempo, y no fue por falta de agua”, aclara Aguilera. Los científicos han estudiado la disponibilidad hídrica de los cereales al final de su ciclo de cultivo, a partir de la relación isotópica de carbono, y han obtenido valores aproximadamente constantes (en torno a 120 mm) para todo el periodo estudiado, por lo que consideran que el descenso en el rendimiento no tuvo relación aparente con fenómenos de sequía.


Los investigadores también han observado una estrecha relación entre las variaciones temporales de los cereales y las malas hierbas. La abundancia de la cebada coincidía con la de las malas hierbas ruderales (propias de terrenos incultos y escombreras, como la ortiga, la malva, el apio, el cenizo o los tréboles), mientras que cuando abundaba el trigo también lo hacían las malas hierbas características de cultivos de cereal (como amapolas, plantagos, acederas, y diversas gramíneas).


“Esto sugiere un sistema de cultivo diferenciado para ambos cereales: la cebada se relegaba posiblemente a zonas marginales, y los campos potencialmente más fértiles se reservaban al trigo, más abundante y muy probablemente el principal cultivo para el consumo humano de los sistemas agrícolas primitivos del sudeste peninsular”, señala a SINC Aguilera.


Los resultados del estudio relacionan el deterioro del estado de los cultivos con una pérdida progresiva en la fertilidad del suelo, y los datos refuerzan la hipótesis de que las primeras actividades agrícolas en el área mediterránea influyeron negativamente en sus condiciones ecológicas y medioambientales.


Los científicos han elegido el yacimiento arqueológico de Los Castillejos porque presenta un periodo de cultivo continuo de cereales de más de 1.500 años, que comienza en el Neolítico, cuando aparece la agricultura en esta región. No obstante han contrastado sus datos con otros recogidos en Arkaute (Álava), Guadahortuna (Granada) y en diversas localidades catalanas y castellano-manchegas, así como en algunos yacimientos de Siria, en el Mediterráneo Oriental.


En el trabajo, “que aplica de manera original un conjunto de metodologías novedosas derivadas del uso de isótopos estables de carbono y nitrógeno en la reconstrucción paleo-climática y ambiental“ -según comenta Aguilera-, han participado investigadores de la Universidad de Barcelona, la Universidad de Lleida y el Museo de Arqueología de Cataluña, además de arqueólogos de la Universidad de Granada y del Centro Andaluz de Arqueología Ibérica, perteneciente a la Universidad de Jaén.


Fonte: (19 Set 2008). SINC:http://www.plataformasinc.es/index.php/esl/Noticias/Los-primeros-sistemas-agricolas-de-la-Peninsula-eran-insostenibles


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por noticiasdearqueologia às 22:51

Sexta-feira, 19.09.08

La tuberculosis del romano de York

Hallan los restos de uno de los primeros británicos que padeció la enfermedad







Posición en la que fueron hallados los restos (Fotos: U. York)


 

Posición en la que fueron hallados los restos (Fotos: U. York)







 Aunque se han hallado evidencias de tuberculosis en restos arqueológicos con miles de años de antigüedad, la enfermedad no empezó a propagarse ampliamente hasta el siglo XII, cuando la población se trasladó a vivir en un entorno urbano, en condiciones de hacinamiento. En la Universidad de York, un descubrimiento casual durante unas obras de reforma ha permitido localizar al que podría ser uno de los primeros británicos de la historia que padeció esta enfermedad infecciosa.


Se trata de un varón de unos 26-35 años que vivió en la zona en el siglo IV después de Cristo. Sus restos han sido hallados por un equipo de arqueólogos en una fosa poco profunda, tumbado en posición casi fetal sobre su costado derecho. Sus descubridores han dicho de él que probablemente sufrió anemia por falta de hierro durante su infancia; de ahí su baja estatura en relación a sus contemporáneos: sólo 1,62.


Hasta ahora, como explica el equipo dirigido por Malin Holst, los restos británicos más antiguos de tuberculosis databan del año 300 antes de Cristo (en Europa, el récord lo tiene un italiano que vivió en el año 3.500 aC). Sin embargo, añaden los arqueólogos, hay pocas evidencias de esta enfermedad pertenecientes a la época romana, y las que hay están concentradas mayoritariamente en la mitad sur del país.


Por eso, los investigadores confían en que el nuevo hallazgo pueda aportar numerosas pistas sobre el origen y desarrollo de esta enfermedad (una de las más antiguas de la historia de la humanidad) en todo el Reino Unido. De hecho, ya están empezando a trabajar sobre algunos de los datos que arrojan los restos del 'paciente'.





La profesora Cath Neal y su ayudante


 

La profesora Cath Neal y su ayudante



 



En primer lugar les ha sorprendido hallar el enterramiento cerca del lugar donde había un antiguo edificio y no en un cementerio propiamente dicho, como solía ser ya frecuente en aquellas fechas. Este dato hace pensar "que el hombre fue enterrado aquí porque la tuberculosis era una patología tan rara por aquel entonces que la gente era reacia a transportar el cadáver una gran distancia", según señala Cath Neal, del departamento de Arqueología de la Universidad.


Los análisis practicados a este varón han demostrado que el bacilo causante de la tuberculosis afectó a su columna vertebral y a los huesos de la pelvis. "La tuberculosis causa en el tejido óseo una destrucción muy característica que puede ser identificada por los especialistas hasta miles de años después", explica Neal a elmundo.es. Además, los especialistas apuntan como posible causa del contagio al consumo de carne o leche contaminada, aunque no descartan que el patógeno llegase hasta sus pulmones por inhalación.


Neal asegura que este hallazgo no sólo será útil para desentrañar la evolución de la tuberculosis desde finales del imperio romano. sino "cómo era la vida en York hace 1.500 años". De hecho, el trauma muscular y el desgaste de los dientes hacen suponer que el anónimo británico realizaba muchas tareas físicas mientras aún gozaba de buena salud.


Los restos más antiguos de tuberculosis en el mundo datan del período Neolítico, aproximadamente 5.000 años antes de nuestra era; aunque también se ha documentado la presencia de la infección en momias egipcias del año 2.400 a C. Todo indica, según varias investigaciones realizadas sobre este tema, que el germen causante de la enfermedad en la actualidad es consecuencia de la mutación sufrida por otro bacilo muy anterior, que en algún momento de la historia habría saltado la barrera entre especies, pasando de los animales al ser humano.


Fonte: María Valerio (18 Set 2008): CET


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por noticiasdearqueologia às 22:39

Sexta-feira, 19.09.08

Descoberta perto de Almodôvar a mais extensa inscrição em escrita do sudoeste

Investigadores classificam o achado como "excepcional", sublinhando

que os 86 caracteres decifráveis da estela funerária agora descoberta

poderão permitir reconstituir o seu texto

Uma equipa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa descobriu

na última sexta-feira, na estação arqueológica da Mesas do Castelinho,

em Santa Clara-a-Nova, no concelho alentejano de Almodôvar, uma estela

funerária em xisto datada da primeira Idade do Ferro, situada entre os

séculos VIII e V a.C.

O arqueólogo Rui Cortês disse ao PÚBLICO que o vestígio arqueológico

agora descoberto é de "excepcional importância", por se encontrar

intacto e por apresentar um total de 86 caracteres que abrem as portas

para que a chamada "escrita do Sudoeste" venha a ser decifrada.

A estela funerária não se encontrava numa necrópole e foi descoberta

por mero acaso pelos arqueólogos envolvidos em mais uma campanha de

escavações na Mesa do Castelinho, numa zona já prospectada, numa rua

romana, com as inscrições viradas para baixo. Do conjunto das 16

estelas que se encontram depositadas no Museu da Escrita do Sudoeste

de Almodôvar (ver caixa), a que acaba de ser descoberta "é um exemplar

muito vistoso e apelativo e com um texto enorme".

A estela de maior relevo anteriormente descoberta num território da

serra do Caldeirão que abrange parte do Baixo Alentejo e do Algarve,

conhecida com Estela de S. Martinho, apresenta 60 caracteres

epigrafados e também foi descoberta por acaso. O achado foi feito

durante os trabalhos de escavação para a instalação de um tanque de

água num local onde não havia mais pedras.

A pedra encontrada ficou então abandonada até que o proprietário do

terreno revelou a Rui Cortês, na sequência de um trabalho de

investigação que o arqueólogo efectuava em Silves, que tinha em

determinado sítio uma pedra "com letras".

A "escrita do Sudoeste", também conhecida como tartéssica, "é a mais

antiga da Península Ibérica e uma das mais antigas da Europa", explica

o arqueólogo. Na sua origem encontra-se a influência fenícia nos

tartessos, nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização

do Ocidente, que se terá desenvolvido nas actuais regiões da Andaluzia

espanhola e do Baixo Alentejo e Algarve.

Tal como a maior parte das outras escritas paleo-hispânicas, à

excepção do alfabeto greco-ibérico, a escrita tartéssica apresenta

signos que representam consoantes e vogais, como os alfabetos, e

signos que representam sílabas, como os silabários.

A sua utilização é conhecida entre os séculos VIII e V a.C. no

Sudoeste da Península Ibérica e envolveu os povos que habitaram,

durante a primeira Idade do Ferro, as regiões do Baixo Alentejo,

Algarve, Andaluzia ocidental e Sul da Estremadura (estas duas últimas

no actual território espanhol). A escrita dos tartessos, que receberam

influências culturais de egípcios e fenícios, é distinta das dos povos

vizinhos, é mais complexa e permanece indecifrável até à actualidade.

Os seus textos apresentam-se quase sempre da direita para a esquerda

sobre estelas. O achado agora descoberto vai ficar exposto no Museu da

Escrita do Sudoeste de Almodôvar a partir do dia 25 deste mês.

A Câmara de Almodôvar abriu ao público em Setembro de 2007, no antigo

cineteatro municipal, um museu onde estão expostos os vestígios de uma

das maiores e mais importantes concentrações de "escrita do Sudoeste"

da Península Ibérica. O novo espaço museológico apresenta um espólio

de 16 estelas achadas no concelho de Almodôvar. Ao todo, conhecem-se

75 exemplares deste géneros em território português e 90 na Península

Ibérica. As estelas funerárias ali exibidas são pedras tumulares de

xisto com inscrições da Idade do Ferro.

Fonte: Carlos Dias (15 Set 2008). Público:

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por noticiasdearqueologia às 22:20

Sexta-feira, 19.09.08

Investigadores descubren prácticas grecorromanas de embalsamado

Los textos de las antiguas Grecia y Roma nos informaron del uso de tejidos funerarios para envolver los cuerpos de los difuntos en la Grecia clásica, y que se utilizaba agua, vino y aceite de oliva para lavar y tratar los cuerpos.


Lo que nunca ha quedado claro es si se practicaban técnicas de embalsamado. Ahora investigadores suizos y griegos afirman que sí. El descubrimiento de una momia que data del 300 a.C. indica que la práctica del embalsamado se practicó en Grecia bajo dominio romano. El descubrimiento de este equipo se publicó recientemente en la revista Journal of Archaeological Science.

Los investigadores, dirigidos por Frank Rühli del Instituto Anatómico de la Universidad de Zúrich, afirmaron que la momia, de una mujer de mediana edad, se encontró en un ataúd de plomo contenido en un sarcófago de mármol. Este sarcófago se descubrió en 1962 en el curso de una excavación arqueológica en la ciudad de Salónica, al norte de Grecia. Los expertos afirman que proviene de los periodos helenístico y bizantino.

En este estudio, el equipo demostró que se utilizaron aceites, especias y resinas para embalsamar el cuerpo, cuyos restos se encuentran en el Museo Arqueológico de Salónica. Este método no sólo ayudó a conservar el esqueleto, sino que también conservó algunos tejidos como pelo y glóbulos sanguíneos y un músculo de la mano, así como una tela de seda bordada en oro que cubría el cuerpo.

El equipo multidisciplinario de investigación utilizó métodos histológicos y físico-químicos, como análisis macroscópicos y antropológicos, entre los que se incluyen cromatografía de gases-espectrometría de masas y pruebas de microscopía electrónica, para determinar el tipo de sustancias utilizadas durante el proceso de embalsamado. Encontraron mirra, grasas y resinas. Lo que los investigadores no pudieron determinar fue la importancia del ataúd de plomo en el proceso de conservación de los restos.

El equipo afirmó que el estudio, llevado a cabo en colaboración con investigadores de la Universidad Demócrito de Tracia (Grecia), ayuda a ampliar nuestro conocimiento sobre la forma en la que la población grecorromana usaba sustancias antioxidantes, antibacterianas y conservantes de tejidos en sus prácticas mortuorias.

Christina Papageorgopoulou, ayudante de investigación del Instituto Anatómico y responsable de la puesta en marcha del estudio, declaró: «Nunca antes se habían conseguido pruebas de este tipo de embalsamado en este periodo concreto de Grecia.» El equipo añadió que los datos disponibles hasta ahora indicaban que únicamente ciertos personajes se embalsamaban en la Grecia romana.

«Esto supone, gracias a la investigación sobre momias realizada en la Universidad de Zúrich, otro destacado paso adelante del conocimiento para la sociedad y para la investigación histórica», afirmó el Dr. Rühli, coordinador del proyecto Swiss Mummy. En Swiss Mummy utilizan métodos no invasivos que no son perjudiciales para los tejidos a la hora de obtener información sobre alteraciones tras la muerte, la muerte y la vida de las momias históricas.

Estudios como este tienen el potencial de promocionar las asociaciones entre especialistas en ciencias sociales y ciencias naturales, según señalaron los investigadores. «Este enfoque transdisciplinario reviste un interés particular en la ciencia de las momias», manifestó el Dr. Rühli. «Precisamente es uno de los objetivos principales de nuestra unidad de investigación.»


Fonte: (12 Set 2008): CORDIS: Servicio de Información en I+D Comunitario

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por noticiasdearqueologia às 22:16

Segunda-feira, 15.09.08

El hombre se volvió agricultor 'para beber cerveza y embriagarse'



El hombre se volvió sedentario y agricultor hace unos 10.000 años, dando pie a la llamada revolución del neolítico, "para beber cerveza y embriagarse" y no con el fin prioritario de mejorar o asegurar su alimentación.


Así lo afirma el biólogo e historiador natural alemán Josef H. Reichholf en su nuevo libro 'Por qué los hombres se volvieron sedentarios', que ha salido a la venta en las librerías de este país y en el que explica las causas de la revolución que dio lugar a la formación de pueblos y religiones.


El catedrático de la Universidad Técnica de Múnich considera totalmente errónea la teoría de que la humanidad empezó a cultivar plantas, abandonó la vida nómada y se estableció de manera permanente en un lugar determinado para alimentarse mejor.


"Esa visión habitual confunde causas y consecuencias. Cuando los cazadores y recolectores abandonaron su forma de vida y alimentación tradicional tuvo que darse alguna ventaja inicial", explica el experto, quien subraya que al principio "el cultivo de plantas no trajo consigo ninguna ventaja sobresaliente para la supervivencia".


Añade que las cosechas iniciales eran demasiado reducidas y el cultivo de la tierra muy laborioso, lo que no podía garantizar la supervivencia de un pueblo sólo con la agricultura, y sostiene que el hombre del neolítico continuó cazando y recolectando para subsistir.


En ese sentido califica igualmente de errónea la teoría de que en las primeras regiones de asentamiento sedentario de la humanidad, en la llamada media luna que va de Egipto a Mesopotamia, había poca caza y mucha vegetación.


"Era totalmente distinto", asegura el experto, quien considera que esas regiones eran ricas en caza por lo que no había necesidad de abandonar esa forma de subsistencia y absurda la teoría de que una región pueda ser fructífera y pobre en animales salvajes a la vez.


 


Pan de grano, no; cerveza, si


"Por el contrario yo afirmo que la agricultura surgió de una situación de abundancia. La humanidad experimentó con el cultivo de cereales y utilizó el grano como complemento alimenticio. La intención inicial no era hacer pan con el grano, sino fabricar cerveza mediante su fermentación", señaló Reichholf ante la prensa en la presentación de su libro.


El catedrático muniqués asegura que la humanidad siempre ha sentido la necesidad de alcanzar estados de embriaguez con drogas naturales que "transmiten la sensación de trascendencia, del abandono del propio cuerpo".


En ese sentido, subraya la importancia de los chamanes, que eran quienes conocían los efectos y la dosificación de esas drogas, desde el alcohol a los hongos, pasando por las plantas que se pueden fumar, cuyo uso tenía muchas veces fines rituales en ceremonias de carácter religioso.


La cerveza se puede fabricar con grano de cereal salvaje, del que no se pueden hacer grandes cosechas ni alimentar a un pueblo, afirma el biólogo, quien destaca que la cerveza y el vino fomentan el sentido de unidad de un pueblo o una tribu, pero no garantizan su supervivencia.


Igualmente asegura que el pan no empezó a producirse hasta que la humanidad no fue capaz de cosechar cereales en abundancia, lo que no sucedió hasta milenios después de que se empezara a recolectar cereal salvaje para transformarlo en cerveza. "Además, la facultad de fermentar cerveza no fue algo espontáneo. La humanidad conocía ya con anterioridad la fermentación de la fruta", afirma Reichholf, quien subraya que el hombre primitivo ya sabía hacer vino de uva y otros frutos que recolectaba en la naturaleza.




Fonte: JUAN CARLOS BARRENA (10 Set 2008). EFE.

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por noticiasdearqueologia às 23:17

Segunda-feira, 15.09.08

Chupadores de dinosaurios

Allí sigue, congelado en un pedazo de ámbar. Una fotografía perfecta del Cretácico Inferior. Pero aquella masa boscosa es ahora la cuneta de la carretera de acceso a la cueva de El Soplao, a 80 kilómetros de Santander. El pasado febrero, dos científicas del Instituto Geológico y Minero de España (IGME) se encontraron en la Sierra del Escudo de Cabuérniga con el que parece uno de los yacimientos de ámbar más importantes de la época, más de 40 millones de años antes de que un meteorito provocara la extinción de los dinosaurios.

El principal interés del ámbar de Rábago es la abundancia de insectos encerrados en esta resina vegetal fosilizada. Los investigadores han analizado sólo algunas piezas recogidas sin más en el desangelado arcén y han encontrado avispas, escarabajos, chinches, moscas, mosquitos chupadores de sangre y otros artrópodos. Casi todos, de especies desconocidas para la ciencia. "Es un yacimiento excepcional, como si alguien hubiera tirado allí kilos y kilos de ámbar", explica, todavía sorprendido, el especialista en insectos fósiles del IGME Enrique Peñalver. Y todavía no se sabe qué hay bajo la tierra. De momento, Peñalver se frota las manos. El Cretácico Inferior es el periodo geológico en el que aparecieron grupos de insectos tan importantes como las hormigas, y Rábago puede despejar muchas incógnitas.

La instantánea tomada por el ámbar en el Cretácico no sólo sirve para describir nuevas especies. También da información sobre su comportamiento. En la resina aparecen hormigas acarreando a sus presas, insectos copulando, telas de araña y, a buen seguro, habrá otras sorpresas. "Un hallazgo increíble sería encontrar una pluma de dinosaurio con un parásito, como un piojo o una liendre. O un pelo de algún mamífero", expone el geólogo. Según el equipo científico, la veta puede contener miles de insectos atrapados en el tiempo.

El hallazgo ha resucitado la fantasiosa idea, reflejada en la película Parque Jurásico, de clonar dinosaurios a partir del ADN encontrado en los mosquitos chupadores de sangre contenidos en el ámbar. Para Peñalver, es absolutamente impensable. El ADN es una molécula que se degrada en seguida y, por otro lado, el ámbar ha conservado en buenas condiciones los exoesqueletos de los insectos, pero no su aparato digestivo. "Además, aunque reconstruyéramos los cromosomas de los dinosaurios, necesitaríamos un óvulo de esa especie para poder clonarlos", sostiene.

El filón de Rábago, en cualquier caso, es una rara avis. Los yacimientos con ámbar del Cretácico Inferior son muy escasos en todo el mundo. Y la presencia de bioinclusiones - insectos, pelos, plumas - es aún más extraña. Además de en varios puntos de Álava y San Just (Teruel), existen depósitos similares sólo en Líbano, Jordania, Reino Unido y Austria. Por ello, el director de la cueva de El Soplao, Fermín Unzúe, cree que se hallan ante "una nueva Atapuerca". Quizá, especulan, esta ingente cantidad de ámbar es el fruto de la acumulación en el estuario de un río tras una tormenta. La solución podría llegar en noviembre, cuando comiencen las excavaciones, que darán trabajo a varias generaciones de investigadores.

En opinión de la geóloga Idoia Rosales, descubridora de la veta de Rábago junto a su colega María Najarro, el estudio de los fósiles encerrados en el ámbar también arrojará luz sobre los cambios climáticos del pasado. Hoy, el entorno de la cueva de El Soplao está dominado por robles, hayas y abedules. Pero, en el periodo Cretácico, la concentración atmosférica de dióxido de carbono, responsable del efecto invernadero, era mucho mayor a la actual y la temperatura pudo ser entre seis y 12 grados superior. Los bosques resiníferos, habitados por dinosaurios emplumados del tamaño de una paloma, estaban poblados por especies de coníferas ya extintas y ginkgos. "Es un poco controvertido, pero algunos investigadores piensan que las burbujas de aire atrapadas en el ámbar nos pueden servir para conocer cómo era la atmósfera de la época", dice con esperanza Rosales. Aire del Cretácico Inferior en el siglo XXI.

La edad del ámbar lo hace, a su vez, idóneo para estudiar uno de los momentos cruciales en la evolución de los ecosistemas terrestres: la aparición de las angiospermas, las plantas con flores. Si alguien viajara en el tiempo a un bosque de hace 110 millones de años, lo primero que le llamaría la atención sería la ausencia de flores. Fue en el Cretácico Inferior cuando las recién nacidas angiospermas, ayudadas por los insectos polinizadores, consiguieron expulsar a los helechos de los bosques.

Hoy, en la cuneta de la carretera de acceso a El Soplao, tampoco hay muchas flores. Dos lonas de unos 100 metros cuadrados tapan el yacimiento y un vigilante de seguridad custodia la zona durante 24 horas al día para evitar la actuación de los expoliadores. Poco después de anunciarse el hallazgo, un grupo de personas intentó llevarse fragmentos de ámbar situados en la ladera. Al ser piezas únicas, con insectos no encontrados en ningún otro lugar del mundo, pueden alcanzar un valor incalculable en el mercado negro. El Parque Cretácico cántabro, prácticamente indefenso, vale ya millones de euros.

Fonte:   Manuel Ansede (11 Set 2008). Público.es

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