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NOTÍCIAS DE ARQUEOLOGIA

O Património é um bem comum... Preservá-lo só depende de cada um de nós...



Domingo, 29.06.08

Futuros "Indiana Jones" lusos esperam muito trabalho

Os futuros ´Indiana Jones´ portugueses que estão a ser formados na Escola Profissional de Arqueologia, no Marco de Canaveses, sabem que, em vez de aventuras e perigos variados, apenas os espera muito trabalho para desenterrar os vestígios do passado.

"Os que vêm para arqueologia a pensar que vão ser como o Indiana Jones têm muita imaginação", afirmou Ricardo Pereira, aluno do primeiro ano do curso de Assistente de Arqueólogo, que lhe permitirá entrar mais tarde na universidade para concluir a formação superior em Arqueologia.

Rodeado pelos colegas de turma, o jovem de Braga encontrava-se entre as ruínas da zona residencial da antiga cidade romana de Tongobriga, nos arredores do Marco de Canaveses, a realizar um trabalho para a disciplina de Registo em Arqueologia.

Ricardo Pereira, que não escondeu a sua paixão pela arqueologia, admitiu que "ainda há muito espaço para a aventura" nesta área de actividade, mas foi muito claro ao dizer que a figura do arqueólogo interpretada no cinema por Harrison Ford "não tem nada a ver com a realidade".

No mesmo sentido, Rosa Soares, directora executiva da escola, frisou que "a arqueologia actual não tem nada a ver com a figura de Indiana Jones", acrescentando que "a maioria dos alunos não vem com essa ilusão".

"O arqueólogo hoje é alguém muito bem preparado cientificamente porque a arqueologia é uma ciência de muito rigor", salientou a responsável da escola.

"As coisas são feitas com muita seriedade e com o apoio de outras ciências que ajudam a interpretar e a analisar os materiais recolhidos nas escavações", concordou Margarida Moreira, arqueóloga e directora pedagógica da escola.

A Escola Profissional de Arqueologia, instituição pública criada em 1990 pelos ministérios da Educação e da Cultura, é a única escola profissional nesta área em Portugal.

Actualmente conta com cerca de 90 alunos, oriundos de vários pontos do país, a maioria dos quais assume que pretende seguir carreira na área da arqueologia.

"Alguns colegas vieram para este curso só para poderem tirar o 12º ano, mas eu vim por gosto, quero ser arqueóloga", afirmou Bárbara Lima, que veio de Coimbra para frequentar esta escola.

De mais longe veio Rosalina Varela, que é natural de Cabo Verde e conseguiu um lugar na escola ao abrigo de um protocolo assinado com o município do Tarrafal.

"Estou a gostar muito e vou seguir arqueologia, mas o que gostava mesmo era de ter ido para um curso de gestão", admitiu a jovem caboverdiana, enquanto tentava desenhar uma parte da uma antiga rua romana posta a descoberto pelas escavações.

Como em qualquer escola do ensino secundário, aqui os alunos também têm aulas de disciplinas como Português, Matemática ou Educação Física, mas o que mais os anima são as horas da componente de formação técnica, que os obriga a trabalhar no terreno.

"A escola foi colocada aqui porque se entendeu que tinha lógica estar perto de um local onde os alunos pudessem praticar. Assim, o primeiro contacto com ruínas é feito aqui, na Área Arqueológica do Freixo", salientou Rosa Soares.

Esta área arqueológica, que se estende por cerca de 50 hectares de zona classificada, abrange a antiga cidade romana de Tongobriga, uma das últimas cidades romanas que foram construídas no território que actualmente é Portugal.

"A estação arqueológica acolhe a escola e serve-se da escola", frisou Lino Tavares Dias, que dirige esta zona classificada.

Segundo o arqueólogo, a instalação da escola neste local foi decidida por se sentiu que "havia operários e técnicos superiores, mas não existiam técnicos intermédios".

"A escola surgiu para cobrir essa insuficiência", acrescentou Lino Tavares Dias.

Fonte: Ribeiro, Francisco (21 Jun 2008). Diário dos Açores: http://www.da.online.pt/news.php?id=148093

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por noticiasdearqueologia às 19:08

Domingo, 29.06.08

Descobertos sete fósseis de dinossauros

 

Imagem de parte do esqueleto - Foto EPA

Foi descoberto no Sudeste do Utah, segundo anunciaram terça-feira as autoridades.

 


Segundo a administração dos terrenos públicos, investigadores do Museu Burpee de História Natural de Rockford, no Ilinóis, descobriram pelo menos quatro fósseis de Saurópodes de pescoço longo, dois de carnívoros e provavelmente um de Stegossauros, em apenas três semanas de escavações.


O local encontra-se perto da localidade de Hanksville, a 370 quilómetros a Sul de Salt Lake City. Os fósseis deverão datar de 145 a 150 milhões de anos.


Fonte: (18 Jun 2008). Portugal Diário: http://diario.iol.pt/ambiente/dinossauros-arqueologia-fosseis-achados-eua-iol/963564-4070.html

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por noticiasdearqueologia às 19:02

Domingo, 29.06.08

Museu Ibérico de Arqueologia e Arte é projecto de interesse nacional


A preservação e divulgação de um valioso espólio arqueológico, baseado em peças anteriores à fundação de Portugal, está na origem da criação do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes, cujo projecto foi apresentado publicamente na presença do Ministro da Cultura, que este ano presidiu às cerimónias oficiais do dia da Cidade.

O ministro José Pinto Ribeiro considerou que o futuro Museu “é um projecto de interesse nacional”, assegurando que o governo prestará um “contributo interessado e empenhado” na sua integração na Rede Nacional de Museus.

O titular da pasta da cultura sublinhou ainda que “É importante, mais do que o apoio do ministério da Cultura à sua criação, que este Museu Ibérico seja auto-suficiente e saiba articular-se num trabalho em rede e num circuito de descobertas histórico/patrimoniais integrando Abrantes e a sub-região no arco patrimonial norte de Lisboa, nomeadamente com centros monumentais, turísticos e religiosos de referência desde Sintra, Mafra, Óbidos, Caldas da Rainha, descendo por toda esta zona do Tejo, Almourol e Abrantes”.

Uma equipa formada por um arqueólogo, um museólogo e um arquitecto já delinearam as principais ideias que irão nortear o futuro Museu. As cerimónias do Dia da Cidade, foram o mote para a apresentação ao ministro, aos convidados e à comunidade do ante-projecto de arquitectura das instalações, pelo Arquitecto Carrilho da Graça e o projecto museográfico pelo Professor Fernando António Batista Pereira. Foi também exposta a maqueta do projecto, no local das cerimónias, nos Claustros do Convento de S. Domingos, local que vai ser reconvertido e ampliado para acolher este Museu, que o Presidente da Câmara assumiu ser “a aposta prioritária da Câmara na área da cultura nos próximos anos”. Considerando ser este “um projecto no qual Abrantes encontra a sua especialização cultural que irá requalificar e redimensionar inteiramente a imagem da cidade e a projectará no futuro”, Nelson de Carvalho sublinhou a vontade de ver o futuro Museu a reposicionar Abrantes no espaço dos Museus europeus.

O futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte vai acolher o espólio arqueológico da Fundação Ernesto Lourenço Estrada. Uma colecção notável de objecto arqueológicos recolhidos em vários pontos da Península Ibérica ao longo de meio século por João Estrada. Também irá albergar a colecção de arte contemporânea doada pela pintora Maria Lucília Moita e a colecção legada pelo escultor João Charters de Almeida.


Fonte: (22 Jun 2008). Entroncamento. on line: http://www.entroncamentoonline.pt/index.php?show=news&id=2013

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por noticiasdearqueologia às 18:50

Sábado, 28.06.08

Nuevos hallazgos confirman que los neandertales fabricaban utensilios sofisticados

Nuevos hallazgos confirman que los neandertales fabricaban utensilios sofisticados Los neandertales europeos fueron seres humanos inteligentes, capaces de elaborar sofisticados utensilios para cazar grandes animales cuando la situación lo requería. Así lo confirman las piezas de sílex halladas por el arqueólogo Matthew Pope, de Colegio Universitario de Londres, en un yacimiento situado al oeste de Sussex, en Inglaterra. El lugar fue descubierto en 1900. Durante la construcción de una casa monumental conocida como Beedings salieron a la luz unos 2.300 utensilios de piedra perfectamente conservados. Durante mucho tiempo se pensó que se trataba de falsificaciones. Tantos estas piezas como los sedimentos entre los que se hallaban fueron conservados en un museo y sólo recientemente se ha conocido su importancia para conocer el desarrollo tecnológico de los neandertales en el norte de Europa en la última etapa de su existencia. Investigadores españoles, expertos en estos antepasados europeos, recuerdan que herramientas similares, e incluso más sofisticadas, ya se han encontrado en zonas más al sur del continente, entre ellas la cornisa cantábrica, si bien no habían aparecido en Reino Unido. Fue el investigador Roger Jacobi, del Proyecto Británico sobre Antiguas Ocupaciones Humanas, el primero que demostró que parte del material de Beedings tiene fuertes similitudes con otras herramientas encontradas en Europa y datadas hace entre 35.000 y 42.000 años. En aquellas lejanas fechas no hay indicios de que el "Homo sapiens" hubiera llegado hasta las islas británicas, por lo que todo apunta a que eran utensilios realizados por neandertales sólo unos milenios antes de su desaparición definitiva. De hecho, las piezas más sofisticadas estaban laminadas, como fileteadas, como si fueron puntas de lanza; pero en el mismo lugar había también herramientas más antiguas, como cabezas de hacha, más típicas de los neandertales. Para el paleontólogo español, José Carrión, de la Universidad de Murcia, el anuncio de este hallazgo por parte de la universidad inglesa "no tiene nada de particular, salvo que se trata de Reino Unido y que confirma que aquellas poblaciones humanas eran más inteligentes de lo que se creía". Carrión explica que en aquella época, los neandertales se movían de sur a norte, en función de los cambios en el clima. "Está claro que evolucionaron en ambos lugares para adaptarse a un entorno en el que cada vez había menos bosques y los animales eran más grandes, como mamuts o rinocerontes lanudos, por lo que necesitaban armas pequeñas que pudieran lanzar sin ser olidos, como también haría el "Homo sapiens".


Fonte: Tritán, Rosa M. (24 Jun 2008). El Mundo.es (digital).

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por noticiasdearqueologia às 19:41

Sábado, 28.06.08

AS NOSSAS NAUS E AS LEIS DELES

Tesouros do mar. O património cultural subaquático não deve ser

explorado comercialmente. É o que diz, desde 2001, a Convenção da

UNESCO para a sua protecção. Que por enquanto não está em vigor.

Portanto, quem se dedica a retirar do fundo do mar pequenos e grandes

tesouros para serem leiloados, independentemente da sua origem tem

toda a cobertura legal. E tem lucros que divide com os Governos desses

países africanos



Património luso em Moçambique e Cabo Verde tem sido leiloado

A Arqueonautas WorldWide - Arqueologia Subaquática, SA, empresa

sedeada no Estoril e registada na zona franca da Madeira, encontrou 20

navios portugueses dos séculos XVI a XIX, dois naufragados em Cabo

Verde e 18 em Moçambique. Parte do espólio que lhe coube das

escavações efectuadas em cinco deles foi comercializada, com o

consentimento dos respectivos governos.

Destes navios, só o São José, de 1622, estava "razoavelmente intacto",

diz ao DN o administrador da empresa, Nikolaus Sandizell. Uns tinham

sido pilhados, "severamente", em outros ficaram vestígios "muito

escassos". Garante-nos ter observado 15 navios "sem intrusão". O

grande trabalho da Arqueonautas consistiu em escavar cinco, dos quais

três estão quase concluídos, diz um relatório cedido ao DN.

Há nove anos que a empresa renova contratos com Moçambique. O último

assinado vigorará até 2010. Em exclusivo tem 700 quilómetros de costa,

para percorrer a bordo do Indian Ocean Explorer, munido de tecnologia

avançada e uma equipa numerosa. Dos navios observados ou escavados,

oito são do séc. XVI, oito do séc. XVII, dois do séc. XVIII e dois do

séc. XIX.

Nikolaus Sandizell esteve primeiro em Cabo Verde, mas "a maioria dos

18 navios naufragados tinham sido roubados. E como o Atlântico é

violento, muitas das peças estavam destruídas. Num navio do séc. XVIII

havia 60 mil moedas, a maioria irreconhecível".



Ilha de Moçambique classificada

Dez dos navios referenciados estão junto à Ilha de Moçambique,

classificada em 1991 pela UNESCO como Monumento do Património Cultural

da Humanidade. Por isso, as escavações, embora oficiais, são vistas

pelos arqueólogos como mais um atentado ao património da humanidade.

Alegam que a Convenção para a Protecção do Património Cultural

Subaquático de 2001, embora não ratificada por Moçambique, condena a

exploração comercial dos achados.

Mas Moçambique é um país soberano. A sua lei é muito diferente da

portuguesa. Enquanto cá os bens são "propriedade inalienável do

Estado", aquele país divide este património entre "objectos únicos"

(devem ficar no país) e "objectos repetidos" (podem ser vendidos,

segundo o Conselho de Ministros).



O negócio da Arqueonautas não é visto com bons olhos. "Continuamos a

pensar que a venda das peças no leilão da Holanda foi feita à margem

da lei", escreviam Maura Quatorze e Machado da Graça na altura em que

se leiloou achados do Forte de S. Sebastião.



Afugentar caçadores de tesouros

Estas arqueólogas queriam saber numa carta aberta publicada no

Mediafax , relativamente ao projecto de recuperação da nau portuguesa

que situavam junto as Inhambane, se "não estará o Governo português

disposto a uma parceria nesse sentido? Mais uma vez gostaríamos de

saber se algum esforço está a ser feito nesse sentido".

Também o arqueólogo moçambicano Ricardo Teixeira Duarte disse ter

sido afastado do seu projecto quando esta empresa chegou, queixando-se

que "(...) assim traçou os destinos da nau portuguesa que durante

séculos tinha sido conservada no fundo do mar e cujo espólio foi agora

parar às mãos pri- vadas de meia dúzia de ricaços na Europa". Outras

críticas visam a falta de fiscalização durante os dois primeiros anos

em Moçambique e a ausência de formação para com os seus nacionais.

Nikolaus Sandizell nega. "Temos connosco dez estudantes moçambicanos

na conservação e documentação dos achados."

O conde alemão lembra que "quando chegámos à Ilha de Moçambique havia

dois grupos de caçadores de tesouros, um húngaro e outro português. O

Governo pediu-nos para corrermos com eles".

Fonte: Figueiredo, Leonor (25 Jun 2008). Diário de Notícias.

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por noticiasdearqueologia às 19:36

Sábado, 14.06.08

Construção de passadiço em Matosinhos desvenda vestígios de conservas romanas

Há três semanas que decorrem, em Angeiras, Matosinhos, escavações que

fornecem dados sobre a existência de uma indústria conserveira do

período romano.


A Divisão de Cultura e Museus da Câmara de Matosinhos está a

aproveitar a necessidade de realizar sondagens arqueológicas antes da

construção de um passadiço de madeira sobre as dunas da parte norte do

concelho para ficar a conhecer um pouco melhor os vestígios de uma

indústria conserveira do período romano existentes na zona balnear de

Angeiras. Os trabalhos estão a decorrer há cerca de três semanas e

puseram já a descoberto um novo tanque de salga escavado nas rochas.

Segundo o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, que

ontem visitou o local, a autarquia pretende aproveitar os

conhecimentos adquiridos na escavação em curso para manter a memória

daquela indústria, eventualmente com o recurso à construção de uma

réplica, já que o local voltará a ser coberto de areia assim que as

marés voltarem a tocar aquela parte da praia. O autarca manifestou

ainda a vontade de ver a edilidade promover uma reconstituição do

garum (ou garo), uma conserva produzida pelos romanos com a mistura de

vários peixes e a adição de vinhos, vinagres e azeites, a qual era

exportada da costa portuguesa para todo o império, da Escócia ao Norte

de África, passando pela Roménia.

"Não sei se houve uma continuidade desta prática ao longo do tempo,

mas foi aqui que começou a indústria das conservas de Matosinhos",

sublinhou Guilherme Pinto, adiantando que, caso as escavações em curso

verifiquem a existência de elementos ainda não conhecidos, a autarquia

admite prolongar os trabalhos por mais algum tempo. Para já, as

sondagens obrigaram a desviar o traçado do passadiço, de modo a que as

respectivas fundações não toquem o sítio que agora está a ser

escavado, já classificado como monumento nacional desde a década de

1970.

No local, e para além dos já referidos tanques de salga (dos quais

existe, junto à marginal de Angeiras, uma réplica que será objecto de

beneficiação no âmbito da obra de construção do passadiço), é ainda

conhecido um pavimento de seixos rodeado por um murete, no qual se

julga ter sido produzido sal para a salmoura que ali funcionava, bem

como o alicerce de uma construção.

Pequena unidade

Segundo Joel Cleto, chefe da Divisão de Cultura e Museus, a unidade de

Angeiras seria de uma pequena unidade de produção de conservas, se

comparada com as existentes a sul de Peniche (e sobretudo em Tróia,

onde havia a maior fábrica de conservas do império romano), mas, ainda

assim, com uma grande importância regional nos séculos III e IV.

Atesta-o o facto de terem já sido descobertos 32 tanques de salga em

seis núcleos diferentes, ignorando-se se existiram outros, ocultos sob

o areal. A norte de Peniche, aliás, são relativamente raros os

vestígios de conservas romanas, havendo apenas memória de uma

instalação semelhante na Póvoa de Varzim.

Ainda segundo os arqueólogos, supõe-se que o complexo conserveiro

funcionasse em estreita relação com uma villa romana de que foram

encontrados sinais no Fontão e cujos mosaicos e restos cerâmicos estão

depositados no Museu de Etnografia do Porto.


Fonte: MARMELO, Jorge (13 Jun 2008). Público.

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por noticiasdearqueologia às 17:05

Sábado, 14.06.08

ITÁLICA: La Junta reconoce que edificar junto al Teatro de Itálica «es una contradicción»




La Junta reconoce que edificar junto al Teatro de Itálica «es una contradicción»





La Consejería de Cultura, a través de su delegado en Sevilla, Bernardo Bueno, reconoció ayer que las nuevas construcciones que se están llevando a cabo en una zona de Santiponce en la que la arqueóloga Oliva Rodríguez afirma que está la necrópolis «es una contradicción».


Como publicó ABC el domingo, se están edificando viviendas en los aledaños del Teatro Romano, justamente donde la Junta afirma que está expropiando casas para poder avanzar con las excavaciones. A este respecto, Bueno aclara que «nosotros no participamos en los procesos de recalificación ni en las modificaciones del PGOU porque entonces no se hacían las cosas como ahora. Hace 20 años se hacían unas cosas y ahora otras. Estas modificaciones son de iniciativa municipal». El delegado, que arroga toda la responsabilidad al Ayuntamiento de Santiponce, afirma también que «ahora sí trabajamos conjuntamente, pero antes no. Si no estamos de acuerdo con las nuevas construcciones, emitimos informes negativos, pero si son derechos adquiridos anteriormente, no podemos hacer nada. Desconozco el tema, pero me imagino que las nuevas construcciones tendrán derechos anteriores, con lo cual no tengo nada que decir. Ahora sí que, cuando se emite un informe negativo, allí no se toca nada». Hasta la última legislatura gobernaba en Santiponce IU, situación que cambió en las últimas elecciones, pues ahora el alcalde es el socialista José Peña.

«Lo normal respecto a las nuevas construcciones es que haya conflictos permanentes entre propietarios, Ayuntamiento y Junta», confiesa el delegado. «El Ayuntamiento tira hacia los vecinos y nosotros tenemos otras normas. No ha sido fácil, pero ahora estamos aplicando esto más fácilmente. Y no quiero cargar las tintas contra el anterior alcalde, porque el PSOE de ahora no da facilidades así como así. Allí hay demanda de viviendas y el que tiene un terreno se cree que tiene todo el derecho del mundo. Nosotros actuamos con la ley en la mano y ahora estamos más a rajatabla. De hecho, el Ayuntamiento ha tenido esas obras paradas porque nosotros no les dábamos facilidades, pero siempre hay escollos y cosas que no son deseables, aunque a veces no hay armas legales para lo no deseable».

«Plan Itálica»

Para evitar «problemas como éste», Bernardo Bueno adelantó a este periódico «que se está trabajando en un estudio sobre el paisaje de Itálica que se va a hacer bastante pronto y que se llamará «Plan Itálica»». Este proyecto tratará de solucionar también la espesa vegetación del yacimiento, «que es un problema porque en los años de lluvia, como éste, crece mucho. El conjunto arqueológico tiene una amplitud de 60 hectáreas y en algunas zonas es probable que se tenga que terminar mejor, pero siempre se está actuando».

En cuanto a la situación de las expropiaciones y las próximas actuaciones, Bueno relata que «la arqueóloga que dice que no hay previstas excavaciones de forma inminente -en referencia a Oliva Rodríguez- no trabaja en el Conjunto Arqueológico, así que ella no lo sabe. Yo sí puedo decir que en la calle Feria antes de final de año hay previstas demoliciones y excavaciones. Estamos esperando las autorizaciones». Además, «en relación a las adquisiciones, nosotros no hacemos un proceso de expropiación masivo. Lo hacemos por mutuo acuerdo. El propietario hace una oferta a la administración, la administración contrata un técnico independiente y si se llega a un acuerdo, estupendo. Eso nunca para. La mujer que dice que hace diez años le ofrecieron tanto, no tiene ningún fundamento. Esta mujer tiene que comunicarlo a la administración». Sin embargo, el proceso de expropiación no brilla por su rapidez: «Efectivamente, todas estas cosas son lentas. Desde que entré en la Delegación he querido impulsar estas cosas y he puesto una persona al frente de esto para que resuelva el problema, pero hay que investigar a los propietarios, los tipos de licencias... Eso es complicado, porque la solución final en algunos casos es el deshaucio y eso no es fácil y trae conflictos».

No obstante, Bueno anuncia que «en el solar donde se encontró la cabeza se va a iniciar la demolición del muro medianero de la casa colindante y eso se va a incorporar al mirador del Teatro. Ahí no va a estar el Centro de Recepción de Visitantes de Itálica».

«La botellona es un problema»

Por último, Bernardo Bueno también admite que «el tema del vandalismo, efectivamente, es un problema, está la botellona y se padece, se tiran vasos y eso se limpia los lunes. Vamos limpiando en lo que respecta a nosotros de la mejor manera posible, pero lo deseable sería que no ocurriera este tipo de vandalismo, aunque es difícil de controlar».

Por su parte, la parlamentaria del Partido Popular por Sevilla Alicia Martínez, declaró ayer que en Itálica «se están cometiendo barbaridades. Es un yacimiento de primer nivel y debe tener el control y la inspección absoluta de la Junta de Andalucía. Hoy día un proyecto de edificación en una zona como esa tiene que contar con un seguimiento arqueológico firmado por un arqueólogo. Eso lo tiene que autorizar el Ayuntamiento con el informe favorable de Cultura y Patrimonio».



 

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por noticiasdearqueologia às 16:50

Sábado, 14.06.08

La Pompeya cartagenera


  La Pompeya cartagenera




Panorámica de la falda sur de la colina cartagenera donde están siendo hallados importantes restos arqueológicos de época romana. / PABLO SÁNCHEZ / AGM




 


«Cuando en el resto de la Península todavía se aplicaban leyes primitivas, en Cartagena ya se regían por el Derecho Romano», recordaba el viernes en un acto oficial, glosando la importancia de la Justicia en la historia de la ciudad, el magistrado del Tribunal Superior de Justicia Javier Parra. A pocos minutos de allí a pie, en pleno corazón urbano, viendo los primeros restos de edificios que una excavación financiada por la Comunidad Autónoma está permitiendo que salgan a la luz junto a los de la curia romana hallada hace un par de décadas en el Molinete, el arqueólogo Manuel Lechuga reflexionaba sobre cómo aplicaban esas leyes los gobernantes del siglo I después de Cristo. Estos políticos de la época de Augusto, que para ascender en su carrera política ayudaron a pagar la construcción del Teatro Romano (ya rehabilitado y que los turistas podrán visitar a partir de finales de este mes), se reunían en un edificio que, trasladado al tiempo actual, sería el Ayuntamiento. Muy cerca había unas termas y, en una franja de terreno intermedio que correspondía al barrio noble de entonces, había unas construcciones cuyos vestigios empiezan a verse: un pórtico o palestra, un edificio que posiblemente era de una familia rica y un tramo de la calzada que cruzaba de este a oeste la ciudad.

La campaña arqueológica iniciada hace tres meses en el céntrico barrio cartagenero del Molinete -zona marginal y muy degradada urbanísticamente en las últimos treinta años- da ya tan buenos frutos que Lechuga, técnico de la Dirección General de Bellas Artes (Consejería de Cultura) encargado de la zona de Cartagena y Mazarrón, habla ya de un yacimiento «alucinante».



Barrio de lujo

Buscando la comparación con uno de los barrios más ricos de Madrid, Lechuga señala que dentro de un cinco o seis años, el Molinete será un parque arqueológico donde los turistas podrán trasladarse a algo así como «el barrio de Salamanca de la Pompeya cartagenera». Pompeya, centro de atracción turística principal en Italia, fue una ciudad del Imperio Romano cerca de Nápoles y que destruyó la repentina erupción del Vesubio en el año 79 después de Cristo.

Cultura invierte este año 1,2 millones de euros. El área de excavación ocupa 3.000 metros cuadrados en la zona sur del cerro del Molinete (desde la calle San Vicente a la calle Honda) y está previsto excavar un volumen de 7.000 metros cúbicos. En la parte situada más al oeste, bajo el edificio del centro de salud de San Vicente (en construcción) está la curia romana. Las visitas al parque arqueológico empezarán por ahí.

A continuación estaba la plaza del foro, la principal de la ciudad y donde hace años fue descubierta una estatua dedicada a Augusto que data de la transición del siglo I A. C. al siglo I d. C. y que estará expuesta en el Museo del Teatro Romano. Éste lo inaugurará este mes por un miembro de la Casa Real aún por confirmar.

En las ciudades romanas (quizás en Carthago Nova, ciudad de provincias), en ese foro estaban los edificios políticos y religiosos más representativos, entre los que destacaban los templos dedicados a Júpiter, Juno y Minerva. Los expertos confían en hallar muestras de uno, de dos o incluso de esos tres templos. «Tenemos excavadas una terraza y dos grandes escalinatas de tres metros de anchura», dice entusiasmado Lechuga.



De un magistrado



La peculiar orografía de Cartagena hacía que en este barrio, desde cuyo cerro (una de las cinco colinas de la ciudad) se divisa el mar, las construcciones estuvieran organizadas en terrazas, a distintos niveles. Pincelada a pincelada, han encontrado restos de una calzada junto a la ladera y, abajo, una estructura que se asemeja a una casa o un inmueble público de envergadura.

En la zona oriental, junto a las termas hay un patio o zona porticada delimitada por ladridos circulares que sustentan pequeñas pérgolas. Se cree que sería una especie de palestra o gimnasio al aire libre para refrescarse o ejercitarse antes de meterse en las termas. En éstas había al menos dos salas de baño caliente, una de baño frío y una piscina o bañera.

Las termas están frente al Decumano, la calzada que cruzaba de este a oeste Cartagena y es mostrada en uno de los centros turísticos de Cartagena Puerto de Culturas (en la plaza de los Tres Reyes). El camino que iba de norte a sur se llamaba cardo. «Han aparecido muchos elementos ornamentales y hemos identificado el atrio de entrada a la casa, en la que se adivinan las habitaciones. Puede ser la casa de un magistrado o una familia de posición social alta», comenta Lechuga.


Fonte: ALBERTO GONZÁLEZ, José (8 Jun 2008). La Verdad.es: http://www.laverdad.es/murcia/20080608/cultura/pompeya-cartagenera-20080608.html

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por noticiasdearqueologia às 16:43

Quinta-feira, 12.06.08

Encontrada «Primeira Igreja Cristã» na Jordânia

Um grupo de arqueólogos afirma ter descoberto a «primeira igreja do mundo» em Rihab, na Jordânia, revelou o director do centro de estudos arqueológicos local, Abdul Qader Hassan: «Localizámos o que pensamos ser a primeira igreja do mundo, construída entre os anos 30 e 70 da nossa era», afirmou um arqueólogo, acrescentando o templo se encontra debaixo do local onde se hoje se ergue outra igreja, em honra a São Jorge.



 É uma descoberta «incrível» porque há «provas que levam a crer que os edificío terá acolhido os primeiros cristãos, os 70 discípulos», segundo contou a agências o director do centro arqueológico da Jordânia, Abdul Qader Hassan.


Ao que parece, a cova subterrânea terá servido de residência e local de oração para os cristãos quando a sua religião era ainda vítima de perseguições.


O arqueólogo considera ainda que os cristãos não terão abandonado a cova até «que os romanos abraçaram a Igreja Católica». Terá sido nessa altura que a Igreja de São Jorge foi construída, contando com ‘os 70 amados por Deus’ nos mosaicos.


Os 70 discípulos de Cristo viram-se obrigados a fugir de Jerusalém devido às perseguições religiosas, tendo acabado por refugiar-se no norte da actual Jordânia e sobretudo em Rihab.


Hassan afirmou que o templo em uma estrutura circular com vários bancos de pedra para os sacerdotes.



Fonte: (10 Jun 2008). SOL: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=97161

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por noticiasdearqueologia às 23:08

Quinta-feira, 12.06.08

ARQUEÓLOGOS DESCOBREM MAIS DE 600 ESQUELETOS

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A equipa de arqueologia que está a escavar à volta da igreja de Santa Maria dos Olivais em Tomar já fez o levantamento de mais de 600 esqueletos. Toda a zona envolvente da igreja funcionava, há cinco séculos, como uma necrópole.


Hoje a Câmara Municipal de Tomar promoveu uma visita às obras do Polis no Flecheiro e nas imediações da igreja de Santa Maria dos Olivais, trabalhos que devem estar concluídos em Setembro.


 


Fonte: (9 Jun 2008). O Templário: http://www.otemplario.pt/por/conteudosdetalhe.asp?idConteudo=8802

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por noticiasdearqueologia às 22:54

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